03 dezembro 2011
02 dezembro 2011
Fado
Se calhar já vou um bocado atrasada, mas pronto, tinha que deixar aqui um post sobre a vitória que foi o nosso Fado ter finalmente sido aceite como Património da Humanidade pela UNESCO!
Agora que falo nisto, penso: verdade seja dita que o fado já não tem bem o significado que tinha... Em tempos era a música do povo, da voz das cantadeiras da Bica, de Alfama, da Madragoa. Era a honra de uma classe, o orgulho de quem não tinha, na verdade, outra coisa em que ser grande. Apostavam tudo nele, talvez por isso o cantassem com tanta alma. Hoje o fado está a transformar-se num privilégio de poucos. Aquela classe que outrora dava realmente significado a tudo isto parece estar cada vez menos ligada à cultura - a esta, pelo menos. Basta olhar para quem canta o fado nos dias de hoje. Não é bom nem mau, é fruto da evolução da sociedade em que vivemos. A "História de uma cantadeira" já lá vai...
Mas enfim... para comemorar esse grande feito, aqui fica um fadinho de Lisboa, pelo "nosso" Carlos do Carmo, ao vivo no Coliseu!
01 dezembro 2011
Cumprimentos
De vez em quando dá-me para reflectir sobre coisas tão simples como esta... o cumprimento. Não o comprimento - que isso é assunto para outro dia - mas o cumprimento.
Por cá, dar um beijinho ou dois vai do hábito de cada um (ou da crise - há que poupar!).
Não somos desligados e frios como os ingleses - não nos limitamos ao aperto de mão -, tão pouco somos próximos como os esquimós, que aquilo na época das gripes chega a ser pouco higiénico!
Nos States vai tudo de abracinho, conhecidos ou não, com a cara à banda para não estragar a make-up.
Mas há algo que me intriga. Agora é moda pelo mundo da Pop distribuir o amor através de chochinhos... e tudo o que mexe leva um chocho. Vai daí, fui ao Wikcionário e confirmei: de facto "cho.cho" é um substantivo, masculino, com três significados: "beijoca; beijo sonoro e prolongado; namoro". Cá pra mim um chocho dava-se muito restritamente ao mais que tudo e mais nada! Agora não: Vai um post no twitter - XOXO; outro no facebook - outro XOXO, um autógrafo ao fã - pimbas, XOXO.
Atão mas isto assim também não será demais? Tal 'tá a pouca vergonha, hã?!
Por cá, dar um beijinho ou dois vai do hábito de cada um (ou da crise - há que poupar!).
Não somos desligados e frios como os ingleses - não nos limitamos ao aperto de mão -, tão pouco somos próximos como os esquimós, que aquilo na época das gripes chega a ser pouco higiénico!
Nos States vai tudo de abracinho, conhecidos ou não, com a cara à banda para não estragar a make-up.
Mas há algo que me intriga. Agora é moda pelo mundo da Pop distribuir o amor através de chochinhos... e tudo o que mexe leva um chocho. Vai daí, fui ao Wikcionário e confirmei: de facto "cho.cho" é um substantivo, masculino, com três significados: "beijoca; beijo sonoro e prolongado; namoro". Cá pra mim um chocho dava-se muito restritamente ao mais que tudo e mais nada! Agora não: Vai um post no twitter - XOXO; outro no facebook - outro XOXO, um autógrafo ao fã - pimbas, XOXO.
Atão mas isto assim também não será demais? Tal 'tá a pouca vergonha, hã?!
30 novembro 2011
29 novembro 2011
Desafio "quarto de espelhos"
Aí está um mega título para uma mega estratégia de marketing.
Então cá vai: se este fantástico blogue chegar aos 15 seguidores, perco a cabeça e faço o pino.
-WWWOOOOOWWWW (a multidão aplaude em delírio enquanto deixo o palco e os fans em extase).
Então cá vai: se este fantástico blogue chegar aos 15 seguidores, perco a cabeça e faço o pino.
-WWWOOOOOWWWW (a multidão aplaude em delírio enquanto deixo o palco e os fans em extase).
28 novembro 2011
[wishlist] 8. coisas (mais) baratas
Fui muuuito injustamente acusada de ter uma wishlist de coisas demasiadamente caras para se oferecer assim sem mais nem menos - que assim isto não servia para nada. Vai daí, aqui ficam uma sugestões mais baratinhas para poderes tirar ideias! (é contigo, J., sim...)
É preciso legenda? Gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto, gosto e gosto.
E é tudo da Lanidor!
27 novembro 2011
26 novembro 2011
meias
Já agora, e por falar em provérbios... «mãos frias, coração quente». Pois muito bem, eu até tenho muitas vezes as mãos frias, confere. Mas por acaso o que incomoda mais são os pés frios a toda a hora, mas não encontro nenhuma referência a variação térmica do coração de quem sofre desse mal... vai-se a ver e fica frio também. Tudo isto me deixa um tanto ou quanto preocupada porque, já diz a minha Mãe: "essas variações de temperatura nunca fizeram bem a ninguém, ainda apanhas uma pneumonia"...
