09 maio 2010

BENFICA!!



NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: acabou a crise, acabou o défice. Não há mercados em queda, nem comissões de inquérito nem sequer exame de nefrologia na próxima semana…
O BENFICA É CAMPEÃO E O RESTO É CONVERSA!

"Oh Sport Lisboa e Benfica
O CAMPEÃO
Mostra a tua Raça, teu Querer e Ambição
Nós só queremos o Benfica CAMPEÃO!!"

Campeão Nacional 2009/2010

BENFICA!!
BENFICA!!
BENFICA!!

08 maio 2010

Vitória por equipas no Grupo B

Na sequência do post-da-neura-do-karting de dia 17 de Abril venho dar conhecimento de que terminou hoje o XI Campeonato de Kating da Ordem dos Engenheiros.
Ganhou o do costume.
Mas o que realmente interessa é que, depois de muitas peripécias ao longo das 8 corridas deste ano que me atiraram lá quase para o meio da tabela classificativa (vergonha...), terminei a última prova em beleza com um fabuloso espécime da classe dos veículos motorizados que me brindou com a sua morte súbita no momento da partida. Sim, deu o último suspiro quando caiu o verde e fiquei parada na grelha enquanto todos os meus adversários disseram um adeuzinho e foram embora sem mais nem menos... bonito!
Anyway, ao que parece não estraguei o suficiente a classificação final e o meu Capitão de Equipa lá conseguiu contrabalançar as minhas fracas prestações: conseguimos a vitória por equipas no Grupo B.
YEY! Do mal o menos... enfim.
Para o ano lá estaremos? Vou considerar. Também não queria deixar o Karting com tão fraca mostra de habilidades... Quem sabe? Eu ainda não.

17 abril 2010

Desabafo - excusam de ler

Não, a sério, podem voltar para o Facebook que isto não vai ter mesmo interesse nenhum.

Eu nunca fui grande desportista. Gosto, sempre gostei, mas não me costumo dedicar realmente a nada nessa área. Sou daquele estilo de pessoa que não sobressai por ser a melhor mas também nunca faz má figura. (quase nunca, vá).

Aqui há uns anos, mais de dez, comecei a dar os primeiros passos nos desportos motorizados. Inicialmente por influência familiar já que segundo um Tio, o meu Pai "leva as crias a arrastar o traseiro pelas pistas nacionais". Ninguém pensou que lhe desse continuação, bem sei, nem tão pouco que tivesse algum jeito para a coisa. Acontece que fui aprendendo, e gostando. Era (e continuo a ser), a única representante do sexo feminino no campeonato em que corro e, talvez porque me achassem piada, talvez porque não esperassem que uma miúda (durante a maior parte do tempo era também a pessoa mais nova a correr) se fosse "meter" no meio daqueles homens todos e muito menos que se "safasse" tão bem, o certo é que de alguma maneira acabava por sobressair naturalmente. Ora, eu que nunca tinha tido esse feedback em nada, gostava imenso daquilo! Dediquei-me como nunca até então.

Foi assim que comecei no karting.

Subia de "escalão" todos os anos até ao principal, melhorava as classificações a cada ano, cheguei a subir algumas vezes ao podium e a ganhar corridas. Representei o campeonato nas resistências de 24horas e nas taças inter-troféus. Não era a melhor, mas tinha imenso orgulho naquilo que conseguia fazer.

Como digo, há já mais de dez anos que muitos dos meus fins-de-semana se passam em pista pelo país todo. O meu fato é o máximo; luvas e botas a condizer e o meu capacete diz o meu nome! Contudo, e como não há bela sem senão, há uma coisa no karting que eu abomino. Dá, genericamente, pelo nome de chuva. É um desporto de ar livre e, como tal, quando chove, (como é que eu hei-de dizer?), Olha, azar!...

A verdade é que eu não gosto,
não sei,
não aprendo,
não consigo
correr à chuva.

"Vais ver que quando te começares a habituar até vais gostar de correr à chuva."
Até pode ser que sim, mas como não me habituo, nada feito.

