23 janeiro 2013
Diz o sempre oportuno Ministro das Finanças japonês Taro Aso que "o problema [das reformas da segurança social e do orçamento para a saúde] só será resolvido” se se deixar os idosos “morrer rapidamente”.
Nós por cá estamos mal, mas enquanto não chegarmos a este ponto terei esperança.
Nós por cá estamos mal, mas enquanto não chegarmos a este ponto terei esperança.
18 janeiro 2013
16 janeiro 2013
15 janeiro 2013
Isabel Saldanha

Imagem daqui.
É uma mulher que fotografa maravilhosamente, mas que - arrisco dizer - escreve ainda melhor.
14 janeiro 2013
Atacadores
Ele há coisas que me intrigam... Uma delas acabou de ser resolvida.
Eu que andei anos a pensar como é que os mitras punham os atacadores a fazer aqueles arabescos esquisitos na parte de cima daqueles ténis gigantes que usavam... Afinal é assim.
12 janeiro 2013
Problema na cama: O clássico
"Porque eu acordo sempre a cair da cama!"
"Porque tu ocupas o espaço todo!"
"Porque tu me empurras e eu não tenho espaço!"
"Porque tenho que dormir sempre encolhidinho(a)!"
"Porque tu ocupas o espaço todo!"
"Porque tu me empurras e eu não tenho espaço!"
"Porque tenho que dormir sempre encolhidinho(a)!"
E depois discute-se, e depois promete-se, e depois uma pessoa está a dormir - "o que é que há-de fazer?, não teve culpa" - e voltamos ao mesmo.
Já aqui tinha falado neste assunto - por ocasião do casamento duns amigos - e, porque nunca é demais recordar, aqui fica, novamente, aquela que é, a meu ver, a
Problem solved.
11 janeiro 2013
Humanos viajam na cabine; cobras viajam na asa
É mesmo assim! O dia em que as cobras passarem a ter direito a escolher "lugar à janela ou na coxia", será o dia em que eu deixo de andar de avião.
Cobra pitão de três metros "viajou" em asa de avião da Quantas
Os passageiros que seguiam a bordo de um avião da transportadora aérea australiana Quantas foram surpreendidos, na quinta-feira, por uma cobra pitão que viajava na asa da aeronave.
Cobra pitão de três metros "viajou" em asa de avião da Quantas
Os passageiros que seguiam a bordo de um avião da transportadora aérea australiana Quantas foram surpreendidos, na quinta-feira, por uma cobra pitão que viajava na asa da aeronave.
Ele há coisas que me intrigam... VI
Como é que há relógios mais caros que casas...
Assim sem procurar muito...
Jules Audemars Escapement, com movimento mecânico de corda manual, decorado à mão, caixa em platina, vidro e fundo em safira, bracelete em pele com fecho de báscula em platina, patati-patata... e para meu grande espanto dá as horas e minutos e, nem mais nem menos do que "pequenos segundos" - whatever that means.
Na Joalharia Torres pela módica quantia de duzentos e oitenta e três mil, quinhentos e quarenta euros... e nem sequer dá segundos de tamanho regulamentar!!
Jules Audemars Escapement, com movimento mecânico de corda manual, decorado à mão, caixa em platina, vidro e fundo em safira, bracelete em pele com fecho de báscula em platina, patati-patata... e para meu grande espanto dá as horas e minutos e, nem mais nem menos do que "pequenos segundos" - whatever that means.
Na Joalharia Torres pela módica quantia de duzentos e oitenta e três mil, quinhentos e quarenta euros... e nem sequer dá segundos de tamanho regulamentar!!
10 janeiro 2013
Vão ver o "Les Miserables"
Fui ver o filme. Dia de semana, o Colombo às moscas.
Numa palavra: "granda-espectáculo-de-filme".
Bem, vamos lá ver, não é para todos. É um musical, logo aí já corta meio mundo; não é uma comédia nem um filme de pancadaria, logo aí já corta outro meio.