Vai daí, posso introduzir um novo item na minha wishlist: precisava de umas luvas compridas de lã castanha escura (para usar com uma capa que cá tenho - ficavam a matar). Já agora, podem fazer-se acompanhar por meias daquelas de andar em casa, quentinhas para não ter frio no coração. Meias destas nunca são demais.
Vai daí, posso introduzir um novo item na minha wishlist: precisava de umas luvas compridas de lã castanha escura (para usar com uma capa que cá tenho - ficavam a matar). Já agora, podem fazer-se acompanhar por meias daquelas de andar em casa, quentinhas para não ter frio no coração. Meias destas nunca são demais.
Se os conselhos fossem bons não se davam, vendiam-se
Hoje ouvi este ditado que me fez lembrar alguém - foi uma tal moça que mo disse aqui há tempos, como resposta não sei bem a quê, que eu não lhe dei conselho nenhum...! No entanto, hoje fiquei a pensar nisso. Realmente, é um hábito muito nosso, este de adoptar provérbios como verdades de "la Palice", por muito patéticos que sejam (aliás, falo por mim, que vivo claramente na máxima do "se rima, é porque é verdade!"). Mas voltando ao tal ditado, fiquei, realmente, a pensar na outra rapariga... É que só vejo três hipóteses que me deixaram na dúvida: ou a mãe nunca lhe deu conselhos, ou ela teve que os pagar ou eles foram simplesmente maus. E isso explicaria muita coisa...
25 novembro 2011
25 maneiras de usar um lenço
Que um lenço compõe um look, é certinho, mas torná-lo original a cada utilização, já requer alguma ciência... Quem - como eu - é fã de lenços, echarpes, cachecóis e afins, não pode perder esta chinoca!
24 novembro 2011
Size matters
10 cm
(em que é que já estão a pensar??)
Como eu ia dizer: Adoro quando as pessoas acham que a importância de cada um se mede pelo comprimento do seu nome.
10 cm mede o meu nome em "Arial, 12". Quem dá mais??
(a Mãe não vale!!)
(em que é que já estão a pensar??)
Como eu ia dizer: Adoro quando as pessoas acham que a importância de cada um se mede pelo comprimento do seu nome.
10 cm mede o meu nome em "Arial, 12". Quem dá mais??
(a Mãe não vale!!)
23 novembro 2011
22 novembro 2011
e... «Arrebenta a bolha»
Today I had do take a leap os faith, hoping not to fall.
From this day forward I get to be a daughter, a sister, a girlfriend, a friend.
From this day forward I live again.
From this day forward I get to be a daughter, a sister, a girlfriend, a friend.
From this day forward I live again.
14 novembro 2011
24 outubro 2011
Eu gostava de escrever mais...
A sério que gostava, mesmo que seja para o infinito e mais além...
Só que está escasso o tempo entre o conseguir concentrar-me (pois, 'tá compliquex...) e o comer e dormir.
De qualquer maneira, não é que venha aqui muita gente a este meu piqueno estaminé de parvoíces, portanto... adeuzinho meus fieis seguidores (grigri-grigri*) e até ao meu regresso.
* grigri é como fazem os grilos, mas só se ouvem no silêncio do vazio...
19 outubro 2011
18 outubro 2011
A importância dos amigos
Aqui há dias vinha na rua e não pude deixar de ouvir a conversa que iam tendo duas meninas dos seus 8 anos que me acompanhavam o passo.
- Mafalda, quantos amigos tens no Facebook?
- Não sei, vai lá ver!
- 'Tá bem... Eu já sou tua amiga não sou?
- Sei lá! Achas que eu sei quem são os meus amigos todos??...
- Mafalda, quantos amigos tens no Facebook?
- Não sei, vai lá ver!
- 'Tá bem... Eu já sou tua amiga não sou?
- Sei lá! Achas que eu sei quem são os meus amigos todos??...
14 outubro 2011
E o Outono?
Pelo andar da carruagem este ano o Verão de São Martinho junta-se ao verão do zé povinho (não sei se se percebe a piada, mas como rima 'tá bom!!)... Continuam a estar 30ºC à sombra e nunca mais é tempo de eu poder usar os meus casacos giríssimos e dar uma corridinha à Baixa para arejar os neurónios e comer umas castanhas assadas... Sim, porque também conheço as de preparar no micro-ondas mas toda a gente sabe que as melhores castanhas são as que se vendem na rua a saber às notícias do dia anterior!
Vai uma pessoa muito bem a conduzir e ouve um barulho. Por descargo de consciência pega no carrinho e leva-o à oficina, ao representante da marca, porque é assim que deve ser. "Deixe estar que eu vou ver e lá pra meio da tarde já lhe ligo".
Ligou mais tarde, com notícias do mecânico. Diz que era ali a correia do alternador que não era a mais indicada e que fez saltar um não sei quê, mas que não há problema, que se resolve, só que temos cá todas as peças menos uma que, veja lá, tem que se encomendar e vem de Espanha e que portanto o carro fica até segunda-feira.
"Se não há outra solução, seja. Mas já agora o que é que lhe falta assim de tão específico que se tenha que mandar vir de propósito?"
"Um parafuso."