Mas uma equipa é uma equipa e quando há uma corrida à chuva, uma pessoa vai e pronto.

Hoje foi dia de corrida.
Como ainda não controlo a meteorologia, 70% de probabilidade de precipitação não auguravam nada de bom.
Mas, como digo, uma equipa é uma equipa. Lá fui. Chateada toda a viagem, mas fui.
Foi por volta de uma horinha de corrida; não será surpresa se disser que choveu a potes.
Contudo, por respeito à equipa mas, principalmente, por respeito a mim própria fiz o melhor que sabia.

Há mais duas coisas que não se controlam no karting.
Uma é a qualidade dos karts em si. Excuso de ir por aí, todos sabemos que não são iguais, uns dias temos sorte, outros não.
A outra são os outros pilotos em pista.

Espera-se ambição mas respeito.
Espera-se fairplay.

Rebobinando:
Detesto correr à chuva; estava a esforçar-me ao máximo para fazer o melhor possível; até estava a correr bem, certinha, sem perder muito tempo para os primeiros. Eis senão quando vem na penúltima volta, sabe-se lá de onde, um anormal (juro que é a coisa menos ofensiva que lhe consigo chamar) que me acerta em cheio de frente na quina traseira do kart. Para quem não está a visualizar a cena, andei p'ra lá a dançar, acabei por fazer um peão e fiquei virada para trás.
Perdi a posição.
Perdi mais não sei quantas posições dos que vinham mais atrás e tiveram tempo para me passar.
Perdi a paciência e passei-me.
Só me apetecia bater-lhe.
Eu sei fazer peões sozinha!

Claro que não fiz nada e fiquei a remoer a fúria cá dentro. Não é a primeira vez que me batem (nem a segunda, nem a terceira, nem...............) nem que me estragam uma corrida, mas hoje foi a gota de água. Estava realmente a esforçar-me por fazer bem feita uma coisa que não gosto mesmo de fazer... ou gosto, mas não assim...

Ou estarei a perder o gosto?



há uns tempos... apareço a partir dos 22 segundos e nunca mais deixei o espanhol passar =)

29 março 2010

More than we are

There’s this thing that happens when people find out you’re a doctor. They stop seeing you as a person, and begin to see you as something bigger than you are. They have to see us that way, as gods. Otherwise, we’re just like everyone else – unsure, flawed, normal. So we act strong, we remain stoic. We hide the fact that we’re all too human.

Patients see us as gods. Or, they see us as monsters. But the fact is, we’re just people. We screw up. We lose our way. Even the best of us have our off days. Still, we move forward. We don’t rest on our laurels or celebrate the lives we saved in the past. Because there’s always some other patient that needs our help. So, we force ourselves to keep trying, to keep learning… in the hope that maybe, someday, we’ll come just a little bit closer to the gods our patients need us to be.

Grey's Anatomy


Para já vejo tudo de fora e sei que é verdade. Um dia, quem sabe, serei eu a querer com muita força ser capaz de fazer o impossível para mudar o destino de alguém.
Nothing but a mere human who plays with someone's God-made destiny...

15 março 2010

O meu Avô

O meu Avô é uma personagem engraçada.
Já tem p'ra cima d'uma data de anos mas do alto da sua provecta idade continua a viver a vida todos os dias com a naturalidade de sempre.

Gosta de bater a sua sorna na praia, do seu ponto de vigia no 72, sempre na mesma posição e, quando algo o desperta pergunta sempre quem foi capaz de o interromper no cálculo das suas "raízes cúbicas de cabeça!".
Tem um telemóvel que tira fotografias e manda sempre sms quando vai almoçar fora a perguntar quem lá quer ir ter para comer um cozidinho ou um bife à Portugália.
Ainda conduz e dá-nos boleias imensas vezes mas nunca sai de minha casa depois das 17h porque "depois já vou muito tarde e não tenho lugar para o carro".

