30 novembro 2012

Love is...

 
(de onde é a imagem?
não sei de onde a tirei,
mas já a vi em tantos sítios
que lhe perdi o rasto...)

29 novembro 2012

Duas mulheres a conversar ao almoço

- Ai, que cheiro esquisito!
- Não sinto nada...
- Pois, acredito! Eu... É um problema... Eu não vejo, mas cheirar... O que Deus me tirou dos olhos pôs no nariz!

Sorte! Antes ramelas no nariz que macacos nos olhos.

27 novembro 2012

Haverá alguém que não se lembre da Menina Afegã?

Afghan Girl


By Cathy Newman
Photograph by Steve McCurry

She remembers the moment. The photographer took her picture. She remembers her anger. The man was a stranger. She had never been photographed before. Until they met again 17 years later, she had not been photographed since.
The photographer remembers the moment too. (...)

She became known around National Geographic as the “Afghan girl,” and for 17 years no one knew her name. (...)

Names have power, so let us speak of hers. Her name is Sharbat Gula, and she is Pashtun, that most warlike of Afghan tribes. (...)

Time and hardship have erased her youth. Her skin looks like leather. The geometry of her jaw has softened. The eyes still glare; that has not softened. “She’s had a hard life,” said McCurry. “So many here share her story.” Consider the numbers. Twenty-three years of war, 1.5 million killed, 3.5 million refugees: This is the story of Afghanistan in the past quarter century. (...)

It is the ongoing tragedy of Afghanistan. Invasion. Resistance. Invasion. Will it ever end? “Each change of government brings hope,” said Yusufzai. “Each time, the Afghan people have found themselves betrayed by their leaders and by outsiders professing to be their friends and saviors.” (...)

She cannot understand how her picture has touched so many. She does not know the power of those eyes.

Such knife-thin odds. That she would be alive. That she could be found. That she could endure such loss. Surely, in the face of such bitterness the spirit could atrophy. How, she was asked, had she survived?

The answer came wrapped in unshakable certitude.

“It was,” said Sharbat Gula, “the will of God.”

Publicado em Abril de 2002.
Há dez anos...

26 novembro 2012

Brilhantismo à escala pentatónica



  
Descaradamente surripiado do blog do Mak, o mau (aqui).

Em modo GPS

Boa tarde, estamos de volta à emissão.

Durante o intervalo - não devem ter reparado - estivemos a emitir o clássico "Mau tempo no canal".
Acabou mal.

Realmente há dias que não se esquecem. A frustração, a desilusão...

Vai daí, estamos a trabalhar para que passe esta intempérie, esta chuvada desgraçada, estas nuvens cinzentas (pretas, mesmo).
Porque, como digo, estamos em modo GPS.
A recalcular o percurso.

19 setembro 2012

Intervalo

Seguimos agora para uma pausa para compromissos publicitários.
Não saia da frente do seu televisor porque voltamos já de seguida. Lá para Dezembro.
Boa noite, senhores.


Quem conseguir reconhecer todos os bonecos é o rei!

No espírito de um post ali mais abaixo, aqui fica um desafio só para rijos: toca a legendar!



"Percebi que aquilo de melhor que posso dar em Medicina não tem nada que ver com estetóscopios, com escolher quimicos, nada disso, mas sim com a solidariedade humana, a amizade...este é um processo que tenho vindo a desenvolver comigo mesmo. Por isso é que choro muito, por isso é que por vezes tenho vontade de desistir, por isso é que isto é um rebuliço interior. Esta profissão tem um lado terrivelmente emocional. Mas eu nao me importo de chorar. Tiraram-nos o direito de chorar mas eu reclamo esse direito. Os doentes fazem parte da minha vida e são eles que me tem ensinado a saber como cuidar deles. A parte tecnica qualquer um com o minimo de preparação pode fazer..."

Dr. Nuno Gil

left brain vs right brain


14 setembro 2012

o maravilhoso mundo das pipocas

Intervalo para desanuviar.
Em visita pela blogolândia apercebo-me de que nunca me tinha apercebido (poético) da quantidade de pipocas e variantes que existem por aqui. Há das doces, das salgadas, até das azedas e das picantes; há umas barradas com manteiga e outras acompanhadas de pizza; há algumas enfeitadas de flores, outras com referências pirotécnicas; há das que usam sapatos - as outras, pobres, andam de pé ao léu -; enfim, há femininas e masculinas, várias com nomes de gente...
É a originalidade nacional ao mais alto nível!