Ligou mais tarde, com notícias do mecânico. Diz que era ali a correia do alternador que não era a mais indicada e que fez saltar um não sei quê, mas que não há problema, que se resolve, só que temos cá todas as peças menos uma que, veja lá, tem que se encomendar e vem de Espanha e que portanto o carro fica até segunda-feira.
"Se não há outra solução, seja. Mas já agora o que é que lhe falta assim de tão específico que se tenha que mandar vir de propósito?"
"Um parafuso."
10 outubro 2011
Morreu, há dias, Steve Jobs. Dispensa apresentações: terá sido brilhante - deixa um legado fabuloso - mas nem isso o protegeu contra o cancro.
Tenho estado a estudar um tratado na área da saúde. Não há capítulo em que não se leia essa mesma palavra: Cancro. Todas as vezes me custa lê-la. Fico completamente atordoada, perco o fio a meada. Escrevê-la... não escrevo. "Neoplasia" tem o mesmo significado, mas como termo técnico que é soa a outra doença qualquer. Não soa a cancro. (É assim a Medicina: sonha com a saúde mas lida com a doença. Todos os dias.)
É que ele mata. Mesmo que estejamos a falar de casos de bom prognóstico, há sempre uma percentagem associada a confirmar a regra. Mesmo que possamos prever um futuro risonho, nunca mais aquela nuvem deixará o céu. É traiçoeiro e esconde-se. Não é como uma gripe que nos deixa de rastos. Quando enfraquece volta a esconder-se. Mostra-se quando já não há nada a fazer, mata da maneira mais cobarde possível.
Para quem o acompanha dá uma dolorosa sensação de impotência. Ver o sorriso esforçado de quem sofre deita-nos completamente abaixo. Obriga a pôr em perspectiva tudo o que se tem na vida... e dói. Muito.
Para quem o vive... não consigo imaginar. Tudo o que há a fazer é dar as mãos, erguer a cabeça e lutar pela vida.
Há dias morreu Steve Jobs. Era da idade do meu Pai.
08 outubro 2011
ModaLisboa
Olá!
Já não aparecia por aqui há uns dias... mas hoje teve mesmo que ser! É que não há blogue que se preze que não tenha (pelo menos) um post sobre a ModaLisboa! Ora o que é que eu tenho a dizer sobre o assunto? Que não fui. "Mas como?!?" - perguntam vocês - "Com tanta gente famosa, só faltaste mesmo tu!!". Também repararam, não foi?? Olha, paciência, pode ser que pró ano me liguem lá da Moda a perguntar se não quero desfilar! Eu gostava! Não chego bem ao 1,70m e peso mais que 35Kg mas, verdade seja dita, ninguém dava por isso.
(Agora de volta ao livro que estes 15 minutos de devaneio já me estão a fazer cócegas na consciência...)
Já não aparecia por aqui há uns dias... mas hoje teve mesmo que ser! É que não há blogue que se preze que não tenha (pelo menos) um post sobre a ModaLisboa! Ora o que é que eu tenho a dizer sobre o assunto? Que não fui. "Mas como?!?" - perguntam vocês - "Com tanta gente famosa, só faltaste mesmo tu!!". Também repararam, não foi?? Olha, paciência, pode ser que pró ano me liguem lá da Moda a perguntar se não quero desfilar! Eu gostava! Não chego bem ao 1,70m e peso mais que 35Kg mas, verdade seja dita, ninguém dava por isso.
(Agora de volta ao livro que estes 15 minutos de devaneio já me estão a fazer cócegas na consciência...)
29 setembro 2011
Teoria da Relatividade
Aquele livro não é tudo - é só um livro. Nem o exame que se avizinha é tudo - é O exame, mas é isso apenas. Tudo é a vida que temos, a Família e os Amigos. Relativizamos as nossas prioridades quando a vida a isso nos obriga. Isso é tudo.
na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
José Luís Peixoto
na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.
José Luís Peixoto
17 setembro 2011
15 setembro 2011
11 setembro 2011
10 setembro 2011
7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa
Arrisco dizer que gosto, nem mais nem menos do que... de todas!
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| Queijo Serra da Estrela |
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| Caldo Verde |
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| Alheira de Mirandela |
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| Arroz de Marisco |
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| Leitão da Bairrada |
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| Sardinha Assada |
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| Pastel de Belém |
Agora fiquei curiosa... Quais serão as maravilhas de 2012?
www.7maravilhas.sapo.pt
06 setembro 2011
Brevissimíssima história de Portugal
Não sei quem escreveu, mas vale a pena recordar!
Tudo começou com um tal de Henriques que não se dava bem com a mãe e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo.
Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe apreciar o salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor.
Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal de João que, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos.
De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau.
Quando a coisa deu para o torto, ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo.
Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em Conventos e aquedutos.
Com conventos a mais e dinheiro a menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez, graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para a bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um pouco amaricadas.
Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se Pedro podia vir brincar e o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios.
A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa e foi por isso que Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço.
O pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres onde continuaram a ouvir tiros mas apontados a eles e disparados por alemães.
Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma senhora... (vestida de branco) apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores ficaram primeiro atónitos, depois morreram e ainda mais tarde foram beatificados.
Não fosse um velhote de botas, lá das beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem por ai a espalhar boatos.
Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho de cravos em cima do assunto.
Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar umas secas da Grécia na final.