Tudo bem que nos primeiros 5 minutos uma pessoa ainda está meio incomodada porque a malta fala toda de maneira estranha... é o Russell Crowe que canta como um gladiador, o Hugh Jackman que canta como um wolverine... Enfim, primeiro estranha-se, depois entranha-se, não é? Pois bem, uma pessoa abstrai-se, entra na história e já nem dá por isso.
E a partir daí é extraordinário. Todo o ambiente, as interpretações (de Oscar, minha gente, de Oscar!). Tem drama, tem alguma acção, tem romance, tem o Sacha Baron Cohen...
Vale a pena. Não deixem de ver.
09 janeiro 2013
06 janeiro 2013
05 janeiro 2013
04 janeiro 2013
03 janeiro 2013
O drama das fotografias para um documento oficial
Quando se começa a trabalhar num sítio novo, há sempre as intermináveis burocracias a tratar. Foi o que me aconteceu ontem mesmo. Depois de uma bela manhã à espera de escolher a rotação dos estágios, fomos em bando aos Recursos Humanos tratar dos cartões de identificação e, naturalmente, tirar a fotografia da praxe:
- Vamos à fotografiazinha?
- Vamos lá...
- ...
- Então, já está? Nem disparou o flash!
- Já está.
- [meio a medo] Fiquei bem?
- Hum... Fica pequenina no cartão, mal se vê.
- [... ... ... hum... obrigada?...]

Casa roubada...
...trancas à porta.
O pior é quando toca à porta o senhor da Pizza Hut... primeiro que se resolva o quebra-cabeças, está o jantar frio!
O pior é quando toca à porta o senhor da Pizza Hut... primeiro que se resolva o quebra-cabeças, está o jantar frio!

Imagem daqui.
No rescaldo das festas
Tenho pena das pessoas que não gostam dos jantares de família... Por mim, não os trocava por nada!
02 janeiro 2013
Porque é que eu nunca poderia ser uma blogger de moda? 2
Porque não instragramo, nem tenciono começar a instagramar tão cedo.
01 janeiro 2013
Good Morning 2013!
Às vezes dá-me ideia que devo ter nascido na década errada...
BOM DIA E BOM 2013!
BOM DIA E BOM 2013!
31 dezembro 2012
Meu anjo selvagem
É verdade... há dias vi o Dr. Álvaro Salgado passeando no Chiado. Lembram-se? Foi a última telenovela que vi, o Anjo Selvagem. Era a da Mariana e do Pedro, da menina Marta e do Leonel, do Luciano - quem não gostava de ter um Luciano? - e do Casimiro. Lembro-me das peripécias, das parvoíces, dos namoros, do "trinca-espinhas o caraças". Do Padre Manecas e da Irmã Bochechas. Enfim, foi uma boa novela para ver na idade da parvoíce.
E agora estão a repô-la na TVI ficção. E eu, que me lembro de tudo, hei-de papar outra vez os trezentos e tal episódios (gravados, vá, para passar em fast foward as partes do Tio Marcelo que me irritam solenemente - bom papel, bom papel) com a atenção de quem já sabe tudo o que vai acontecer mas gosta de ver na mesma. Estou de férias; podia ter-me dado para pior.
E agora estão a repô-la na TVI ficção. E eu, que me lembro de tudo, hei-de papar outra vez os trezentos e tal episódios (gravados, vá, para passar em fast foward as partes do Tio Marcelo que me irritam solenemente - bom papel, bom papel) com a atenção de quem já sabe tudo o que vai acontecer mas gosta de ver na mesma. Estou de férias; podia ter-me dado para pior.
30 dezembro 2012
Papel de parede: mapa mundi

Só tenho um comentário: U-A-U!
Esta imagem é daqui, mas a ideia já anda a marinar na minha cabecinha há muuuuuito tempo!
29 dezembro 2012
mana e mana e mano sempre
A minha amiga A., mandou-me hoje este poema do sempre maravilhoso José Luís Peixoto. Porque quem me conhece sabe que me derreto com o significado destas coisas... aqui fica para recordar muitas vezes.