Pasteis há muitos, mas este é o melhor

Aloma: o melhor pastel de nata

Já tinha falado disto ali mais abaixo, mas sou uma rapariga dada à insistência nas coisas boas da vida.
A Aloma é uma pastelaria de bairro, de aspecto sóbrio e tradicional, pouco dada a protagonismos. Talvez por isso mesmo não passe de moda e esteja exactamente no mesmo sítio quase há 60 anos com uns bolos fantásticos. Mas os pastéis de nata, esses, são mesmo os melhores. Hands down.

É que nem há discussão.


Para tirarem a limpo:
Pastelaria - Confeitaria Aloma
Rua Francisco Metrass, N.º 67
Rua Almeida e Sousa, N.º 37

(tudo em Campo de Ourique, pois está claro)

My super sweet sixteen


Mas que bem! Mas que bem!
16 mil visitas ao meu bloguezinho!

30 agosto 2012

- Com licença

- Fachavor de dizer
- Vou só ali mandar uma mergulhaça e já volto, pode ser?
- Pode sim senhora.
 
 


Digam o que disserem, não há nada como o Verão.

25 agosto 2012

As Farpas de Eça de Queirós, 1872

"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal"
Eça de Queirós
in As Farpas, 1872

24 agosto 2012

José Azevedo acaba de ganhar a Volta a França... 2002?

Diz o DN que «O ciclista norte-americano Lance Armstrong anunciou na quinta-feira que desistiu de lutar contra as acusações de dopagem que enfrenta há dez anos e pode perder os sete títulos que venceu na Volta a França.»

Ora bem...a ser verdade e se não me falha a Wikipédia memória, depois dos já longínquos tempos de glória de Joaquim Agostinho (com dois terceiros lugares e mais seis vezes nos primeiros dez), José Azevedo acaba de sagrar-se campeão do Tour de France... 2002.

Dia histórico para o ciclismo nacional...

Jose Azevedo - 2005 Tour de France - Stage Eighteen

(imagem daqui)

Olha quem acabou o curso!

Tyra Banks!

Já não lhe bastava ser das produtoras e businesswomen mais bem sucedidas dos EUA, gira que não se aguenta, simpática (parece!) e ainda precisava agora de ir para Harvard tirar o curso de Executive Education.

Realmente há quem queria ter tudo!

Tyra Banks, o diploma e o sino de Harvard

Imagem daqui.

23 agosto 2012

Homens devem ter o direito de recusar a paternidade?

Aparece hoje no site da Visão o seguinte artigo:

A tese de mestrado de um investigador da Universidade do Minho defende o direito de um homem recusar a paternidade de um filho nascido contra a sua vontade. O assunto está a incendiar os ânimos na Internet.
A lei portuguesa devia reconhecer aos homens o direito de recusar a paternidade de um filho nascido contra a sua vontade. A tese está contida na investigação "O Direito do Homem a Rejeitar a Paternidade de Filho Nascido Contra a Sua Vontade. A Igualdade na Decisão de Procriar", um trabalho de Jorge Martins Ribeiro no âmbito do mestrado em Direitos Humanos na Universidade do Minho.
Sem desvalorizar as diferenças biológicas existentes no processo de procriação, o estudo de Jorge Martins Ribeiro teve como objetivo perceber até que ponto existe uma efetiva igualdade de direitos reprodutivos entre ambos os sexos e questionar este sistema jurídico que impõe aos homens uma paternidade com a qual não concordam. O trabalho critica "a justeza da imposição de uma parental idade não desejada, assente na política do facto consumado, de imposição da paternidade a partir da verdade biológica, o que, por vezes, acabará por não servir as pessoas envolvidas, muito menos a criança".
Na óptica do investigador, é uma questão de igualdade. "Do mesmo modo que a mulher tem o direito legalmente reconhecido de abortar ou não abortar, perante uma gravidez não planeada, o homem deve poder decidir se quer ou não ser pai", sustenta.
Desde 1967 que o ordenamento jurídico português (alicerçado no direito da criança a conhecer a sua identidade e ascendência biológica) impõe a obrigatoriedade de o Estado, perante o registo de um recém-nascido sem identificação do pai, desencadear uma ação oficiosa de paternidade, mesmo se contra a vontade dos progenitores. Neste âmbito, os presumíveis pais podem ser sujeitos a um teste de ADN e, sendo este positivo, à obrigatoriedade de perfilharem a criança.
"Criou-se assim uma geração de pais à força", sustenta o investigador.
A tese de mestrado de Jorge Martins Ribeiro está a gerar um acesso debate em diversos blogues na Internet e nas redes sociais.


