15 julho 2015
14 julho 2015
Envelhecer
“Minha querida menina, no dia que você perceber que estou envelhecendo, eu peço a você para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando.
Se quando conversarmos, eu repetir a mesma coisa dezenas de vezes, não me interrompa dizendo: “Você disse a mesma coisa um minuto atrás”. Apenas ouça, por favor. Tente se lembrar das vezes quando... você era uma criança e eu li a mesma história noite após noite até você dormir.
Quando eu não quiser tomar banho, não se zangue e não me encabule. Lembra de quando você era criança eu tinha que correr atrás de você dando desculpas e tentando colocar você no banho?
Quando você perceber que tenho dificuldades com novas tecnologias, me dê tempo para aprender e não me olhe daquele jeito...lembre-se, querida, de como eu pacientemente ensinei a você muitas coisas, como comer direito, vestir-se, arrumar seu cabelo e lhe dar com os problemas da vida todos os dias...o dia que você ver que estou envelhecendo, eu lhe peço para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando.
Se eu ocasionalmente me perder em uma conversa, dê-me tempo para lembrar e se eu não conseguir, não fique nervosa, impaciente ou arrogante. Apenas lembre-se, em seu coração, que a coisa mais importante para mim é estar com você.
E quando eu envelhecer e minhas pernas não me permitirem andar tão rápido quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu lhe ofereci a minha em seus primeiros passos.
Quando este dia chegar, não se sinta triste. Apenas fique comigo e me entenda, enquanto termino minha vida com amor. Eu vou adorar e agradecer pelo tempo e alegria que compartilhamos. Com um sorriso e o imenso amor que sempre tive por você, eu apenas quero dizer, eu te amo minha querida filha.”
13 julho 2015
12 julho 2015
Resumo dos últimos dias
Casillas, filho, não chores mais. O Pintinho só te queria cá para vender mais umas camisetas. Tu se não queres, não venhas. Para a Carbonara, Carbonero, essa grande querida, vir para Portugal era coisa para lhe dar uma coisinha má, e a gente também não quer isso. E os teus paizinhos (consta que não se falam... Ainda os conheces?) que nem deviam saber da existência de um país aí ao lado, acham que isto é tudo uma grande possidonice e que depois de velho não havias de vir para um pequeno "clube de segunda B" que nem o FCP, que é coisa que lá no bairro não dá prestígio nenhum. Pelo menos uma estátua e um lugarzinho no Panteão, pois concerteza.
Agora num registo totalmente diferente.
Malta, já percebemos que são todos bué alternativos e que o Alive está a ser a melhor coisa da vida, me'mo brutal, tipo, altamente, assim quase como... Nem sei explicar. Sim, é difícil juntar palavras mas já percebi tudo: são todos montes de fans das bandas, há montes de anos, aliás, ainda eles não eram uma banda, já vocês andavam atrás deles a tirar selfies de costas para o palco. Não precisam de dizer mais nada.
A propósito de um qualquer tema polémico de hoje no facebook,
diz um senhor letrado, numa explicação demorada: "repúdio viamente"! E logo cento e tal aplaudem e gostam das suas palavras, mas nem um comenta o espalho.
Eu, que por estes mesmos motivos não me gasto por essas paragens e até as repudio - nada se aprende em caixas de comentários de redes sociais -, sinto logo um veemente asco e mudo de página.
02 julho 2015
Preciso!, já.
Ponto de exclamírgula?
Virgulão?
Quantas vezes tenho espetado coisas destas no meio dos meus textos, na ignorância de tal invenção?
Preciso que alguém me instale um destes o meu teclado!, já.
Virgulão?
Quantas vezes tenho espetado coisas destas no meio dos meus textos, na ignorância de tal invenção?
Preciso que alguém me instale um destes o meu teclado!, já.
01 julho 2015
Epá, gente...!
Tenho a janela entreaberta e ouço clac-clac-clac. Depois pára. Depois volta o clac-clac-clac. Levanto-me e vou espreitar, apenas para assistir a mais um episódio da série "Unhas". Um vizinho, de corta-unhas em punho, fazia alegremente a sua manicure à varanda, clac-clac-clac a ecoar nas paredes dos prédios vizinhos.
