28 fevereiro 2012

Tive hoje a confirmação de que ando a gastar a minha parca memória em coisas inúteis...

Ia eu muito bem pela rua, eis senão quando vi uma folha de pauta escolar no meio do chão. Imediatamente se me reformulou na mente a lista de nomes e números de toda a minha turma do 9.º Ano...
Claramente fui delegada de turma durante demasiado tempo.

26 fevereiro 2012

quando esse dia chegar, não lhe fales

[eu sei que já tem dois anos mas, bolas, há dias em que só faz bem recordar!]

«Um dia, o mais provável é tornares-te um chato, deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. Nesse dia, vais começar a vestir cinzento e bege, pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó. Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente. Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias. Nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento. É oficial. Vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então. Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um quantos-queres ou um barco de papel. Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto. Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque 'vai-se andando' e a vida é mesmo assim. Vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha. Vais ser mais triste. Nesse dia o mais provável é que também deixes de beber refrigerantes.
Aqui fica uma ideia: quando esse dia chegar, não lhe fales»



in Manifesto Sumol.

Bimba&lola

Gosto muito da Bimba&lola. Não vejo, aliás, o que haverá para não gostar: é aquele tipo de loja onde é impossível entrar e não ver milhentas coisas giras que "me ficavam mesmo bem". Por exemplo...




19 fevereiro 2012

Cozy

Sempre achei que estas mantas tricotadas dão um toque cozy a qualquer espaço... Em branco/cru então, fica a matar!



Imagem daqui.

há males que vêm por bem?!

quem diz isso claramente não sabe do que fala...

ou
ultrapassou a perda e esqueceu
ou
a dificuldade não foi assim tão grande.

quem já sentiu na pele "males" a sério sabe bem que dava tudo por mais um bom dia.

15 fevereiro 2012

quereis espelhos?

A todos vós que apareceis aqui no estaminé - claramente enganados - em busca de espelhos de quarto, sugiro que visiteis a página do IKEA, cuja hiperligação vos deixo aqui, já com a pesquisa feita e itens ordenados por preço para poderdes escolher uma destas belas opções tão em conta!! Sou ou não sou uma querida??

O que procura quem cá vem

Para dizer a verdade, os meus convidados não primam particularmente pela originalidade...
De facto, as palavras-chave que os trazem aqui ao estaminé não passam muito de "quarto de espelhos", "quartos e espelhos", "espelhos de quarto". A outra vaga de visitas vem à procura de "sapatos paez", "paez sapatos" ou "alpercata paez". Mas há quem venha de mais longe e procure "Marraqueche" ou "9/11". Mais recentemente tenho recebido também visitas dos curiosos em busca da "NÃO do Brasil" ou dos gulosos, de "Ferrero Rocher"- can't blame them! Até aqui, tudo muito bem. Agora, quem que me deixou particularmente orgulhosa foram os 9 senhores que cá chegaram em busca de - nem mais, nem menos - "arrebenta a bolha". Well done guys!

10 fevereiro 2012

[Esplanadas] Aura

Há dias estive aqui:



Fica no Terreiro do Paço, em Lisboa, com um cheirinho a Tejo.
Bom, há dias era Inverno e a esplanada não se parecia exactamente com a das fotografias. Neste momento há tapa-ventos em vidro e daqueles aquecedores de exterior (o cúmulo do desperdício de energia mas tãããão bons!) absolutamente indispensáveis e adequados à estação. Eram 6 da tarde - já de noite... -  e estava-se mesmo bem.

A carta da esplanada é variada e (não sendo propriamente um sítio low-cost) é perfeitamente aceitável em termos de preços. Não nos aventurámos particularmente - galões, chocolate quente, croissants, torradas em pão saloio - mas tudo o que pedimos estava muito bom.

Esplanada Aura. Recomendo.

Numa de "já agora" fui espreitar o restaurante, a pretexto de ir à casa de banho... decoração fantástica! Ficam as fotografias do site.




Fotografias daqui.