A bem dizer nunca tinha pensado no assunto. Não me parece pacífico e tendo a ter alguma dificuldade em dar opinião...

Estamos a falar exactamente de quê?
É de um embrião de 6 semanas? - "Desculpa lá, isto não estava previsto, parece que não me dá jeito... Mas vais a tempo de abortar, é contigo". Direitos iguais.
Ou é de "um filho nascido contra a sua vontade" mas, "Epá, estou-me aqui agora a lembrar que afinal não quero ser Pai, vou andando, amanha-te"?
Nove meses antes teria sido uma excelente altura para pensar no assunto, mas parece que devia estar ocupado...

É que discutir isto é uma coisa, sim senhor, opiniões diferentes mas amigos como dantes.
Agora meter aqui a conversa da igualdade já é algo ridículo. Mas está muito bem, vamos embora, tudo pela igualdade, mas igualdade em tudo! Portanto se calhar começávamos um bocadinho mais atrás na questão e desatávamos aqui a engravidar homens. Isso sim era a bem da igualdade!

Time's Up!, o jogo

Quem precisa de ideias para presentes ponha o dedo no ar.

Pois bem, recebi este jogo no Natal passado e recomendo vivamente - para quem já não pode ver o Party à frente, então, é o ideal! É uma caixinha compacta, leva-se bem para qualquer lado e é um jogo muito giro para passar umas horas de risota ao serão.
Chama-se Time's Up! (podem ver aqui no site) e a missão é muito simples: cada jogador tem um molho de cartas na mão e irá dar a descobrir aos seus colegas de equipa o maior numero de celebridades (reais ou de ficção) em apenas 30 segundos! Primeiro, pode descrever as personagens à vontade, apenas sem dizer o seu nome. Na segunda ronda fará o mesmo mas usando apenas uma palavra. Por fim já não se pode falar e tem se que recorrer à mímica.

Vão por mim, é super divertido! Aprende-se e puxa-se pela memória, criatividade e capacidade de improviso. Mas acima de tudo trabalham-se bem os abdominais!

Time's Up!
Jogo Time's Up!

22 agosto 2012

«As mulheres têm fios desligados», António Lobo Antunes

Há uns tempos a Joana
- Pai, acabei um namoro à homem.
Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
-Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim.
O que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
de
- Não quero mais
chegam com discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
ou declarações do género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui livrar da chata
- Custou-me mas foi
- Amandei-lhe daquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e passa-lhe
e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas e nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar
(chichi, sede, fome, a janela de que se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas,
pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarradas à gente, no ronhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é saber que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
se informam
-Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a preseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, com o Che Guevara ou eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhe caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, não lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- O problema não está em ti, está em mim
a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Shubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável, a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca.
Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que ainda não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa-se de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas? Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor que eu
levou como resposta
- Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhas. Pode ser que lhe façam falta.
Fazem de certeza: é so copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me.
Ontém jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me.

António Lobo Antunes,
in Revista Visão
de 31 de Julho de 2008
Adoro flores no cabelo...

Cabelo-primavera

Fotografia daqui.

19 agosto 2012

O meu blog é como um caderno de criança. Páginas e páginas de rabiscos. A Mãe, derretida; o Pai, babado. Ficamos por aí. Desenha-os para si, a criança. Como eu.

Chama-se quarto de espelhos porque reflecte uma parte do que sou. Quando preciso de explicar mais do que isto perde-se o encanto que só eu vejo.

Sem pretensões a Nobel da Literatura! Não tenho o dom da palavra, apenas escrevo. O que gosto e o que não gosto. E, na verdade, tenho orgulho nisso.

Sem mais razões. Sem questões por resolver, sem dúvidas filosóficas. Sem dramas existenciais, sem choros dissimulados por reconhecimento, afirmação. Sem intuito comercial - o que ganho não é palpável mas pode ser muito mais que isso.