Aqui há tempos fomos jantar fora, como de costume, no seu dia de anos. Findo o jantar veio o bolo: de chocolate e com oito nozes inteiras em rodinha (por aqui há quem ache que nozes e amêndoas partidas nos bolos ficam mal... enfim).
Cantámos os parabéns e apagou todas as velas num só sopro como sempre.
No final ficámos a vê-lo olhar em volta certamente a recordar as palavras habituais da minha Avó "oh menina, levas tu o resto do bolo que lá em casa eu e o teu sogro não o comemos!", "Eu quero uma fatia pequenina só mal uma coisinha!".
Saca do facalhão e dá um golpe no bolo. De um lado ao outro.
Então, Avô?! Não é assim que se corta um bolo!!
(nada)
E tumba, outro golpe, desta vez na perpendicular, dividindo o bolo em quatro.
Oh R.?!, o que é que estás praí a fazer?!
Pimba, outra vez.
E mais uma.
O que é? Não somos oito? Um, dois, três, quatro... cinco, seis, sete e oito. Já está. Igual para todos. Sirvam-se.

O meu Avô é uma personagem engraçada.
Quem o conhece sabe que é verdade.

14 março 2010

Boa resposta...

Espero que não pensem que me considero mais ou menos do que alguém, mas a verdade é que há pessoas mesmo burras...

Aqui há tempos andei com os meus irmãos a correr as ourivesarias de Lisboa com o objectivo de comprar um presente para uma data especial.
A ideia era oferecer uma moldura em prata com uma inscrição/dedicatória pequenina, num cantinho - era brilhante e certamente teria um grande efeito. Nice!

Ao fim de pouco tempo percebemos que o valor que podiamos pagar ficava uns quantos dígitos àquem do que nos pediam...!!
Rápido: plano B? - "Só se for uma moldura em banho de prata!" Boa!
Lá encontrámos uma engraçada e descobrimos onde costumavam mandar gravá-las.
Off we go.

Boa tarde!
Boa tarde.
Nós comprámos há pouco esta moldura e gostávamos de saber se é possível gravar uma frase aqui na margem...
Só um momento que eu vou chamar a chefe.
...
Boa tarde.
Boa tarde! Nós comprámos há pouco esta moldura e gostávamos de saber se é possível gravar uma frase aqui na margem...
(olhou, olhou...)
Olhe, eu tanto lhe posso dizer que sim como que não.

(monólogo interior:
Desculpe?!................................
hahahahahahahahaha
espaço para explicação da resposta....................................... nada!
hahahahahahahahahahahahahahahhaha)

Não, a sério?! A chefe diz isto e fica-se por ali?? Ou é para nós escolhermos???

E a seguir íamos ao MacDonald's e - Boa tarde, tem hamburgers?
Olhe, eu tanto lhe posso dizer que sim como que não.
Ou ao cinema - Ainda há bilhetes para a sessão da meia noite?
Olhe, eu tanto lhe posso dizer que sim como que não.

Quais serão os requisitos para se estar ao balcão de uma loja... e ser chefe?!
Saber dizer coisas estúpidas com o maior ar de naturalidade?
Deve ser isso...

11 março 2010

modas...?!

Aqui deixo este business card no dia do arranque da ModaLisboa e porque quando fui beber café, ao meu lado estava uma flausina de alças de soutien à mostra e calças indecorosamente descaídas.

09 março 2010

Pela vida fora - com orgulho



Somos os filhos de João de Deus,
Como os anjinhos que cantam nos céus
Vamos p’ra aula a cantar
Aprender sem se notar
E a brincar a brincar
Já sei o A E I O U...

O recreio
Vem sempre no meio
Da lição
Que sai do coração.

Somos crianças cheias de alegria
Nossas mãozinhas já têm magia
Já fiz um carro de barro
Um coração de cartão
E a brincar, a brincar
Já sei o A E I O U…

O encanto do Jardim-Escola
É saltar, rir e jogar à bola.