Esplanadas

Se há coisa que eu gosto é da rua. De ar livre, de passear. Na rua, na praia, no jardim, sair. Gosto muito mais do dia, costumo dizer que preciso do sol - e é verdade. Por isso gosto de esplanadas. Tudo isto para dizer que vou começar a botar aqui posts sobre esplanadas. Era isto.

08 fevereiro 2012

Qual é a probabilidade de se estar num sítio público e se apanhar por acaso uma conversa desagradável sobre uma pessoa que se conhece... e concordar?

06 fevereiro 2012

[Podia ter sido] Arquitecta

Sempre gostei de arquitectura.

Desde cedo que me lembro de rascunhar nos cadernos diários pseudo-plantas de casas imaginárias que, modéstia à parte, me parecem ainda agora fantásticas. De facto, não foi por acaso que em tempos soube perfeitamente responder à pergunta do Trivial Pursuit sobre o prémio que reconhecia a qualidade arquitectónica dos novos edifícios construídos na cidade de Lisboa, o Prémio Valmor. Estranhei que mais ninguém soubesse.

Realmente, acho fascinante esta arte de projectar o ambiente urbano, gerir a organização do espaço com vista ao seu ordenamento mas nunca descurando o aspecto estético. Ele é, aliás, fundamental. Na verdade, tenho alguma inveja de quem pode partir de uma folha em branco e criar algo tão palpável como o sítio onde alguém virá a viver. Daí que tenho o sonho secreto de um dia poder projectar a minha própria casa. Pode sair uma foleirice qualquer, mas pelo menos eu vou gostar. Muito!



Imagem daqui.

02 fevereiro 2012

Not Christ. Just Jesus, the super star



«Tranquilo! Já chiguei! Podem tirar.»

Fotografia daqui.

A quem ousar pensar "estes lampiões são todos iguais", não se esqueça que o senhor não é mais do que um triste lagarto...


Nota breve: Detesto atrasos, mas enquanto o Jesus se andar a portar bem, tem direito a umas abébias...

a culpa é do material

Portugal mudar da República para a Monarquia e esperar um milagre é mais ou menos como eu mudar de tachos e achar que passo a saber cozinhar.

Greves

Direito à greve: 100% de acordo.
Que temos que causar impacto para nos fazermos ouvir: verdade.
Que ninguém liga a quem faz muitas birras: indiscutível.

Há que saber escolher as guerras.

29 janeiro 2012

A minha experiência no step

Se bem me conheço, nunca me hão-de apanhar às 7 da manhã de calçonetes e polo Quechua a dar uma corridinha na marginal antes de ir trabalhar. (Bolas, é até à última na cama e só acordo quando entro no carro...).
Realmente não sou particularmente virada para o desporto que se pratica por obrigação, só para perder a banhazinha inestética, ou para poder aparecer aos amigos com uns "bicéps" que não deixam fechar os bracitos e que nem duas paletes de mimosa meio gordo aguentam, valha-me Deus...
Mas gosto de actividades ao ar livre, gosto de desporto pelo espírito de grupo, de sacrifício e pelo exercício em si. Gosto de ganhar. E admiro imenso quem se arranca da cama antes de nascer o sol para aproveitar a melhor altura do dia para essas andanças.
Mas não critico os tais desportistas do "tem que ser". Aliás,  já fiz parte desse grande grupo que frequenta os ginásios (foram umas 3 vezes em 6 meses). Foi precisamente numa dessas vezes que participei com a minha irmã numa aula de step.

Ia meio preocupada, confesso, era a primeira vez que me metia naquilo, mas quando entrámos e vi duas gordas e um velhote, a coisa aliviou; atrás de nós entrou a malta jovem e por fim o professor (é assim que se lhe chama?), super energético, super bem disposto, super 'bora lá pessoal. Musica em altos berros, começou a aula. Passo simples ao som da música, um para aqui, outro para ali, "tudo bem". Saltinho, troca a perna, pirueta, "Ok, siga." Até meio da aula a coisa deu-se mais ou menos bem, aquilo era repetir sempre o mesmo 8 vezes e tentar seguir o ritmo energético do prof. Estávamos as duas na última fila para não dar nas vistas: tudo pensado. Ao que parece era a última aula daquela coreografia, mas a gente safou-se. Bom, a gente, não, a minha irmã... Porque no momento em que o prof decide acrescentar mais meia dúzia de tretas - muito simples - e fazer tudo seguido, meus amigos, aconteceu ali qualquer coisa que não percebi bem, às tantas só sei que estava parada a olhar para os pés de toda a gente a mexer e ouvi "Quem não conseguir, faz só o passo simples". Era eu e o velhote. Bolas, até as gordas se safaram melhor...