Folgo em saber que corta as unhas. Folgaria mais se não o fizesse à minha frente...
30 junho 2015
Mensagem divina
Saí de casa para ir para a urgência à mesma hora a que um vizinho saiu para ir para o surf. Sinto que foi o universo a dizer-me que acabou o fim-de-semana e que cada um tem o que merece.
29 junho 2015
Soube-me pela vida
Assentei arraiais a sul, neste fim-de-semana abrasador. Fui trabalhar sexta e um bom bocado de sábado (ali no belo do ar condicionado), mas tudo o resto foi folga. Há um ano que não ficava na praia até às nove da noite... Tão bom!
25 junho 2015
23 junho 2015
22 junho 2015
Surpresa!
Como já disse aí atrás algures, o meu Pai fez este ano 60 primaveras. Ora, como 60 é um número redondinho e a puxar à comemoração, toda a gente se esmerou nos presentes, particularmente a minha Mãe. Agora que as surpresas já cá estão fora, vou contar.
Desde há uns meses que a Mãe e eu andamos a puxar pela cabeça. A ideia que acabou por vencer foi a de oferecer uma viagem algures pela Europa, a acontecer na altura do aniversário de casamento. Pimbas, seriam dois coelhos com uma cajadada, infalível. Até aqui tudo muito bonito, fui ajudando, dando umas ideias, fazendo umas pesquisas e tal... O que é que acontece? Há coisa de um mês o meu Pai veio falar comigo porque gostava de marcar um fim-de-semana prolongado de surpresa para a Mãe, ali para a altura do aniversário de casamento. Say what??
Resultado, andei em modo espião secreto, undercover, a fazer jogo duplo sem ninguém saber. "Mas vê lá, sonda isso mas sem ninguém dar conta!". Um tinha uma ideia dum lado e eu ia atirar o barro à parede do outro. Foi um equilíbrio instavel, mas mesmo giro!
E no fim, o mais giro foi a incredulidade do Pai ao receber os bilhetes de avião... para a viagem que andava a preparar em segredo!
Resultado, andei em modo espião secreto, undercover, a fazer jogo duplo sem ninguém saber. "Mas vê lá, sonda isso mas sem ninguém dar conta!". Um tinha uma ideia dum lado e eu ia atirar o barro à parede do outro. Foi um equilíbrio instavel, mas mesmo giro!
E no fim, o mais giro foi a incredulidade do Pai ao receber os bilhetes de avião... para a viagem que andava a preparar em segredo!
21 junho 2015
20 junho 2015
Pum!
Não cheguei a conhecer o meu Avô materno. Não que tivesse partido muito cedo, mas a minha Mãe é a mais nova da catrefada de filhos que ele teve e um coração não aguenta tanta emoção por muito tempo. Por isso, antes de eu nascer já tinha ido pregar para outra freguesia. 1-0.
Como a originalidade não era coisa que abundasse naquela altura, tive direito a duas avós com o mesmo nome. Maria Augusta, Avó de Coimbra; Maria Augusta, Avó de Lisboa. Curiosamente ambas professoras primárias (ui!).
A Avó de Coimbra viveu para lá dos 90 anos, sempre calma e serena, sempre a Mãe da Mãe, com todo o respeito que o posto merece, ainda que tivesse sofrido com as tropelias dos netos (às quais não escapava, mas também não fugia). Mas aos meus 17 anos percebi que isto da vida também nunca é uma partida para ganhar, apenas "to enjoy the ride", e ela lá foi. 2-0.
Agora vem a parte boa (e a provar que a genética cá de casa é qualquer coisa de impressionante). Hoje, precisamente uma semana depois de a Avó de Lisboa fazer 94 anos (a bater recordes desde 1921), é a vez do meu terceiro Avô bater a barreira dos 90, que nada fica a dever à espectacularidade de bater a barreira do som. Pum!
Parabéns Avô!