A Europa desatou a despejar contos (diz-se que um milhão por dia ) para o jardim à beira mar plantado, mas as más-línguas dizem que Prof. algarvio, grande economista, só mandou fazer estradas, para se poder chegar a 120 à hora ao primeiro engarrafamento.
Desenvolvimento económico, nicles. Industria, química, investigação? Bah, essas tretas não eram para nós. Carros alta gama, especulação imobiliária e bolsista é que dão "status". O resultado está á vista.
Depois veio um mangão, diz-se que Durão, que quis ficar na fotografia, lá no meio do charco, e logo a seguir bazou para se exibir na Europa rica, deixando por cá um tal Sócrates que de filósofo não tem nada mas tem o nariz maior que o Pinóquio, e que em vez de, antes da bronca, ajudar as famílias à rasca, decide dar uma mãozinha aos pobres banqueiros, deixando o Zé a beira de um ataque de nervos.
E o Cavaco? O Cavaco foi com o Pai Natal... ou o palhaço no comboio ao circo.
Tudo começou com um tal de Henriques que não se dava bem com a mãe e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo.
Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe apreciar o salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor.
Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal de João que, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos.
De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau.
Quando a coisa deu para o torto, ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo.
Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em Conventos e aquedutos.
Com conventos a mais e dinheiro a menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez, graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para a bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um pouco amaricadas.
Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se Pedro podia vir brincar e o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios.
A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa e foi por isso que Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço.
O pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres onde continuaram a ouvir tiros mas apontados a eles e disparados por alemães.
Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma senhora... (vestida de branco) apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores ficaram primeiro atónitos, depois morreram e ainda mais tarde foram beatificados.
Não fosse um velhote de botas, lá das beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem por ai a espalhar boatos.
Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho de cravos em cima do assunto.
Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar umas secas da Grécia na final.
A Europa desatou a despejar contos (diz-se que um milhão por dia ) para o jardim à beira mar plantado, mas as más-línguas dizem que Prof. algarvio, grande economista, só mandou fazer estradas, para se poder chegar a 120 à hora ao primeiro engarrafamento.
Desenvolvimento económico, nicles. Industria, química, investigação? Bah, essas tretas não eram para nós. Carros alta gama, especulação imobiliária e bolsista é que dão "status". O resultado está á vista.
Depois veio um mangão, diz-se que Durão, que quis ficar na fotografia, lá no meio do charco, e logo a seguir bazou para se exibir na Europa rica, deixando por cá um tal Sócrates que de filósofo não tem nada mas tem o nariz maior que o Pinóquio, e que em vez de, antes da bronca, ajudar as famílias à rasca, decide dar uma mãozinha aos pobres banqueiros, deixando o Zé a beira de um ataque de nervos.
E o Cavaco? O Cavaco foi com o Pai Natal... ou o palhaço no comboio ao circo.
Fim.
02 setembro 2011
[ionline.pt] concordando-se ou não, vale a pena ler
por Isabel Tavares, Publicado em 02 de Setembro de 2011
O herdeiro da Hovione diz que só se lembram dos ricos para pagar impostos, mas não os desafiam a criar riqueza. "O empresário português é um privilegiado..." Este é o homem que irritou Sócrates quando, numa conferência em que participavam empresários, economistas e políticos, disse ao então primeiro-ministro, que tinha acabado de discursar: "Eu tenho um problema essencial consigo: os seus actos não reflectem as suas palavras". Foi aplaudido de pé. Peter Villax, vice-presidente da Hovione, uma multinacional com sede em Portugal que factura mais de 100 milhões de euros, diz que os portugueses gostam de trabalhar... pouco!
Qual a sua opinião sobre os aumentos de IRS e de IRC para os mais ricos ?
É uma necessidade política mas um disparate económico. O Warren Buffett já diz há muitos anos que paga menos impostos que a secretária, mas isso tem a ver com os créditos fiscais americanos, que são muito complexos e permitem a um bilionário com bons advogados acabar por pagar relativamente menos. Mas aqui em Portugal a carta de Buffett foi o rastilho para a discussão sobre a taxação dos ricos, o que caí sempre bem na opinião pública, e permite dizer que estamos todos a partilhar o sacrifício, etc.
E não estamos?
É um tiro no pé, porque são justamente os ricos que têm dinheiro para criar emprego. Estou farto desta demagogia, os ricos não são o problema, os pobres é que são o problema! É com os pobres e com a pobreza que temos de acabar, não é com os ricos!
O que sugere?
Em vez de lhes pedirmos mais impostos, deviamos mas é baixar-lhes a taxa em troca da criação de empregos novos!
Faria muito mais sentido baixar a taxa máxima de IRS de accionistas de referência em 1% por cada 250 empregos novos gerados. Só nos lembramos dos ricos para cobrar impostos.
A Taxa Social Única ainda está a ser ponderada...
O meu objectivo, como empresário e como gestor, tem a ver com modelos e negócio, com produtos, com clientes, feiras, promoção, publicidade, patentes, invenções... Talvez preferisse aumentar a semana de trabalho, em vez de reduzir a TSU. Para mim, faria muito mais sentido.