Ainda que tu estejas aí e tu estejas aí e
eu esteja aqui estaremos sempre no
mesmo sítio se fecharmos os olhos
serás sempre tu e tu que me ensinarás
a nadar seremos sempre nós sob
o sol morno de julho e o véu ténue
do nosso silêncio será sempre o
teu e o teu e o meu sorriso a cair
e a gritar de alegria ao mergulhar
na água ao procurar um abraço que
não precisa de ser dado serão
sempre os teus e os teus e os meus
cabelos molhados na respiração
suave das parreiras sempre as tuas
e as tuas e as minhas mãos que não
precisam de se dar para se sentir
ainda que tu estejas aí e tu estejas aí e
eu esteja aqui estaremos sempre
juntos nesta tarde de sol de julho
a nadarmos sob o planar sereno dos
pombos no tanque pouco fundo da
nossa horta sempre no tanque fresco
da horta que construíram para nós
para que na vida pudéssemos ser
mana e mana e mano sempre.
José Luís Peixoto, in 'A Criança em Ruínas
A São Silvestre e a força de vontade
Ora ia eu muito bem a caminho da baixa, eis senão quando saio do metro e me deparo com centenas de pessoas a correr que nem umas malucas pelo rossio acima, todas umas atrás das outras e vai de agarrar em garrafas de água e despejar pela cabeça abaixo (tal é o calor que está às 6 e meia da tarde de 29 de Dezembro...); e uns a gritar "a ginginha é já ali!" e outro a gritar "vão masé trabalhar" e era uma festa autêntica.
| Percurso da São Silvestre de Lisboa 2012 |
Brincadeiras à parte, hoje estive a ver passar a São Silvestre de Lisboa. E fiquei a pensar na quantidade de gente que se dispôs a sair de casa e pôr-se a correr 10 Km em Lisboa numa noite de Dezembro, na quantidade de gente que podia estar a ver televisão com a mantinha nas pernas. Mas não, tiraram-se de casa e foram fazer desporto. E muitíssimo bem!
Houvesse a mesma força de vontade para tudo e ninguém havia de parar os portugueses.
Porque é que eu nunca poderia ser uma blogger de moda? 1
Porque hoje estive a arrumar no armário as camisolas dos últimos dias que estavam em cima da cadeira.
Resumo: eram 5, todas beije.
Resumo: eram 5, todas beije.
28 dezembro 2012
27 dezembro 2012
Como usar leggings (tutorial)
Repitam comigo:
Leggings não são calças.
Leggings não são calças.
Leggings não são calças.
Agora a pensar no que estão a dizer, com emoção e sentimento:
Leggings nãooo são calças.
Leggings nãooo são calças.
Leggings nãooo são calças.
Não é difícil. Quando quiserem usar essa bela peça de vestuário pensem primeiro se:
- o vosso derrière irá ficar favorecido;
- não se revelará ao universo no caso de se baixarem; e
- não irá assustar crianças indefesas que circulem na via pública.
Se não, bom, nesse caso peguem numa blusa/top/camisola que cubra (pelo menos parcialmente, por favor!) o dito cujo e ide à vossa vida, com a benção desta vossa querida!
MAS,
Se tiverem dúvidas, tirem daí a ideia. É um favor que fazem à nação.
Leggings não são calças.
Leggings não são calças.
Leggings não são calças.
Agora a pensar no que estão a dizer, com emoção e sentimento:
Leggings nãooo são calças.
Leggings nãooo são calças.
Leggings nãooo são calças.
Não é difícil. Quando quiserem usar essa bela peça de vestuário pensem primeiro se:
- o vosso derrière irá ficar favorecido;
- não se revelará ao universo no caso de se baixarem; e
- não irá assustar crianças indefesas que circulem na via pública.
Se não, bom, nesse caso peguem numa blusa/top/camisola que cubra (pelo menos parcialmente, por favor!) o dito cujo e ide à vossa vida, com a benção desta vossa querida!
MAS,
Se tiverem dúvidas, tirem daí a ideia. É um favor que fazem à nação.
Do Natal.
Nada diz «Feliz Natal» como uma destas meninas...