Como a originalidade não era coisa que abundasse naquela altura, tive direito a duas avós com o mesmo nome. Maria Augusta, Avó de Coimbra; Maria Augusta, Avó de Lisboa. Curiosamente ambas professoras primárias (ui!).
A Avó de Coimbra viveu para lá dos 90 anos, sempre calma e serena, sempre a Mãe da Mãe, com todo o respeito que o posto merece, ainda que tivesse sofrido com as tropelias dos netos (às quais não escapava, mas também não fugia). Mas aos meus 17 anos percebi que isto da vida também nunca é uma partida para ganhar, apenas "to enjoy the ride", e ela lá foi. 2-0.
Agora vem a parte boa (e a provar que a genética cá de casa é qualquer coisa de impressionante). Hoje, precisamente uma semana depois de a Avó de Lisboa fazer 94 anos (a bater recordes desde 1921), é a vez do meu terceiro Avô bater a barreira dos 90, que nada fica a dever à espectacularidade de bater a barreira do som. Pum!
Parabéns Avô!
19 junho 2015
18 junho 2015
A vida inteira na ponta dos dedos
As histórias clínicas que escrevo, são com a ponta dos dedos. As receitas de passo, são com as pontas dos dedos.
Os sms e e-mails que envio, são com as pontas dos dedos.
Nos jornais electrónicos, nas redes sociais, tudo me chega na ponta dos dedos.
Os pratos que cozinho, a comida que aqueço, faço tudo com a ponta dos dedos.
Ao fim do dia dou por mim a estudar um molho de folhas de papel e a tentar insistentemente passar para baixo ou para cima com a ponta dos dedos. Claro que não funciona e eu sinto-me mais irritada do que estúpida. Não por perceber imediatamente o erro, mas porque o raio da folha bloqueou outra vez, "que chatice, é sempre a mesma coisa"...
Os sms e e-mails que envio, são com as pontas dos dedos.
Nos jornais electrónicos, nas redes sociais, tudo me chega na ponta dos dedos.
Os pratos que cozinho, a comida que aqueço, faço tudo com a ponta dos dedos.
Ao fim do dia dou por mim a estudar um molho de folhas de papel e a tentar insistentemente passar para baixo ou para cima com a ponta dos dedos. Claro que não funciona e eu sinto-me mais irritada do que estúpida. Não por perceber imediatamente o erro, mas porque o raio da folha bloqueou outra vez, "que chatice, é sempre a mesma coisa"...
16 junho 2015
"Sábado não posso"
Meus amigos, eu sei que as nossas vidas são muito preenchidas e que as nossas agendas são assim do mais ocupado que pode haver: uns com jantaradas e saídas (grandes vidas), outros com o raio da vida social das criancinhas a lixar minar tudo (coisinhas mai' lindas da tia!), e outros com os anos da avó, da tia, da prima, do cão e do periquito. E mais os que têm cursos e formações a toda a hora - esta sou eu... enfim, cada um faz o que pode. Portanto, quem nunca viveu (ou causou) este drama, ponha o dedo no ar! [a ver se cai um donut, lembram-se?].
Solução? Não há. A minha teoria é que se queremos ir jantar juntos, temos que marcar muitas vezes, porque entre os que vão duma vez e os que vão doutra, a gente vai-se vendo e até pode ser que um dia (quando chegarmos à reforma, se houver) nos encontremos todos ao mesmo tempo. Não acredito, mas vale a pena sonhar.
Solução? Não há. A minha teoria é que se queremos ir jantar juntos, temos que marcar muitas vezes, porque entre os que vão duma vez e os que vão doutra, a gente vai-se vendo e até pode ser que um dia (quando chegarmos à reforma, se houver) nos encontremos todos ao mesmo tempo. Não acredito, mas vale a pena sonhar.
15 junho 2015
14 junho 2015
Ouvi falar naquela ideia de os miúdos deixarem de ter três meses de férias
E acho muito bem! Quem é que gostava de ter três meses de férias?? Alguém andava um ano inteiro a sonhar com as férias grandes?? Por favor!... A seca que era poder dormir até tarde, ir para a praia, ou passear, ou simplesmente giboiar a tarde toda... A chatice de não ter nada para fazer, poder ler um livro, olhar para o mar, caminhar na serra. E o desagradável que era ter tempo para conversar, para brincar, para namorar. Para quê?