A Lonza, uma empresa suiça cinco vezes maior que a Hovione, aumentou a semana de trabalho. E isto foi só a administração dizer a uma sexta-feira que a partir de segunda iriam aumentar a semana de trabalho. Todos concordaram.
Em Portugal, isso seria possível?
Não! Nós, por questões religiosas, não gostamos de trabalho. O trabalho foi o castigo por Adão e Eva terem cometido o pecado original. Hoje, o discurso extremou-se e o castigo tem que ser redimido com direitos e regalias sociais. Mas existe numa grande parte da nossa sociedade a ideia de que trabalhar, o menos possível! Safar-me ao trabalho, sempre que possa. O trabalho liberta-nos da pobreza!
Os salários em Portugal são justos?
Ganhamos pouco como povo. E temos que ganhar mais. Temos que abandonar o discurso de salários baixos, estamos todos fartos de salários baixos em Portugal. Mas temos que produzir mais.
Como se quebra essa mentalidade?
Mudando o discurso dos empresários e dizendo que a forma e o raciocínio dos sindicatos é totalmente anacrónica. Temos que valorizar o trabalho, não o ócio.
É um crítico do empresário português e dos sindicatos?
A sociedade tem que desafiar o empresário português. Os políticos têm que exigir mais ao empresário português. Portanto, a crítica é tanto ao empresário como à sociedade.
O que falha nesse relacionamento?
O empresário está extraordinariamente ligado ao lucro. E o lucro, em Portugal, é muito mal visto. Para mim, o lucro é a medida da saúde do negócio.
E porque é que o lucro é mal visto?
Portugal convive mal com questões de riqueza. Quando as nossas publicações falam sobre as pessoas mais ricas do país é para mostrar que os índices de desigualdade são cada vez maiores. O que é verdade, e é um problema que temos que atacar. Mas não é pelos ricos serem mais ricos, é por os pobres não enriquecerem.
Como é que isso se faz?
Temos uma economia baseada sobre o conhecimento. Pertencemos a um país moderno e sofisticado. Portugal é um país da linha da frente. É! Não somos um país do terceiro mundo.
Com que base faz essa afirmação?
Se olharmos para os rankings mundiais, estamos no fim do primeiro terço, mas estamos no primeiro terço.
Os rankings reflectem a realidade?
Para Sócrates os rankings eram importantes. Ele estudava a forma de fazer Portugal subir nos rankings e fê-lo de uma forma muitíssimo inteligente.
Isso significa que estamos lá não por mérito, não pela qualidade, mas sim pela inteligência no método...
Não. Sócrates acreditava nas avaliações. E fez aquilo que qualquer pessoa inteligente faria... Estudou o sistema da pontuação para saber como fazer subir Portugal. Não vejo nenhum mal nisso.
Dizia que é pelo conhecimento que uma sociedade enriquece...
Isso. E nós temos torpedeado o ensino em Portugal nos últimos 20 anos. O nosso sistema de ensino, ensino público, é o meio mais importante para enriquecer o país. E nós temos dito ao povo e aos seus filhos: não se preocupem com os exames, nós passamos por si. O resultado está à vista.
Portugal subiu no ranking da educação...
Temos um país mais ignorante do que há 20 ou 30 anos e o potencial de enriquecimento foi enfraquecido. Eu vejo isto: há 20 anos eu recrutava uma secretária com o 12.º ano, neste momento tenho que a recrutar com uma licenciatura, porque quem me aparece com o 12.º ano, infelizmente, já não está ao nível das necessidades. E isto acontece com várias pessoas que conheço.
Tem seis filhos, com idades entre os 11 e os 26 anos. Isso permite-lhe comparar o ensino português com o estrangeiro. Que comparação faz?
É desfavorável para o ensino português, que privilegia não o raciocínio, mas a resposta correcta. Não há raciocínio livre, não há desenvolvimento de raciocínio. Os exames portugueses de 12.º ano são uma dezena de perguntas, em que cada uma vale "x" pontos. O exame de Baccalauréat francês é uma pergunta, à escolha de três, com quatro horas para responder. E isso é muito mais desafiante para o aluno e para o professor, que vai ter de dar uma nota a um trabalho de seis páginas em que avalia o estudante não pela correcção da resposta, mas pela originalidade, pela capacidade de raciocínio, pela cultura geral, pela capacidade de citar autores...
Com o ensino superior é diferente?
Todos os meus filhos foram e irão para a Universidade portuguesa. O ensino superior português é de elevadíssima qualidade. As nossas escolas de engenharia são das melhores do mundo. O Instituto Superior Técnico é uma das melhores escolas de engenharia do mundo. E eu sei, porque temos na Hovione engenheiros vindos das melhores escolas do mundo.
Ainda sobre os sindicatos, o que é que podiam fazer que não fazem?
Conheço um grande sindicalista português que em privado tem uma conversa e com o microfone à frente faz um discurso bem diferente. Em privado, a conversa dele é quase igual à minha.
O que é que falha?
O que falha é que o sindicalista tem centenas de milhar de filiados que estão à espera de um determinado discurso, politicamente correcto, para que a massa associativa o siga.
É um problema de ego...