Findou o dia, vamos regressar
Vestir casacos, vamos para o lar
Lá nos espera também
Outro regaço, o da Mãe
Para beijar e ouvir
Dizer o A, E, I, O, U...

Os meninos
Serão sempre teus
Pela vida fora
João de Deus

08 março 2010

Dia da Mulher

Um beijinho especial às minhas amigas... =)

aos meus amigos que fumam

É entre o barulho do aspirador e o da panela de pressão que escrevo hoje. Mal me consigo ouvir a pensar...

Não, o dia não correu mal, mas
Não, não tenho razões particulares para estar chateada hoje... ainda assim
Não, não estou particularmente bem disposta.


E porquê?
Porque passei o dia rodeada de amigos que fumam por um lado e de doentes vítimas da estupidez de fumarem pelo outro.


(isto está a sair-me tão rápido que vai ser mais uma narrativa irritada do que um texto motivador)

Bolas, é que já nem vale a pena falar dos prejuízos que isso comporta na vida de uma pessoa.
"Sim, eu sei, mas aproveito agora e na idade em que aumentar o risco deixo."
Ok, ao fim de 15 anos depois da cessação tabágica, um ex-fumador volta a ser tido como uma pessoa normal no que conserna o risco cardiovascular. Mas no resto -  meus amigos - deixem-se de tretas! Quando se fala de cancro, um ex-fumador é obviamente diferente de um fumador, mas não deixa de ser também diferente de alguém que nunca fumou... e muito.

É estúpido começar a fumar, é estúpido voltar a fumar. É estúpido fumar muito, é estúpido fumar pouco... estão a ver o denominador comum?

A escolha é vossa, claro. Têm o direito a ela como eu tenho o direito a uma opinião contrária.
Mas tudo bem, até aceito que se estejam nas tintas para a vossa vida, para a vossa saúde e que na verdade nem queiram realmente deixar de fumar. Não concordo, mas tenho que aceitar.
Mas não vos passa pela cabeça mais nada? Vivem sozinhos no mundo? Não há ninguém à vossa volta?
Sei lá... será que acham que ninguém há-de gostar de ver-vos bem, saudáveis?... ou que ninguém há-de depender ou precisar de vocês agora ou daqui a uns anos?... ou, (tão simples como isto) que os vossos amigos gostavam de não ter que levar com a porcaria do vosso fumo?! Bolas, pá!!
É egoismo.
É uma cretinice.

Desculpem a raiva, mas isto hoje bateu lá dentro...

Uma última nota:
Dizia há uns anos uma campanha publicitária que beijar um fumador é o mesmo que lamber um cinzeiro.
Tenho a certeza de que não gosto de lamber cinzeiros.

02 março 2010

polícia à paisana

A internet tem destas coisas:
a proximidade global que conseguimos com o advento dessa entidade a que se chama já carinhosamente "e-mail" trás-nos muito de bom mas também muito de indiscutivelmente irritante.
Refiro-me:
- aos e-mails em cadeia, "se não mandares este e-mail a 384693875 pessoas em 0,000009 segundos és catapultado para uma etar como a menina de jkhsadjh que não tinha mães nem pais nem pés nem cabras";
- aos pedidos de participação/contribuição/ajuda a todas as catástrofes que assolam a humanidade, deixando NIBs mais ou menos suspeitos mas absolutamete afastados de quem possa querer mandar o dinheirinho aos desgraçados;
- a todos os outros e-mails chatos de que não me lembro agora;
- mas também àqueles potencialmente informativos que se revelam excepcionalmente úteis como por exemplo os que enumeram todas as matrículas de carros de polícia à paisana que circulam nas estradas do nosso país. Ok, há quem consiga decorar listas telefónicas (aka Harrison?)... mas se pensarmos que a polícia pode omitir mas não mentir relativamente à sua identidade, não seria mais fácil fazer como este génio?

28 fevereiro 2010

Um "s"zinho a menos

Fui recentemente alertada pela minha pal catarina de que existem individuos/uas que têm tentado roubar o mega-protagonismo (!) do meu blog. Senão vejam:

www.quartodeespelhos.blogpot.com (o que não faz um "s"zinho a menos...)