28 janeiro 2012

"I like to move it, move it"

Eu, é mais esplanadas. Cafés, almoços, jantares. Eu, é mais grupos pequenos. De dia.
Sair à noite, multidões... não é bem a minha cena. Lá uma vez por outra ainda vai - e é giro! - mas genericamente...


Imagem daqui.

Estou espantada com a qualidade linguística do meu texto de hoje...

26 janeiro 2012

Que classe

Sempre pensei que no período de uma vida só teria a oportunidade de fazer uma viagem de autocarro com a senhora atrás de mim de corta-unhas em punho a fazer «clack clack» com as ditas a saltar que nem pipocas.

Parece que estava enganada.

So Chanel!


Imagem daqui.

25 janeiro 2012

NÃO do Brasil

Não, não é mais uma manifestação anti-crise, mas pelas cores em exposição na loja, podia perfeitamente ser o mote para um movimento positivo. Segundo os donos - Inês G. Correia e João Pedro Amorim - reza a lenda que, «algures no coração de Minas Gerais, o pequeno Adilson, cansado de andar sempre descalço e de ouvir a sua pobre mãe responder-lhe NÃO a cada pedido para comprar um simples par de sapatos, habituou-se a fabricar os seus próprios sapatos com os materiais coloridos que ia recolhendo dos bairros pobres de Belo Horizonte. Com o passar dos anos, estes sapatos iam ficando cada vez mais bonitos. Actualmente Adilson é um homem feliz que lidera uma pequena empresa que fabrica milhares de sapatos coloridos para a felicidade de todos os que os usam. Quando alguém lhe perguntava se os seus sapatos tinham um nome, lembrava-se da sua mãe e respondia invariavelmente NÃO com um sorriso enigmático nos lábios… Consta a lenda que foi assim que o nome NÃO surgiu associado a estes sapatos.»

A ideia é vender "ultra-light & ultra-slim casual street footwear", totalmente fabricado à mão. Apresentam três colecções -  CAÏPI, NOÏTE e KID -, com todos os tamanhos e cores que se possam imaginar. Aliás, a parede de exposição da loja (com mais de 1000 exemplares à vista) é, só por si, digna de se ver!

São originais, são acessíveis e diz quem já experimentou que são muito confortáveis. Se é por isto, vale a pena dizer NÃO! Já fazia falta uma montra destas em Lisboa!


Quanto mais não seja, fica uma óptima desculpa para ir às Amoreiras!

Imagens e lenda daqui.

21 janeiro 2012

A almofada

No meio de várias trocas e test drives de almofadas que se têm dado cá por casa, tive ontem o gosto de rever a minha almofada de há anos, fantástica como só ela e que muitos bons sonos me deu durante imenso tempo. Foi um reencontro bonito, muito ao estilo das "duas vidas separadas pelo tempo, dois destinos, uma história de amor". E esta noite: 8 horas de um sono belíssimo, descanso merecido, sono de beleza (mais que) necessário, culminaram nada mais, nada menos do que num belo torcicolo. Ai... estou que nem posso...

19 janeiro 2012

O Rei Leão

Estreou há umas semanas o novo Rei Leão. Não sou nada fã de 3D, mas quem não gosta do Simba e companhia? Fica o trailer, porque hoje estou p'rai virada.



Ainda para mais - para quem ainda não estiver convencido - há que reconhecer o seguinte:


Enough said.

17 janeiro 2012

Melhores cumprimentos

Estanho sempre que recebo uma carta institucional - de um desconhecido, portanto - que apresente os seus melhores cumprimentos. Eu sei que é assim o formato-tipo recomendado para uma carta formal, mas causa-me um certo prurido...