É um problema de expectativas políticas. Estamos completamente encurralados pelo paradigma do 25 de Abril de 1974, que determina a nossa forma de falar, de ser entrevistado, de fazer declarações públicas. Quantas vezes tenho falado com políticos e com líderes que em privado afirmam uma coisa e em público outra. Acho isso extraordinário.
O que pensa das empresas que têm domicílio fiscal fora de Portugal?
As empresas podem estabelecer as suas sedes onde lhes for mais proveitoso. Empresas como a Sonae, por exemplo, empregam dezenas de milhar de pessoas em Portugal, não na Holanda. A quantidade de impostos que são pagos ao erário público português graças ao trabalho dessas empresas é gigantesca. Aliás, a única coisa que resta aos estados para concorrer entre eles são as condições fiscais.
É a favor da harmonização fiscal?
Nunca vai haver uma harmonização fiscal porque os países precisam dessa liberdade para concorrer entre si. A Alemanha tentou que a Irlanda aumentasse o seu IRC de 12,5% para um valor muito mais elevado e não conseguiu.
As empresas europeias e americanas são penalizadas por países asiáticos?
Concorremos globalmente e alguns concorrentes não jogam pelas mesmas regras, facilitam, cortam na qualidade, e acabam por ter uma vantagem competitiva sobre nós. É o que chamamos a vantagem competitiva do incumprimento.
Qual deve ser o papel do Estado na economia?
Acredito em muito menos Estado e muito mais forte. Para termos um Estado melhor temos que começar por ter tribunais muitíssimo melhores. Fico admirado pela forma excelente como Portugal funciona na ausência completa de eficácia jurídica.
Como vê o futuro de Portugal?
Tal como se faz nas empresas, que têm uma missão, uma visão, valores, planos operacionais, plano estratégico, o governo tem que ter um plano. E não vejo problema absolutamente nenhum em que o rumo para Portugal saia do Parlamento, do conjunto dos grandes partidos. Tem é que ser consensual. E tem que ser para os próximos 25 anos. A Hovione quer ser a maior empresa do seu sector em 2028. E todas as pessoas que trabalham na empresa o sabem.
Falta visão?
Nos últimos dois anos a navegação foi à vista. E a vista era de uma semana. E temos que trabalhar em equipa. O que eu vejo em Portugal é uma discussão contínua do óbvio. Tudo se discute, não há cultura de consenso, não há cultura de concordância. Temporariamente, episodicamente, temos concordância, como acontece com o memorando de 78 páginas que nos dá um programa de governo imposto por fora.
Somos bem-mandados?
É uma questão de cultura, mas que se pode mudar. A posição do líder é absolutamente determinante para existir o tal alinhamento.
O facto de ser um país pequeno traz a Portugal uma maior dependência...
(Cortando a palavra) Que ideia, não somos nada um país pequenino. Mais pequenos que nós são a Bélgica, a Suíça, a Áustria, a Holanda, o Luxemburgo...
O que têm esses países que nos falta?
Confiança! Temos que acreditar em nós próprios. E temos razões para isso, temos futuro.
Qual é, para si, o grande perigo da sociedade actual?
A sociedade ocidental actual está em decadência. Vai continuar a ser um símbolo cultural, para o oriente, mas o poder económico e militar vai passar para a China. Eu vejo isso com enorme naturalidade, porque não podemos fazer absolutamente nada para contrariar esse movimento. É o resultado da nossa história e tem que ser acompanhado de forma pacífica.
E a Europa?
Sou pessimista em relação à Europa. O que podemos mudar na Europa tem essencialmente a ver com valores. Somos um continente cada vez mais fracturado em termos filosóficos e as posições extremam-se. A China é um país totalmente alinhado. Achei imensa graça quando, a seguir aos motins de Londres, as autoridades chinesas questionaram o governo britânico sobre a sua capacidade de garantir a segurança nos Jogos Olímpicos de 2012... Um comentário divertidíssimo, justamente porque a China foi criticada na preparação dos Jogos Olímpicos em Pequim devido à poluição e à segurança. Ri bem quem ri por último.
Voltando a Portugal... Mário Soares dizia há dias que reconhecia o capitalismo como o único sistema económico viável...
A grande fraqueza do capitalismo é que não se preocupa com questões sociais. Mas aí está. Acreditamos que temos que promover a igualdade ao mesmo tempo que temos um sistema económico que promove a desigualdade. E isto é fonte contínua de tensão. É isto que provoca os motins em Londres. Uma parte da população que não tem nada a não ser problemas e só tem um direito, o poder de fazer a revolução. E, periodicamente, fá-la.
A Hovione também tem vindo a fazer a sua revolução, com novos inventos. Porque é que há tão poucas patentes registadas em Portugal?
António Campinos, que foi presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) até revolucionou a instituição e ainda fez alguns inimigos na indústria. Preocupou-se com o aumentou dos pedidos de patente em Portugal. E em termos percentuais subiu imenso: triplicou ou quadruplicou. Mas subiu de pouquíssimo para pouco.
Porquê?
Muitas patentes estão em nome individual. Como o registo é relativamente barato, e basta pagar uma anuidade, no caso de a patente se tornar valiosa é fácil vendê-la a uma empresa e realizar uma mais-valia pessoal.