A quem me vem visitar:
Obrigada, é um gosto receber-vos.
Gostaram? A caixa de comentários está ao dispor. Voltem sempre.
Não? Sigam, então, por favor, o vosso caminho e fechem a porta ao sair.

17 agosto 2012

novo KitKat de menta?!

Tudo bem que ainda não os provei ("Não negues à partida uma ciência que desconheces!"), mas assim à primeira vista não sei o que tencionam conseguir os senhores do KitKat com este tipo de atitudes.  Sempre ouvi dizer que não se brinca com coisas sérias...


Ainda assim, não deixa de ser engraçado estarmos a falar no "novo KitKat de menta" publicitado no último panfleto que recebi do Continente quando do outro lado do mundo se andam a lambuzar com maravilhosas delícias como são - estou certa - o KitKat de manteiga, de vinho, de abóbora ou de wasabi... ou mesmo esse petisco, o KitKat de zunda...



Por curiosidade fui mesmo a página do KitKat na Wikipédia e fiquei francamente espantada com imensa variedade de KitKats que andam para aí a inventar, senão vejam:
(Escusado será dizer que a maior parte das parvoíces vem directamente do Japão.)

"Aloe Vera"
"Aloe Yogurt"
"Annin Dofu"
"Apple"
"Apple Vinegar"
"Azuki"
"Banana"
"Beet"
"Bitter Almond"
"Black Honey"
"Black Tea"
"Blueberry"
"Blueberry Cheesecake"
"Butter"
"Bubblegum"
"Brown Sugar Kinako"
"Cacao 61%"
"Cacao 72%"
"Café Latte with Hokkaidō Milk"
"Calpis"
"Caramac"
"Cantaloupe"
"Cappuccino"
"Caramel"
"Caramel and Salt"
"Caramel Macchiato"
"Caramel Pudding"
"Carb Alternatives"
"Cheese"
"Cinnamon"
"Citrus Golden Blend"
"Citrus Pepper"
"Chocolate Banana"
"Chocolate Overload"
"Cola and Lemon squash"
"Cookies & Chocolate"
"Cookies and Milk"
"Cookies PLUS"
"Creamier Chocolate"
"Creamy Apple"
"Cucumber"
"Custard Pudding"
"Dark Chocolate"
"Dark Chocolate with Cookies for adults"
"Daigaku imo"
"English Mustard"
"Espresso"
"European Cheese"
"Exotic Kansai"
"Fine Dark"
"Framboise"
"French Salt"
"Fruit Parfait"
"Ginger Ale"
"Green Grape Muscat"
"Gold"
"Golden Peach"
"Hazelnut"
"Hascapp"
"Houjicha"
"Iced Tea"
"International Recipe"
"Itoen Juu-jitsu Yasai"
"Jasmine Tea"
"Jyagaimo"
"Kobe Pudding"
"Kinako"
"Kinako Ohagi"
"Kiwifruit"
"Kokuto"
"Lemon Chocolate"
"Lemon Vinegar"
"Lite"
"Low Carb"
"Mango"
"Mango Pudding"
"Maple"
"Matcha"
"Melon"
"Mild Bitter"
"Milk Coffee"
"Milky White"
"Mint"
"Mint Chocolate"
"Miso"
"Mixed Juice"
"Noisette"
"Orange"
"Original"
"Pancake"
"Passion fruit"
"Pepper"
"Pickled Plum"
"Pineapple"
"Pudding"
"Pumpkin"
"Pumpkin Cheesecake"
"Ramune"
"Raspberry and Passion fruit"
"Red Bean Soup"
"Relaxation Cacao"
"Rocks"
"Rose"
"Royal Milk Tea"
"Sakura"
"Sakura Macha"
"Semisweet"
"Sour Orange"
"Soy Sauce"
"Sports Drink"
"Sparkling Strawberry"
"Strawberry"
"Strawberry and Cranberry"
"Strawberry and Milk"
"Strawberry Cheesecake"
"Strawberry Cake"
"Strawberry and Potato"
"Sweet Potato"
"Tiramisu"
"Tiramisu Macha"
"Triple Berry"
"Ume Soda"
"Vanilla Bean"
"Wa Guri"
"Wasabi"
"Watermelon and Salt"
"White"
"White Creme"
"White Chocolate"
"White Peach"
"Wine"
"Yakimorokoshi"
"Yuzu"
"Yubari Melon"
"Zunda"


É triste.