Mas querem acabar com aqueles três meses, pois muito bem, deixem-lhes umas semanas no verão e troquem o resto por tempo durante o ano lectivo. Troquem por horas para ir aprender uma língua, um instrumento, praticar um desporto, para fazerem voluntariado. Acabem com a carga horária pesada e dêem-lhes tempo para escolher! Deixem-nos ter tempo para sonhar com o futuro, ter planos e projectos; tirem-lhes o stress de pensar nos exames todas as horas de todos os dias. Permitam-lhes tempo de qualidade com as famílias (essa coisa estranha e totalmente desvalorizada nos dias que correm...). Deixem-nos ser crianças e jovens! Se não o forem agora, quando poderão sê-lo?
13 junho 2015
12 junho 2015
O Santo António
Ao longo dos anos, o nosso Santo Antoninho tem abençoado Lisboa e quem é devoto tem-lhe um especial carinho. Refiro-me ao do altar, bem entendido... E, por isso, estes dias são de festa por toda a cidade.
São os arraiais, é meia Lisboa a sair à rua e a comer sardinhas com a mão (e com a cara, e com a roupa, porque é tudo uma grande chafurdice). São elas a dançar com elas e as outras a dançar com bêbados e depois tudo ao mesmo tempo, num comboio interminável ao som da maior pimbalhada possível. Por cá não há martelinhos nem alhos porros, mas há muita festa e alegria e toda a gente se diverte!
São as noivas de Santo António, que têm muito que se lhe diga. É verdade que os vestidos das modas passadas, as garras de gel e todo o ambiente foleirote que se tem montado à sua volta acaba por estragar um bocadinho a beleza da coisa, mas basta ver os casais do antigamente e o orgulho que têm em dizer que foram noivos de Santo António. Porque não há coisa mais lisboeta que casar a 13 de Junho e descer a Avenida de braço dado com o novo marido!
São as marchas populares, que há décadas fazem jus ao nome e que nunca verdadeiramente quiseram ser um pseudo-carnaval brasileiro (graçazadeuz!). São as varinas de socas e saias rodadas e os moços que as acompanham a abanar a anca ao som da banda do município. Podia dizer que ter um dente a menos é condição sine qua non para se entrar na marcha; podia dizer que a verruga e a unha comprida do mindinho são sempre prós, mas não digo. Digo só que na noite de Santo António "a avenida é liiiindaaaa!".
São as grinaldas coloridas e os manjericos penteados em altas permanentes, com as frases nas bandeirinhas (agora até traduzidas, para inglês ver) e quem não tem um manjerico em casa não é "filho de boa gente"!
E são os aniversários do Pai e da Avó, lisboetas de gema, alfacinhas há 60 e 94 anos, respectivamente. Por isso hoje vai haver sardinhas e sangria e bolo de anos e presentes! Tudo coisas de que eu não gosto nada...! Como está bom de ver, qualquer tradição me puxa um bocadinho ao sentimento é esta não é excepção. E por tudo isto, para mim hoje a festa é a triplicar! Hip, hip, urra!
São os arraiais, é meia Lisboa a sair à rua e a comer sardinhas com a mão (e com a cara, e com a roupa, porque é tudo uma grande chafurdice). São elas a dançar com elas e as outras a dançar com bêbados e depois tudo ao mesmo tempo, num comboio interminável ao som da maior pimbalhada possível. Por cá não há martelinhos nem alhos porros, mas há muita festa e alegria e toda a gente se diverte!
São as noivas de Santo António, que têm muito que se lhe diga. É verdade que os vestidos das modas passadas, as garras de gel e todo o ambiente foleirote que se tem montado à sua volta acaba por estragar um bocadinho a beleza da coisa, mas basta ver os casais do antigamente e o orgulho que têm em dizer que foram noivos de Santo António. Porque não há coisa mais lisboeta que casar a 13 de Junho e descer a Avenida de braço dado com o novo marido!