É que me leva sempre a pensar: se a tal pessoa nunca me viu mais gorda, não há razão para me preferir a outra qualquer. Os seus cumprimentos serão, concerteza, iguais para toda a gente e daí... para quê o "melhores"? Mas se não, a quem dirigirá os seus piores cumprimentos, pergunto eu? Aliás, imagino-me logo a receber um destes dias uma carta do banco a dizer "Com os meus cumprimentos assim-assim, Fulano de Tal"... Emoldurava-a, juro.

No fundo, digo isto porque os meus melhores cumprimentos são beijinhos e abraços e guardo-os para aqueles de quem mais gosto. Nunca hão de ser impessoais.

E com este devaneio me despeço, aguardando notícias de V. Exas.

Com os meus melhores cumprimentos!!,

T.

15 janeiro 2012

Ídolos



Não tarda estão aí os Ídolos outra vez. Não tenho grande interesse...

Pedia só que me fizessem o favor de mandar os filmes deste ano do Star-Quality.

13 janeiro 2012

Novidade!

Chama-se Maçonaria e fala-se dela como se fosse uma grande novidade, como se não existisse desde os tempos mais remotos da humanidade...

Assenta numa estrutura hiper-organizada e hiper-ramificada em que cada membro poderá subir degrau a degrau até ao cargo máximo de Grão-Mestre. Por cá (tal como por fora), são "mais que as mães", mas quase todos escondidinhos. O que eu não percebo é isto: porque é que de repente querem parecer tão transparentes mas no fundo se mantêm tão secretos... Ou percebo?

Ao que parece, tencionam "ajudar os homens a reforçarem o seu carácter, melhorar sua bagagem moral e espiritual e aumentar seus horizontes culturais". Agora, quais são meeesmo os seus objectivos? Para ser sincera não sei... Mas lá que estiveram presentes em (vou generalizar) todos os grandes acontecimentos mundiais, isso e certinho. Da Revolução Francesa à Independência dos EUA, contribuem constantemente para as grandes mudanças nas sociedades desde que elas existem.

Mas do que agora se fala é sobre os alegados favorecimentos e "jobs for the boys". Ninguém o nega, dizem apenas que, enfim, lá uma vez por outra pode ter acontecido.

A sério?!

Então imaginem lá: Estão lá os maçons todos sentadinhos nas poltronas da Loja a discutir o preço das hortaliças e o aumento dos combustíveis (aka os cordelinhos que têm para puxar), quando um comenta com o seu irmão: "Oh Salvador Sampayo de Saavedra [chamam-se todos qualquer coisa assim], o meu genro, Sebastião Vasconcellos D'Arantes é da área da construção [isto é, só tem o 12.º e não tarda xuto-o mas é p'rás obras que já chega de viver às minhas custas]! Não sabe de alguém que esteja à procura?". No dia seguinte o outro - que não é nada destas coisas mas que até precisava de alguém para ocupar um lugarzinho piqueno como acessor na Câmara, a agrafar fotocópias e a ganhar três mil por mês - põe-se a pensar em alguém para contratar. Quem será o primeiro a vir-lhe à memória?

Favorecimento não!, mas o poder de sugestão é uma coisa engraçada.

09 janeiro 2012

Ver passar navios

Conheço bem a sensação. Saber que o globo gira, mas sentir que o meu mundo não sai do lugar.
Pode ser bom, neste caso não. Mas não me sinto mal com isso, aceitei apenas que nem sempre a vida corre sobre rodas e por vezes há que saber parar - até mesmo dar um passo atrás - para que consigamos dar depois dois para diante.
Já no passado optei por esse caminho, não me dei mal, foi uma aposta ganha. Mas lembro-me que não foi fácil marcar passo sem sair do lugar e ver toda a gente a andar à minha volta.
Não é primeira vez que passo nesta rua e tal como em outros tempos, preciso de fazer as coisas à minha maneira.

06 janeiro 2012

Agenda 2012

Não detestam quando só descobrimos as ideias mais engraçadas para presentes uns dias depois da ocasião? Pois bem, esta é uma delas...