23 fevereiro 2010

Comunicado da Ordem dos Médicos


ah e tal há imensa falta de médicos e não sei quê...
FYI



COMUNICADO

Curso de Medicina de Aveiro

A oitava Faculdade de Medicina em Portugal iniciou o seu percurso no ano lectivo de 2009-2010 na Universidade do Algarve, levantando uma série de questões de extrema importância, com delicadas implicações futuras, que a Ordem dos Médicos gostaria de ter analisado com o Digníssimo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor José Mariano Gago, pelo que, em Fevereiro de 2009, solicitou uma audiência formal com esse objectivo. Estranhamente, tal audiência não foi concedida.
No ano lectivo de 2008-2009 abriram 1614 vagas para Medicina nas sete Faculdades de Medicina portuguesas. Se multiplicarmos este número por 30 anos, significa que se formarão, durante este período de tempo, 48420 médicos. A este número deveremos somar os cerca de 12 mil médicos formados nos dez anos anteriores, que, pelas novas regras de aposentação, terão que exercer pelo menos durante 40 anos. Quer isto dizer que, em 30 anos, sem sequer contar com os estudantes de medicina portugueses no estrangeiro e com os eventualmente formados na Universidade do Algarve (UA), Portugal irá duplicar o seu actual número de Médicos! Absurdamente, no ano lectivo de 2009-2010 o numerus clausus para Medicina aumentou novamente.
Para que vai precisar Portugal de mais de 60 mil médicos no activo, particularmente quando se prevê uma redução da sua população total?
Portugal terá actualmente cerca de 30 mil médicos no activo, um número exactamente sobreponível à média europeia. O actual problema da saúde em Portugal, salvo algumas situações pontuais, não é de falta de Médicos mas sim de falta de organização, como reconheceu publicamente a própria Ministra da Saúde, com toda a propriedade.
O rotundo êxito do programa específico de combate às listas de espera para cirurgia das cataratas ilustra amplamente esta indisputável verdade. Com um pequeno investimento adicional, que permitiu a rentabilização da capacidade já instalada no SNS, em poucos meses acabou-se com as listas de espera de cataratas, sem que fossem necessários mais oftalmologistas!
E se se prevê que, no curto prazo, possa haver alguma dificuldade transitória de Médicos, ela não será resolvida pela Universidade do Algarve nem pelo putativo Curso de Medicina de Aveiro, pois só daqui a dez anos começarão os seus primeiros licenciados a completar as respectivas especialidades, numa altura em que já terão sido ultrapassadas essas mesmas dificuldades. Este problema transitório será facilmente resolvido se o Governo atrair os Médicos que estão actualmente perto da sua reforma para se manterem mais meia dúzia de anos no activo.
A indesmentível verdade é que, em termos quantitativos, a Faculdade de Medicina do Algarve e o desnecessário Curso de Medicina de Aveiro se irão limitar a formar Médicos para o desemprego ou para exportação.
Aliás, quem faz contas de forma honesta e transparente sabe que, a partir de 2010, o numerus clausus para Medicina deveria começar a diminuir para evitar o desemprego médico.
Médicos a menos prejudicam as populações pelas dificuldades de acesso, mas Médicos a mais constituirão um desperdício para o país e uma ameaça para os cidadãos saudáveis, pois serão compelidos a inventar doentes para sobreviver, e farão disparar os custos globais da saúde. Será tão difícil compreender que à Saúde não se podem aplicar as regras de mercado de qualquer outro sector da economia?!
E numa altura em que o país se debate com uma profunda crise económica, em que as Universidades estão asfixiadas e em que o SNS, por falta de recursos, está a ser minimalizado e comprometido na qualidade dos serviços de saúde disponibilizados aos doentes, é um dever patriótico que todos se questionem sobre as razões subjacentes a uma decisão exclusivamente política, contrária a critérios técnicos, e que custará dezenas de milhões de euros ao país, desta maneira espantosamente desperdiçados.
Perante a crueza dos números, por si próprios indesmentíveis, é evidente e incontestável que Portugal não precisa de mais quaisquer Faculdades de Medicina para além das oito já existentes. Invista-se na Universidade de Aveiro, que bem o justifica e merece, mas não de forma a desperdiçar recursos que tanta falta farão noutros sectores da mesma Universidade.
Um dos graves problemas do país é que passamos a vida a fazer experiências que, depois, nunca são avaliadas nem extraídas conclusões consequentes. Elogiamos deslumbradamente todas as experiências, mas nunca aprendemos com os resultados. E assim estamos cada vez mais na cauda da Europa. A Comissão Científica Internacional (CCI) produziu apenas um elogio no condicional à metodologia escolhida para o curso do Algarve. Na realidade, não existe Medicina Baseada na Evidência que comprove que o método PBL, em si mesmo extraordinariamente exigente, quando ministrado por um corpo docente maioritariamente sem experiência, seja globalmente superior aos métodos de ensino presentemente utilizados, que já nada têm a ver com os métodos clássicos do antigamente.
A Faculdade de Medicina do Algarve não é necessária, pelo que a sua nova experiência, por muito interessante e estimulante que seja, é supérflua. Caso se pretenda reproduzir a experiência de ensino integral em PBL em Portugal, o que a Ordem dos Médicos encara de forma positiva, então que primeiro se avaliem de forma transparente e independente os futuros resultados do Algarve.
Finalmente, não se pode escamotear que as licenciaturas de Bolonha em outras áreas não conferem aos alunos a mesma formação dos primeiros anos dos Cursos de Medicina, pelo que a Ordem dos Médicos encara com enorme preocupação a qualidade dos futuros licenciados pelo método PBL e com cursos de apenas quatro anos.
Além do mais, não existe em Portugal massa crítica suficiente para oito Faculdades de Medicina, muito menos para nove, nem existe capacidade no país para que todos os futuros licenciados possam concretizar uma especialidade Médica.
Então, não podemos deixar de perguntar, quais são as verdadeiras consequências de proletarizar e indiferenciar a Medicina, reduzindo o seu nível global de qualidade, prejudicando, por essa via, os próprios doentes? O ónus desta decisão política vai ser pago por todo o País.
Se as normas internacionais dizem que é suficiente uma Faculdade de Medicina por cada dois milhões de habitantes, para que se equaciona a criação da nona Faculdade de Medicina em Portugal?

Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos

Lisboa, 15 de Dezembro de 2009

22 fevereiro 2010

cotton candy tree



i wish life could always be as sweet...

um beijinho especial para os meus amigos madeirences.

08 fevereiro 2010

riscar a primeira hipótese

Quando entrei em Medicina foi porque pensei que queria ser pediatra.
Acabo hoje o estágio de pediatria que me deixa não mais do que a certeza de que estava redondamente enganada.
Quero ser médica? Sim. Pediatra? hell, no!

Quando falo com os colegas mais velhos fica-me a sensação de que muitas das escolhas de especialidades se prendem - não só, mas também -  com o facto de este ou aquele assistente lhes ter conseguido transmitir a mais bela visão daquela arte.

Não foi esse o caso deste estágio - muito longe disso: lidar com uma médica pseudo-bipolar com o síndrome diário do "diz que disse" foi tudo menos fácil. Absolutamente frustrante, ainda para mais para quem tinha tão altas expectativas...

Resta a esperança de que a péssima experiência com esta senhora não me tenha atirado areia para os olhos, tornando-se a razão pela qual risco hoje um dos meus principais sonhos para o futuro.

07 fevereiro 2010

02 fevereiro 2010

o Azar

Conheço um rapaz, amigo de um amigo e que por acaso até é meu namorado, que é super despreocupado.
Esse rapaz acredita que a sorte vai e vem por ondas.
Assim, quando uma onda de sorte vai (exacto, adivinharam), vem o Azar. Com letra maiúscula porque se lhe deve respeito.
Ora, vivemos agora uma onda, não, um tsunami desse Azar. E "quando há Azar [diz ele], uma pessoa tem que andar direitinha".