Mas até ao ano novo deixem as balanças de lado. Olhem, dediquem-se aos balanços! Concentrem-se nos saldos positivos e bola p'rá frente que o resto se há-de resolver! Como sempre.
Artur Baptista da Silva: a lata do homem!
E a lata deste tipo que nos anda a fazer de parvos!
Não só já esteve preso três vezes como, à falta de melhor, se fez agora passar por economista, professor numa universidade nos EUA e especialista da ONU. Ele eram conferências no Grémio Literário, debates na SIC Notícias, entrevistas ao Expresso... Como é óbvio agora cai-lhe tudo em cima. E ele, coitado, vai e diz que se sente alvo de linchamento de carácter. E já vai com sorte, digo eu...
Não só já esteve preso três vezes como, à falta de melhor, se fez agora passar por economista, professor numa universidade nos EUA e especialista da ONU. Ele eram conferências no Grémio Literário, debates na SIC Notícias, entrevistas ao Expresso... Como é óbvio agora cai-lhe tudo em cima. E ele, coitado, vai e diz que se sente alvo de linchamento de carácter. E já vai com sorte, digo eu...
22 dezembro 2012
Não procurem mais: ideia imbatível para presente de Natal!
Andam às compras?
Ideia para o primo imberbe:
Tapa o frio e dá aquele toque de bad boy que só uma barba rija consegue.

21 dezembro 2012
20 dezembro 2012
Somos nós que escolhemos a cor do ano e não há mais ditos, stop.
Não sei quem é que nomeou os senhores da Pantone os decisores oficiais da cor do ano, mas o que é certo é que eles disseram: "Shotgun no Verde Esmeralda. Fica a cor do ano 2013 e não há mais ditos, stop." E pronto, posto isto não há nada a fazer.

19 dezembro 2012
Racismo: o cerne da questão
Numa altura em que é tudo paz e amor, se calhar vale a pena recordar e reflectir sobre isto. Já tem uns anos mas infelizmente continua a ser pertinente.
Muito respeito por estas palavras.
17 dezembro 2012
Ai Sporting, Sporting: Jesualdo Ferreira, o "treinador de tudo".
Ao ler a notícia de que Godinho Lopes, presidente do Sporting, contratou Jesualdo Ferreira para "manager transversal", faz-me pensar quem terá sido o iluminado que concluiu que o que realmente fazia falta ao Sporting era um "treinador de tudo". A abrangência do cargo é notável. A hierarquia está overrated, o que lhes faz falta é mais um deus. Certo.
14 dezembro 2012
12 dezembro 2012
11 dezembro 2012
Os adeptos e os antis
Sporting 1 - Benfica 3.
Sou benfiquistas desde que me lembro. Diz a águia de prata que recebi há tempos que já é há mais de 25 anos. É com gosto que o digo.
Mas há quem não seja.
Pessoalmente, gosto de gereberas e férias na praia. Respeito os adeptos de outros clubes como respeito quem prefere rosas ou férias no campo.
É-me igual.
Agora, uma classe à parte são os antis: "Ah, eu sou sportinguista, mas gostar, gostar é quando o benfica perde!". "Oi?", a bem dizer, não vejo nisto qualquer desportivismo e não é - para mim - mais que uma forma patológica e distorcida de paixão por um clube.
Falo dos (sportinguistas)-anti-Benfiquistas porque conheço vários, mas podia falar de outros "anti" quaisquer porque acho a atitude igualmente estúpida. Nunca me passou pela cabeça preferir que o Benfica perdesse por isso prejudicar mais outra equipa qualquer! [Nem nunca me passou pela cabeça não defender uma equipa portuguesa no estrangeiro, quer fosse a minha ou não! (mas isso são contas de outro rosário...).]
Por isso, se o resultado de ontem tivesse sido diferente, teria concerteza ficado chateada. Mas ao contrário do que alguns sportinguistas prometeram, nunca a mim me passou pela cabeça ir para o Marquês comemorar. Dizem que tinham o campeonato feito se ganhassem ao Benfica? Não se ponham a pau que já estiveram mais longe de tropeçar para o andar de baixo...