Ao que parece, a Galp Energia está a apoiar a Fundação Liga com ideias positivas. Passo a explicar: Aqui há umas semanas a Galp Energia promoveu uma acção de cariz social em que convidava quem passasse no Chiado "a retirar, guardar ou partilhar uma ideia positiva, um incentivo ou uma inspiração" das milhares que estavam escritas em post-its num painel na rua. 

Para além disso, no mesmo dia foram deixadas 45 mil mensagens nos carros estacionados nas principais ruas das cidades de Lisboa e Porto. Confesso que me passou completamente ao lado... Lembro-me que lá tinha o tal papelinho colado no vidro e imediatamente pensei que alguém se devia ter enganado no carro e pimbas, "passa a outro e não ao mesmo", colei-o no carro ao lado...



52 destas ideias estão reunidas na nova Agenda 2012 - uma para iluminar cada semana do ano que agora começa - e por menos de 5€ recebe-se uma agenda original e ajuda-se quem beneficia dos serviços da Liga a ter um 2012 mais positivo! Excelente, não é?

04 janeiro 2012

30 minutos de pura motivação

Estão vocês a pensar: "Epá, outra vez este a falar?!". Pois bem, o senhor veio aqui falar ao meu blogue porque no youtube ainda só tem umas 150000 visualizações. "E não chega?" Não. Dando o devido desconto aos exageros do calor do momento, é para ouvir de uma ponta à outra sempre que bater a desmotivação e após cada notícia com a palavra «troika». Receito eu.

01 janeiro 2012

Um brinde a 2012


Um brinde.
Ao que correu bem e ao que conseguimos ultrapassar.
Ao incerto e aquilo por que continuamos a lutar.
Ao que temos e ao que queremos ter.
Um brinde ao que correu bem e ao que não deu em nada.
Um brinde aos amigos - esse nunca pode faltar.
Um brinde ao fim, por fim, de 2011 e um brinde a 2012.
Que não seja apenas mais um ano, que seja excepcional.
Um brinde a 2012.
Um brinde a nós.

31 dezembro 2011

Desejos

Recebi de uma amiga e gostei muito!
Subscrevo inteiramente. 'Bora lá para 2012!


E para 2012 não vai nada, nada, nada...

TUDO!!

Estou no espírito do "I've got a feeling", simplesmente porque 2012 não pode (de maneira nenhuma - não pode!) ser pior do que foi este ano que agora finalmente acaba. Por favor!...

Xauzinho 2011 e não voltes nunca mais.


30 dezembro 2011

Ferrero Rocher

Bolas, devo ter andado mesmo distraída!!

Então não é que houve praí uma mega festa/desfile/campanha Ferrero Rocher e me passou completamente ao lado?!

Foi há pouco mais de um mês e não faltou o mordomo, nem o Rolls Royce, nem uma data de meninas vestidas a rigor passeando-se pelos Aliados, no Porto e pelo Chiado, em Lisboa.

Ai Ambrósio... porque é que não me avisou?!!




Está tudo aqui.

29 dezembro 2011

Pino!

Pronto, está aqui o vídeo do meu pino para comemorar os 15 seguidores!! yey!

Ora bem, qual é a vantagem de ter uma cozinha estreitinha? É esta:


Atão achavam que eu ia por-me aqui a fazer o pino? Talvez nos 16, pronto...

Engraçadinhos, hã??

Mal eu disse ali atrás que fazia o pino se tivesse 15 seguidores, apareceu logo mais alguém para me obrigar a fazer a figurinha triste... Vá lá, vá, pronto, vou ali fazer o pino, já volto com a fotografia.

28 dezembro 2011

New Year's Eve

Há que tempos que não ia ao cinema... fui ontem. Verdade seja dita, vejo um filme uma vez por outra, mais para distrair do que propriamente por amor à sétima arte. Daí que geralmente opte por filmes levezinhos, daqueles que não almejam grande sucesso ou reconhecimento, mas que são bem dispostos e agradáveis, que para tristezas basta a vida real... Então, ontem fui ao cinema com o J. e fomos ver o "New Year's Eve". É uma série de estórias de solteiros e casados, novos e menos novos, com recomeços e segundas oportunidades, amor, perdão, esperança - o costume - que se passam no centro de Nova Iorque na véspera do Ano Novo, a noite em que tudo é possível. Tem para lá de montes de gente conhecida, é engraçado e nem sempre previsível. Cumpre perfeitamente o propósito: recomendo!