O meu namorado não põe moedas no parquímetro. Não põe! "Um dia que me multem, pago os parquímetros todos de uma vez!".
Mas!
Estamos em mar alto... é o Azar!
E então, ele pôs a moeda no parquímetro.
Pôs mais que uma.
E os minutos e as horas passaram sem problemas porque tinha posto moedas no parquímetro.

Já se está mesmo a ver o que vem a seguir, não?
Voltou ao carro e viu o envelope.
O papel era válido até às 16h23. Eram 16h37.

P*rra que é Azar!

24 janeiro 2010

Um dos meus no Bloco Operatório

Ao fim de uma semana complicada, posso dizer que aprendi definitivamente a grande diferença entre os cuidados de saúde que vou tentando começar a prestar às pessoas em geral e os de um familiar bem próximo. Ainda para mais quando era eu quem se esperava que incutisse a esperança e "boa vibe" na família!

Não é que não me preocupe, longe disso! Mas...

Se alguma vez eu teria passado uma noite em claro por algo semelhante noutra pessoa?... hell no!

Ok, era um procedimento complicado mas com boas perspectivas, por um cirurgião bem batido nessa arte e confiante no sucesso. Mas não era um doente, era um dos meus... Meus!

Bolas, não foi fácil...

17 janeiro 2010

À Tia Gina

Desapareceu hoje mais uma; apagou-se outra vela na família.

Isto vai por fases, qual ciclo pré-programado da vida de um grupo.
Como ciclo, não principia nem acaba. Há momentos de luz, muita luz e salpicos de várias cores. São as uniões dos nossos aos que vêm de fora e se tornam também nossos; são as crianças a nascer, a rir, a brincar e os mais velhos a tornar-se crianças outra vez e a vê-las crescer e crescer e crescer. Depois vêm os momentos cinzentos quando as crianças já não são tão crianças e os mais velhos deixam querer ser crianças e se entregam à velhice. E esses momentos escurecem a cada vela que se apaga e tornam-se negros. Agora mais negros.
Mas a alegria de uma família está na certeza de que o escuro não será sempre escuro e mais tarde ou mais cedo as velas voltam a acender-se. Não as mesmas mas outras que ainda assim são capazes de ir acendendo outras e outras e manter uma chama única a que chamamos Família.

Aos mais próximos dói. Mas é mesmo assim. Mas dói.

Um beijinho, Tia Gina.

13 janeiro 2010

Astúrias


OVIEDO









pormenor na parede da igreja


altar-mor em talha dourada


pormenor das janelas do paço





Catedral de Oviedo


pormenor da torre do relógio






à porta de mais um almoço de tapas




RIBADESELLA








CANGAS DE ONÍS


perto do lago Enol


ponte romana dos postais...

horrio (espigueiro)


capela do dólmen


LÉON



11 janeiro 2010

nada de interessante, directamente para a minha irmã

Não sei se já disse que tenho uma irmã.

Ora, a minha irmã diz que não comenta o meu blog porque eu não escrevo nada de interessante.

Assim, cá vai:

- capitau do veraum
- borga
- the simpsons
- lu pins
- roupa em geral
- no books
- morangos
- malcom in the middle
- messenger
- absolutely no books
- ...
- ...
- ...
- acho que não sei mais

pronto, só coisas profundamente interessantes! a ver se funciona..?

05 janeiro 2010

afraid

When I saw you I was afraid to meet you.
When I met you I was afraid to kiss you.
When I kissed you I was afraid to love you.
Now that I love you, I am afraid to lose you.

03 janeiro 2010

Pois eu gosto de crianças

Pois eu gosto de crianças!
Já fui criança, também…
Não me lembro de o ter sido:
Mas só ver reproduzido
O que fui, sabe-me bem.