Sou benfiquistas desde que me lembro. Diz a águia de prata que recebi há tempos que já é há mais de 25 anos. É com gosto que o digo.
Mas há quem não seja.
Pessoalmente, gosto de gereberas e férias na praia. Respeito os adeptos de outros clubes como respeito quem prefere rosas ou férias no campo.
É-me igual.
Agora, uma classe à parte são os antis: "Ah, eu sou sportinguista, mas gostar, gostar é quando o benfica perde!". "Oi?", a bem dizer, não vejo nisto qualquer desportivismo e não é - para mim - mais que uma forma patológica e distorcida de paixão por um clube.
Falo dos (sportinguistas)-anti-Benfiquistas porque conheço vários, mas podia falar de outros "anti" quaisquer porque acho a atitude igualmente estúpida. Nunca me passou pela cabeça preferir que o Benfica perdesse por isso prejudicar mais outra equipa qualquer! [Nem nunca me passou pela cabeça não defender uma equipa portuguesa no estrangeiro, quer fosse a minha ou não! (mas isso são contas de outro rosário...).]
Por isso, se o resultado de ontem tivesse sido diferente, teria concerteza ficado chateada. Mas ao contrário do que alguns sportinguistas prometeram, nunca a mim me passou pela cabeça ir para o Marquês comemorar. Dizem que tinham o campeonato feito se ganhassem ao Benfica? Não se ponham a pau que já estiveram mais longe de tropeçar para o andar de baixo...
E o frio que está??
07 dezembro 2012
05 dezembro 2012
«Metade», Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que triste
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que triste
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
04 dezembro 2012
Jantar fora
Tenho uma regra no que diz respeito a fazer refeições fora: não peço nada que goste muito de comer em casa. Se calhar é um bocado estúpido, uma pessoa até podia aprender novas maneiras de melhorar ainda mais o paladar daquele prato, mas até me tenho dado bem seguindo esta regra. Melhor dizendo, só me tenho dado mal quando não a sigo.
Por exemplo, há tempos fui jantar a um restaurante "a-fingir-que-é-tradicional-mas-vai-se-ver-e-afinal-é-gourmet", whatever that means... Na carta havia uns cinco ou seis pratos de carne, outros tantos de peixe. Fugiu-me imediatamente o olho para umas migas de espargos com entrecosto (naturalmente com um nome muito mais pomposo, mas no fundo era isto). Tudo bem, venha. Foi estupidez. Todas as minhas costelas alentejanas se encolheram... desilusão completa. Não bastava a quantidade caber no buraco de um dente, como qualquer semelhança com aquilo e umas grandas migas de espargos com entrecosto à alentejana eram uma pura e infeliz coincidência. Até não estava mau de sabor, até não tinha uma má apresentação. Até não era mau de todo, mas, meus senhores, para mim, que tinha uma ideia formada do que deveria ser um prato daqueles, aquilo não tinha nada a ver com nada...
Por isso é que se devem seguir as regras. Vão por mim.
Imagem daqui.
Por exemplo, há tempos fui jantar a um restaurante "a-fingir-que-é-tradicional-mas-vai-se-ver-e-afinal-é-gourmet", whatever that means... Na carta havia uns cinco ou seis pratos de carne, outros tantos de peixe. Fugiu-me imediatamente o olho para umas migas de espargos com entrecosto (naturalmente com um nome muito mais pomposo, mas no fundo era isto). Tudo bem, venha. Foi estupidez. Todas as minhas costelas alentejanas se encolheram... desilusão completa. Não bastava a quantidade caber no buraco de um dente, como qualquer semelhança com aquilo e umas grandas migas de espargos com entrecosto à alentejana eram uma pura e infeliz coincidência. Até não estava mau de sabor, até não tinha uma má apresentação. Até não era mau de todo, mas, meus senhores, para mim, que tinha uma ideia formada do que deveria ser um prato daqueles, aquilo não tinha nada a ver com nada...
Por isso é que se devem seguir as regras. Vão por mim.
Imagem daqui.
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