Por outro lado, a nossa economia avançada continua muito focada nos serviços e tudo quanto é tecnologia de informação não tem poderes. Uma patente é um documento que demora um a dois meses a escrever e a preparar, tem de ser afinada, é feito um depósito, depois as autoridades têm 18 meses para fazer uma avaliação. Ora, na área das Tecnologias de Informação, em dois meses mais 18 meses já o produto está inventado, industrializado, comercializado e morto. Ou seja, patente, tecnologia de informação, não interessa.
O empresário português preocupa-se com o desenvolvimento?
O empresário português é um privilegiado, porque a sociedade exige-lhe muito pouco. Exige-lhe só, e cada vez mais, que pague os seus impostos, mas não lhe exige que gere riqueza. Portanto, está sobretudo preocupado com um retorno muito rápido do seu capital.
Quanto gasta a Hovione em investigação e desenvolvimento?
Gasta seis milhões de euros. Isto coloca-nos na 30.ª posição no ranking.
Faz-se boa investigação em Portugal?
Como lhe disse, José Sócrates tinha uma enorme ambição e a sua forma de governar era fazer com que Portugal subisse nos rankings. Um ranking particularmente fácil de subir, porque é estabelecido exclusivamente pela despesa financeira, pelo investimento, era o de I&D. Para subir no ranking de I&D, Mariano Gago pediu e obteve 500 milhões de euros para a Fundação para a Ciência e Tecnologia e o apoio do SIFIDE, um sistema de crédito fiscal que já vinha do tempo de António Guterres, ao abrigo do qual 30% dos gastos em investigação e desenvolvimento são dedutíveis na matéria colectável.
Com que resultados?
Esse é o grande problema, isto não garante resultados.
É possível continuar assim?
Se estamos a gastar tanto dinheiro público, então o contribuinte tem que se sentir beneficiado pelos resultados dessa ciência. Neste momento há uma enorme relutância em abandonar o actual modelo de financiamento.
Qual é a alternativa ao modelo actual?
Não basta apenas, como até aqui, provar que se gastou o dinheiro. Tem que haver uma componente de avaliação sobre os resultados produzidos. As avaliações, que até agora são extremamente quantitativas, têm que ser qualitativas. Temos avaliar o resultado e não apenas o esforço.
Como é que isso pode ser feito?
Temos que pôr as universidades e empresas a colaborar muitíssimo mais. A ciência pública vai ter que servir o cidadão. Se ele paga, a ciência tem que ser em seu benefício. E quando eu digo cidadão português, digo o cidadão do mundo. Portugal tem uma tradição em medicina tropical de longas décadas, devido às nossas colónias. Em vez de ter a sua investigação pulverizada, que é uma coisa que acontece em todos os institutos públicos, cá ninguém sabe o que o outro está a fazer. Deviam existir desígnios nacionais.
Quais seriam, pode dar exemplos?
Teriam que ir ao encontro dos problemas de Portugal. Escassez de meios energéticos, por exemplo. Nós não temos energia. Então, vamos dirigir parte da questão para aumentar a eficiência dos sistemas, aumentar a rentabilidade da energia eólica. O envelhecimento da população. O que a afecta são doenças neuro-degenerativas características de idades avançadas: Parkinson e Alzheimer. Vamos concentrar-nos nas curas. Portugal tem uma grande relação com África. Os problemas da África são a Malária, a subnutrição... Então, vamos ver o que é que a nossa investigação pode fazer para ajudar essas populações. E vamos transformar os nossos institutos virados para a resolução de problemas. Desaproveitar isto é blasfémia pura!
2 anos de blog!
(No início era assim.)O meu blog faz hoje 2 anos!
YESSS!
Tudo bem - não é grande feito - há milhões e milhões de blogues no cibermundo, mas o meu é o meu e é por isso que eu gosto mais dele do que dos outros!
Vamos às estatísticas:
Num mísero par de anos tive 5288 visitantes!
Ainda que 5287 visitas tenham sido minhas a ver como isto estava bonito, isso significa que houve realmente uma pessoa que cá veio espreitar, e isso deixa-me muito contente!
Mais, fui cuscar a página do painel de controlo que dá as estatísticas:
- 106 posts;
- 190 comentários;
- 10 seguidores;
- Visitantes nacionais, mas também dos EUA, Brasil, Holanda, República Tcheca (é assim que lá está escrito...), Reino Unido, Canadá, Espanha, Coreia do Sul, Argentina, Cabo Verde, ... ... ...
(duvido que isto seja sequer verdade!).
01 setembro 2011
29 agosto 2011
Cuidado...
Este post vem substituir um outro que escrevi há dias no qual um comentário de um amigo identificou a pessoa em causa pelo que foi removido.
Começava assim: «Quando é que uma pessoa sabe que falou demais? Ora bem, se a própria acha que falou demais, deve ter falado meeeesmo demaaaissss...»
Ninguém gosta de ser criticado. Profilaxia: não dar razões a críticas. Ou por outra, tentar reduzir ao mínimo os motivos que possa haver para nos criticarem. Eles existirão sempre: cada cabeça, sua sentença.
Ou então não: somos absolutamente imunes a tudo isso, fazemos o que nos der na real gana e pura e simplesmente ignoramo-los.
