06 outubro 2014

Praxes

Às vezes não sei bem o que pensar das praxes. As minhas não fizeram mal a ninguém, não me traumatizaram nem um bocadinho porque fiz o que me divertiu e o que não me agradou (que houve) não fiz. Fui e gostei. 
O que é certo é que há gente reles em todo o lado (para não dizer um palavrão, vá...), e talvez as praxes sejam apenas uma pequena amostra do tipo de pessoas que vamos encontrar pela vida fora. Os simpáticos, os frustrados, os ignorantes, os arrogantes, os masoquistas, os narcisistas... No fundo, os que vêem aquele momento como uma recepção e os que aproveitam a pseudo-superioridade para revelar aquele seu lado que nunca deveria sequer ver a luz do dia. E essa escória que aí anda, com ares de quem é alguma coisa a mais que alguém, acaba por espezinhar tudo o que alguma vez a praxe pôde ter de positivo.
O que a palavra praxe significa hoje não tem nada a ver com o que significou para mim no dia em que entrei na faculdade. E muito menos quem hoje anda trajado representa a igualdade e o sentido de grupo que o traje académico representou inicialmente, há muitos, muitos anos atrás.
Por isso, chamem-lhe outra coisa qualquer. Chamem-lhe "recepção", chamem-lhe o que quiserem, mas que seja uma festa e que seja apenas mais um momento em que temos que pensar e agir 
como a nossa consciência nos manda. Mais nada.

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