É como se de repente
A minha imagem mudasse
No cristal duma nascente.
E tudo o que sou voltasse
À pureza da semente.

Miguel Torga


Amanhã começo o estágio de Pediatria =)

14 dezembro 2009

Meu Deus...

A pequena cirurgia recebe com frequência cabeças partidas, dedos cortados, abcessos e hemorróidas. Quedas, porrada, bêbedos, enfim, todos os podres da sociedade e ainda percalços da vida quotidiana e da saúde que o corpo humano se encarregou de inventar para nos deixar embatucados. Engraçado...

Surgiu, então, há dias, o caso de um senhor de quase 80 anos, vindo de um lar (sobre o qual me vou excusar de tecer comentários) por... "farfalheira"...
Entrou de maca na urgência, olhar esgaseado, fora dali. Parecia por momentos conseguir fixar-nos em silêncio, sem qualquer outra reacção. Talvez fosse impressão minha.
Observou-o a medicina interna que pediu avaliação do membro superior esquerdo pela cirurgia.

Aqui entro eu e uma colega interna.

Vou ser directa, absolutamente crua: O senhor tinha um sarcoma. Era uma massa de cerca de 20x10x10 cm de tumor ensanguentado que lhe saía do braço. Uma coisa daquelas não aparece de um dia para o outro - tinha meses de evolução. E o cheiro... cadavérico.

Podia ter pensado na patologia, na terapêutica, na paliação. Mas não, só me passava pela cabeça uma questão: que tipo de pessoa deixa uma coisa daquelas acontecer a alguém??

As pessoas são despejadas nos lares à espera de que desapareçam por magia? Deixam-nos ali para morrer. Só.
São estes os frutos da negligência estúpida de famílias demasiado ocupadas para cuidar dos seus mais velhos ou demasiado qualquer coisa para serem minimamente decentes. (aaaggrhh QUE RAIVA)

Pediram-me que tirasse uma fotografia: tratava-se de um caso raro.
Primeiro não reagi. Depois acedi.
Sempre que olhar para ela vou obrigar-me a lembrar aquele senhor e que toda a gente merece o meu melhor.

Pedimos a opinião a cirurgiões gerais e plásticos. Fizemos o que podíamos (que era essencialmente nada). Naquele estado pouco havia a fazer. Aguardámos as duas em silêncio que o viessem buscar para ser internado.
E a seguir saí da sala e fui apanhar ar.
Só me apetecia gritar e chorar.
Quem lá esteve não voltou a tocar no assunto.

Dias depois contei por alto a historia a alguns mas ainda não me senti à vontade para falar mesmo disto com ninguém. Ou melhor, não senti que houvesse vontade de me ouvir a sério naquele dia. Mas não faz mal!, talvez noutra altura.

07 dezembro 2009

Agora sim, é Natal. Mas... "o espírito não basta"??

Para a maioria das pessoas, o Natal é dia 25 de Dezembro. Para os comerciantes começa a meio de Novembro; para os lisboetas em geral começa no dia em que acendem as luzes na rua... para mim começou hoje, o dia em que a família se reuniu para montar a árvore de Natal.



Pena que associado ao "espírito natalício" de que sempre gostei, venha não só a vontade de oferecer presentes (simples lembranças) àquele grupo restrito de quem mais gostamos e nos é mais próximo, mas também de o fazer a outras pessoas e de determinado valor, só porque "tem que ser"... mesmo que implique contrair dívidas!
Honestamente: numa situação... chamemos-lhe "desafogada", teria todo o gosto!
Mas agora? E só porque "tem que ser" ?! (?!?!?!?!?!?!)

É pena...



Para quem conseguir ter a coragem de fugir à hipocrisia (grupo onde não me incluo), mas principalmente para quem ainda não o conseguiu fazer........


Merry Christmas




já agora...


http://www.youtube.com/watch?v=nhxf2Xg4xGc


http://www.youtube.com/watch?v=M1QyBLWpXm0&feature=PlayList&p=06A7074E28D8F476&playnext=1&playnext_from=PL&index=51