Mas temos que ser coerentes.
O que é que eu quero dizer com isto? Se temos uma atitude consistente que entendemos ser a melhor, mantêmo-la. Se somos criticados por ela temos duas hipóteses: se o comentário nos incomoda (porque a(s) fonte(s) das críticas nos merece algum crédito), então reflectimos, as mais das vezes confrontamos essa(s) pessoa(s) e eventualmente assumimos se deveremos ou não mudar. Se, por outro lado, não o merece: pura e simplesmente ignoramos. Não fazemos absolutamente nada.
A capacidade de manter esta fronteira, traduz a nossa personalidade.
Começava assim: «Quando é que uma pessoa sabe que falou demais? Ora bem, se a própria acha que falou demais, deve ter falado meeeesmo demaaaissss...»
Ninguém gosta de ser criticado. Profilaxia: não dar razões a críticas. Ou por outra, tentar reduzir ao mínimo os motivos que possa haver para nos criticarem. Eles existirão sempre: cada cabeça, sua sentença.
Ou então não: somos absolutamente imunes a tudo isso, fazemos o que nos der na real gana e pura e simplesmente ignoramo-los.
Mas temos que ser coerentes.
O que é que eu quero dizer com isto? Se temos uma atitude consistente que entendemos ser a melhor, mantêmo-la. Se somos criticados por ela temos duas hipóteses: se o comentário nos incomoda (porque a(s) fonte(s) das críticas nos merece algum crédito), então reflectimos, as mais das vezes confrontamos essa(s) pessoa(s) e eventualmente assumimos se deveremos ou não mudar. Se, por outro lado, não o merece: pura e simplesmente ignoramos. Não fazemos absolutamente nada.
A capacidade de manter esta fronteira, traduz a nossa personalidade.
28 agosto 2011
[wishlist] 5. Capacete
Ele gosta de motas, eu prefiro as 4 rodas. Mas ao fim-de-semana um passeio até ao rio não soa mal... Ter uns deste a condizer connosco e com o motão não era mal pensado... Descobri-os aqui e gosto!
24 agosto 2011
16 agosto 2011
[wishlist] 4. A Delicadeza, de David Foenkinos
Sinopse: Nathalie e François podiam ser personagens de um conto de fadas. Desde que se conheceram, a sua relação irradia uma felicidade sem mácula. Mas não estamos perante o clássico girl meets boy. O que David Foenkinos nos oferece neste romance que explora o lado mais lúdico da ficção é uma análise séria, inteligente e bem-humorada do comportamento amoroso, capaz de nos fazer apaixonar pelos dois protagonistas e de nos envolver profundamente no seu drama humano.21 julho 2011
Carta
Lisboa, 21 de Julho de 2011
Avó, acabei o curso!
Há uns anos que não lhe escrevo... bem, desde que... enfim... Parece que o sítio para onde foi não tem serviço de correios.
Mas queria dizer-lhe que acabei. Foi hoje o meu último dia. Sou Médica.
Talvez de todas as pessoas que me rodeiam seja a Avó aquela a quem tenho mais pena de não o poder contar.
Em tempos escrevíamos. Mais a Avó, que eu não ligava muito a isso. Preferia ficar à espera que me dissesse pelo telefone que tinha mandado uma encomenda e eu já sabia que eram bolos (sabe, a J. tem andado a treinar e já consegue fazer uns muito parecidos!). A carta, essa, que mandava sempre que partilhasse os bolos "com a mana e a Mamã", vinha no cimo do pacote mas ficava remetida para segundo plano. Agora já não é bem assim. Temo-las guardadas, de recordação.
Também lhe queria contar que a Tia B. adaptou para a minha fita de finalista o poema que a Avó lhe tinha escrito há muitos anos quando ela acabou o curso. Assim, quase se pode dizer que a Avó também esteve presente na minha Bênção das Fitas. Gostei tanto...
Também lhe queria contar que a Tia B. adaptou para a minha fita de finalista o poema que a Avó lhe tinha escrito há muitos anos quando ela acabou o curso. Assim, quase se pode dizer que a Avó também esteve presente na minha Bênção das Fitas. Gostei tanto...
Sabe, ainda me lembro de imensas coisas... do seu número de telefone (aquele mais antigo, antes dos indicativos), de como se chegava lá a casa, do cheiro característico a "Casa da Avó de Coimbra", da estante do hall com a colecção das revistas das "Selecções", da sala com o sofá castanho e a lareira "a fingir", da televisão com comando e do telefone sem fios (nós cá não tínhamos disso!)... E de quando o Pai a foi levar e se esqueceu cá da chave da porta... E de vir passar o Natal... E do dia dos seus anos... E de tudo...
Enfim... lembro-me e não me esqueço.
Um grande beijinho, com muitas saudades,
Teresa
18 julho 2011
Carpe diem
CARPE DIEM.
Tantos significados quantos pessoas que o vivem. Tantos significados quantas formas de o viver.
Para mim tornou-se, mais do que nunca, em aproveitar cada dia - sem esquecer a memória do passado e sem deixar de sonhar com o futuro - mas escolhendo lutar pelo prazer e sucesso do presente. Porque é aí que vivo.
14 julho 2011
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