Ele há coisas que me intrigam... IV

Todos os dias chega aqui ao estaminé meia duzia de portugueses à procura de arroz de marisco...

Era isto.

14 agosto 2012

falar do tempo

Mãe da 3A: Parece que quarta-feira chove...
3A: Não era terça?
Mãe da 3A: Não, é quarta. Aqui e aí. Chuva e trovoada!

Moral da história: Se há nuvens no céu e a tua Mãe não é o Antímio de Azevedo*, não te deixes enganar e leva um guarda-chuva.

* E aqui fica um grande bem-haja ao Sr. Antímio de Azevedo que tantas vezes vi na minha sala de estar e nunca me deixou apanhar uma molha como a de hoje.

Minha alegre casinha I

Arquitecto:  Marc McCollom

A Clean Modern House with a Beautiful Pool Terrace by Architect Marc McCollom   DesignRulz.com

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Fotografias daqui.

Enfim, sacrifícios.

Vivemos num país maioritariamente religioso e, como sabemos, os sacrifícios são o caminho para salvação.

Onde é que eu quero chegar com isto?
No fundo que o meu blogue vai apresentar a partir de hoje mais uma etiqueta onde vão aparecer alguns sacrifícios que eu faria de bom grado... A bem da salvação, claro.

Portanto, mandem embrulhar uma destas para mim, sff.

11 agosto 2012

PatriZia Rocha: «When a Doctor wants to live in the same body & mind as a Designer»


É claro que temos que promover as marcas nacionais, defender o que é nosso. E agora, acima de tudo, é preciso apoiar quem o faz.

A marca que aqui vos mostro inspira-me particularmente pela história que tem por detrás. PatriZia Rocha é a designer. Fashionista, arrojada, corajosa. E médica.







Muito mais do que desenhar sapatos, lembra-me que a Medicina não esgota aquilo que somos.
Mas, enfim, já agora também reservava uns clássicos para mim...

Mais para ver aqui e aqui.

09 agosto 2012

Já agora...

... para algo completamente diferente, dois anúncios que eu acho o máximo. Produção nacional, para mais tarde recordar.

O da Vodafone. "Olá Pai"

E o da Optimus. "Nem um like?"

08 agosto 2012

Prata dourada nos Jogos Olímpicos

Justifico a pausa neste paraíso idílico em que me encontro com a seguinte imagem que muito nos orgulha a todos.


Até o português mais cinzento se contenta: "pelo menos já temos mais medalhas que o Phelps!"


24 junho 2012

Vivó Sã-João

Meu amor, meu anjo,
Desde o dia em que te vi
Na noite de Sã-Jo
Ão gostei de ti. *

Não sei quem é o autor.
Acho que não preciso de dizer mais nada.


* é um dito popular, mas gostava de ter sido eu a inventar...

13 junho 2012

Ele há coisas que me intrigam... III

Se as noivas de hoje são abençoadas pelo Santo António, o que pensará ele do pormenor de 5 delas não se casarem pela Igreja?
São uma abébia ao jeito politicamente correcto do Sr. António... Costa.

04 junho 2012

A Vespa tem uma pinta descomunal

Gostava de ter uma Vespa.
Primeiro gostava de não saber o que sei e de não ter medo de andar de mota. Depois gostava de ter uma Vespa.

Bendito semáforo
 in O Alfaiate Lisboeta

Vespa LXV 125cc
 


31 maio 2012

Estudantes de Medicina saem à rua pelo futuro da Medicina em Portugal



Perto de mil estudantes de medicina concentraram-se nesta quinta-feira frente do Ministério da Saúde numa acção simbólica de protesto contra o excesso de alunos e a falta de vagas para o internato médico, fundamental para poderem exercer a profissão.

Numa acção simbólica, os estudantes vestiram batas brancas e ostentavam ao peito “senhas de espera” para poderem completar a formação em medicina. O presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), Manuel Abecassis, lamentou a “falta de articulação entre os ministérios da Saúde e do Ensino Superior”. 