Epá, é o "O Bairro do Amor"

Tenho para mim que há que respeitar um compositor/cantor que mantém durante décadas um sucesso com uma música cujo refrão começa com "Epá".


Dueto improvável: Jorge Palma e Lena d'Água - O Bairro do Amor.
Programa "Deixem Passar a Música", em 1986 na RTP1.

27 dezembro 2011

Onde está a crise??

Não deve ser por aqui...
Ontem fui fazer a ronda tradicional de 26 de Dezembro - gosto dos sapatos mas estão grandes, as luvas descosidas, e a pulseira cai-me da mão - para trocar alguns dos presentes do Natal. Poderia dizer que estava muita gente no El Corte Inglês (e era verdade), mas houve a "Black Friday" do costume e a enchente era tal que o problema começava sensivelmente a um quilómetro e meio do centro comercial, que é o mesmo que dizer uma horinha de trânsito para atravessar a Praça de Espanha e subir a António Augusto de Aguiar... Oh my God!! Era só gente a arrastar sacos e saquinhos escadas acima e escadas abaixo, a acotovelar-se, bancadas completamente atulhadas de roupa e funcionários em absoluto esgotamento. E ainda falam da crise!

24 dezembro 2011

Querido Pai Natal,

Este ano não peço muito. Queria só que me dissesses que isto tinha acabado e tinha ficado tudo bem...

22 dezembro 2011

gosto do Inverno



A minha irmã tem razão: ela faz anos antes do Verão, tem mais roupa fresca, eu faço depois, tenho mais roupa de Inverno. E agora começa o meu reinado. Ainda vou pensar se lhe empresto aquela camisola ou o outro casaco. Porque na verdade, quando a nossa irmã tem tanta pressa e sai de casa com um até logo de fugida, sem olhar para nós, é porque leva qualquer coisa nossa...

19 dezembro 2011

Mala preta

Há cerca de 500 anos que preciso de comprar uma mala preta. Qual é o problema? É que de cada vez que saio à rua para comprar uma malita preta, volto com uma cinzenta ou azul ou cor-de-rosa, ou uns sapatos, ou uma saia, ou um casaco... já estão a ver o problema?!

Além do mais, sou (mesmo!) esquisitinha com malas... parece que só me escapa o olhar para aquelas cujo preço ascende aos 3 dígitos... Enfim, quem tem bom gosto é assim.

E é por isto que continuo a precisar de uma mala preta.

Uterqüe

Guess who's back??!

Olá, olá!
Andei uns dias afastada do mundo cibernético, mas estou de volta! Dentro de dias farei o relato sob a etiqueta de "andar na boa-vai-ela". Entretanto, aqui fica um cheirinho:


O Último Segredo, José Rodrigues dos Santos

Não sei o que me deixa mais curiosa: se o título, se o tema, se a promessa de um pouco mais "acção" e menos "descrição" do que em livros anteriores, se o simples facto de ter imenso respeito pelo autor. Seja como for, parece-me uma boa ideia para um presente de Natal. Aliás, um livro é sempre uma boa ideia.



Na Bertrand está com 20% de desconto!

04 dezembro 2011

Os Donos da minha Rua

Ainda não tinhamos vindo para cá morar, ainda isto era tudo vigas, buracos, pó e entulho, já se estava a perceber que havia uma entidade que dominava esta rua e quiçá, todo o bairro.

Não seria por ser um grande proprietário (que já houve quem fosse dono de várias casas nesta rua e nem por isso a coisa foi diferente), ou por ser o mais antigo (tenho a certeza que o meu vizinho do lado com os seus 500 anos já cá mora há mais tempo). Terá sido por algum poder do além que aquela alminha se tornou o Dono da Rua.