Esta falta de articulação permite que mais vagas do curso de medicina sejam abertas, sem que haja depois capacidade de respostas para estes estudantes, ao nível do internato médico. O problema é que a capacidade do internato médico é de 1500 vagas, enquanto o número de estudantes a sair das faculdades nos próximos anos chega aos dois mil e vai crescer mais ainda, explicou. 

“São diplomados em medicina, que não vão poder terminar a formação”, afirmou Manuel Abecassis, acrescentando que “muitos, se calhar, vão ter que completar o curso lá fora, nos países onde isso é possível”. 

O presidente da ANEM comentou ainda as conclusões do grupo de trabalho criado pelo Governo para apresentar um conjunto de recomendações a serem aplicadas na formação médica pós-graduada, salvaguardando que apesar de algumas não irem ao encontro das expectativas dos estudantes, uma em particular recolheu a sua satisfação. “O grupo de trabalho fez uma recomendação que reflecte a nossa preocupação de reduzir e adequar as vagas em medicina, porque a qualidade da formação pré-graduada está a ser afectada pelo actual número de estudantes de medicina nas faculdades. Não vai haver capacidade para serem médicos porque não vão poder completar a formação”, disse. 

O presidente da ANEM dirigiu algumas palavras de preocupação aos colegas presentes no protesto, que reponderam efusivamente, aplaudindo e gritando palavras de ordem como “curso e internato, formação de qualidade”. Os estudantes entregaram ainda uma carta no Ministério da Saúde, a requerer uma audiência conjunta entre a ANEM e os ministros da Saúde e do Ensino Superior.

Texto da Agência Lusa in publico.pt

16 maio 2012

Parece que a poeira começa a assentar.

Os sonhos e objectivos ajustam-se às dimensões que as prioridades assumem agora tão mais claramente.

Brincam comigo porque quero comemorar tudo. Tenho a agenda cheia de razões para festejar. Desde os dias de aniversário aos 1000 meses do Avô; desde o Carnaval, Páscoa, Natal ao último dia de tratamento. Sou assim, é a forma de me obrigar a ver o melhor de cada dia.

Porque há tantas razões para nos deixarmos ir abaixo... Sem precisarmos de procurar, as pequenas dificuldades acumulam-se à medida que olhamos à volta e - não matam mas moem - pesam-nos nos ombros com mais força do que somos capazes de suportar. Às tantas vamo-nos mesmo abaixo das canetas e o mais que conseguimos e ir vivendo a meio gás. Às vezes só queremos fugir.
Mas não.
De repente, sem aviso, há algo que nos tira o chão de baixo dos pés. E é nesse dia, nessa semana... é nesses meses que percebemos que conseguimos arcar com todo esse peso e que afinal suportamos tudo como gente grande. E não vamos a lado nenhum, porque o nosso lugar é ali.

A quem está hoje onde eu me encontrei há um ano atrás: coragem.

06 maio 2012

Dia da Mãe

Conheço uma rapariga (em tempos minha amiga, há anos perdemos o contacto) de quem me tenho lembrado hoje muitas vezes. É dia da Mãe, já se está mesmo a ver que há de ser por isso.

Parece que se casou e pouco tempo depois engravidou. Até aqui tudo muito bem. A gravidez correu sem grandes percalços, tudo dentro do normal. Numa consulta de rotina pela altura do Natal chegou a pior notícia. O menino teria uma malformação cardíaca, coisa grave, complicada, prognóstico reservado, tudo o que uma Mãe não quer ter que ouvir.
O bebé nasceu. Deram-lhe um nome de conquistador, escolha perfeita. Hoje o bebé tem já meses e continua a desbravar a vida como no primeiro dia. A Mãe não desiste nunca. Não há margem para preguiça, para depressões, nada "fica para amanhã". Em tantas fotografias que tenho visto, mostra o sorriso maroto e um olhar de criança feliz, tão longe do precipício que lhe prometeram.
Vivem um dia de cada vez.
Isto é ser Mãe.

Quando for grande quero ser assim.

(Um grande beijinho para ti, I.)
Tenho a melhor Mãe do mundo.
Era só isto.


04 maio 2012

"Boca de sino" voltam em 2013?

Ou muito me engano ou pró ano voltam a usar-se calças à boca de sino...



Já fiz uma piquena prospecção das relíquias que há cá por casa e parece-me que volto a encher o armário sem gastar um tostão!...

Fotografias daqui e daqui.