Ser Dono da Rua é como ser Rei e, como tal, toda a família usa o título nobiliárquico com grande orgulho, como só as grandes famílias ostentam. (Ainda não vi nenhum brazão na fachada das casas, mas está, certamente, para muito breve.)

Contudo, estamos em crise e estes tempos não estão para grandes gastos com criadagem. Vai daí, a qualquer hora a que eu saia de casa, lá anda um deles a patrulhar os seus domínios (e os dos outros, for that matter...). Ora, a coisa dá-se da seguinte forma (visualizem!):

8h00 Logo pela manhã, para começar bem o dia, vem a Dona da Rua - a mulher do Dono da Rua - com os seus chinelos abertos a frente e meias berrantes, mas a condizer com o pijama velho, roupão piroso e rolos na cabeça (não, já estou a exagerar... or am I??). Dizia eu que lá vem ela, rua acima, ou rua abaixo: nunca percebi de que que lado vivem eles, de que lado vivem as filhas... Vai daí cruza-se com o neto, dos seus 20 anos que sai já a passear os cães.

08h30 Passa o Dono da Rua para cima.

10h00 Aparece o neto de tronco nú - oh so (not) sexy -, balde e esponja na mão. Tira da garagem de cima o seu carrinho branco a brilhar e põe-se a lavá-lo no meio da rua. Não que ele estivesse sujo, mas no fundo é tudo o que o rapaz faz na vida portanto não se pode deixar desleixar.

13h00 Passa a Dona da Rua com um tabuleiro de inox cheio de empadas (ou pastéis de bacalhau, ou outra coisa qualquer, sei lá!, vêm sempre tapados com um pano aos quadrados meio desbotado, o que havia à mão, não vá arrefecerem no caminho). Logo de seguida vem uma das filhas - a mais velha, mãe do rapaz de há bocado - com duas cadeiras debaixo do braço. Além de não haver fogão para cozinhar na casa de cima, também não deve haver cadeiras para todos.

14h00 Passa o Dono da Rua para baixo.

14h30 Sai a filha mais velha, desta vez no seu carrão. Tal como quando vai a pé, não cumprimenta ninguém. Quanto muito havia de acenar como a nobreza, mas ainda se despista e atropela a mãe, Dona da Rua, que entretanto vinha a passar outra vez. Portanto não vale a pena.

17h40 Passa o Dono da Rua para cima.

17h45 Passa o Dono da Rua para baixo outra vez - don't ask.

18h00 Chega a filha mais nova, orgulho do seu papá - o Dono da Rua - que, por pouco mimada que é, chega no seu carrinho (coitadinha, não tem um carrão como o da mana) e bota-se à frente do grande portão verde - maior que a casa - e buzina como se não houvesse amanhã até que o papá ponha de lado o jornal e venha à rua dar entrada à menina! Volta a sair pouco depois, mas isso não interessa nada.

20h00, hora de jantar. Já estão a ver o que acontece, não?

00h00 Sai o genro - ainda não tinha aparecido o genro, marido da filha mais velha - a passear os cães novamente para o chichi da noite, que isto de marcar terreno é mais importante do que se pensa.

02h00, chove torrencialmente e a filha mais nova volta a aparecer no seu carrinho. Buzina, aparece o paizinho. Mas, azar dos azares, quando construíram o murete à entrada esqueceram-se que o carro tem que ter espaço para fazer a manobra e agora tem que entrar mesmo de frente... dizia eu, por azar alguém estacionou do outro lado da rua e a menina - coitada - não conseguir fazer a manobra como quer. Vai daí, não pensa duas vezes (não pensa, ponto): lança uns três ou quatro palavrões para o ar, alto e bom som, só para saberem quem é a Filha do Dono da Rua. Tem 40 anos e é solteira. E são 02h00.

Verdade seja dita, o Dono da Rua (ao contrário da mulher e filhas) cumprimenta sempre quem se cruza com ele e parece ser bastante simpático. Pudera, se assim não fosse, ninguém voltava a votar nele para Dono da Rua!!

Quando vier para aqui morar alguém da minha família há-de acontecer o mesmo... e eu hei-de morder esta linguinha que Deus me deu, e morrer envenenada!!