São as marchas populares, que há décadas fazem jus ao nome e que nunca verdadeiramente quiseram ser um pseudo-carnaval brasileiro (graçazadeuz!). São as varinas de socas e saias rodadas e os moços que as acompanham a abanar a anca ao som da banda do município. Podia dizer que ter um dente a menos é condição sine qua non para se entrar na marcha; podia dizer que a verruga e a unha comprida do mindinho são sempre prós, mas não digo. Digo só que na noite de Santo António "a avenida é liiiindaaaa!".
São as grinaldas coloridas e os manjericos penteados em altas permanentes, com as frases nas bandeirinhas (agora até traduzidas, para inglês ver) e quem não tem um manjerico em casa não é "filho de boa gente"!
E são os aniversários do Pai e da Avó, lisboetas de gema, alfacinhas há 60 e 94 anos, respectivamente. Por isso hoje vai haver sardinhas e sangria e bolo de anos e presentes! Tudo coisas de que eu não gosto nada...! Como está bom de ver, qualquer tradição me puxa um bocadinho ao sentimento é esta não é excepção. E por tudo isto, para mim hoje a festa é a triplicar! Hip, hip, urra!
11 junho 2015
10 junho 2015
08 junho 2015
Lembrem-se desta fotografia sempre que pensarem em deitar lixo para o chão.
Photo credit: Rescued in 1993, Peanut the red-eared slider had a plastic six-pack holder embedded in her shell. / Missouri Department of Conservation
07 junho 2015
Dei de caras com isto
Tropecei há dois minutos nesta fotografia.
Pertence à empresa Cavalos na Areia, que organiza passeios a cavalo (e de bicicleta e de caiaque) na Comporta. Vai tão rapidamente para a minha wishlist que nem sei! Que gosto de praia não é novidade... O mal aqui é esta mania que eu tenho de que um dia ainda hei-de andar a cavalo como gente grande...
04 junho 2015
Falou e disse.
"Bem sei que vós não quereis saber da minha profunda reflexão sobre o assunto mas mesmo assim confesso, a propósito da campanha progressista estilo movimento pró-vida contra comer caracóis e matar traças, que já fiz 100 km para comer perdiz frita em banha de porco preto; desvio-me da autoestrada até Pinhão para comer costela com feijoca; não resisto a uma posta mirandesa; já fui ao Tua só para comer peixe fresco frito do rio no Calça Curta; já apanhei polvos, de camaroeiro e isco - sardinha, e fiz com eles um arroz de pimentos que faria sorrir a rainha de Inglaterra; como caracóis, se tiverem muitos oregãos e um vinho branco gelado e muitos amigos à volta a dizer parvoíces; mato traças e melgas, batendo sonoras palmas. E tenho a minha quota diária de ouvir pessoas sem noção, sem bom senso, sem razão, sem tino já preenchidissima - transbordou, não cabe mais nenhum."
Raquel Varela
02 junho 2015
Fartei
Pronto, desisto. Estou farta de ouvir falar do Game of Thrones e não fazer a mínima ideia do que estão a falar. Nem os Lanister, nem o anão, nem coisa nenhuma. Vou pôr isto à prova e ver um episódio. Logo vos digo.
01 junho 2015
Foi uma festa, este fim-de-semana!
Foram 24 horas de prova.
Foram mil e tal voltas.
Foram trinta equipas, duzentos e tal pilotos.
Foram quarenta e poucos turnos.
Foi uma pole position sacada a ferros.
Foi um 14º lugar tranquilo.
Foi uma Batalha e foi uma festa!
26 maio 2015
25 maio 2015
Coisas que (não) acontecem
Num dos eventos a que fui este fim-de-semana, aconteceu uma coisa interessante.
À porta da casa de banho das senhoras, o habitual: uma fila de gente de perna cruzada, que chegava quase a Marte.
Do lado dos homens a coisa fluía melhor: entra - faz - sai. Tudo normal. Aliás, fluía de tal maneira que entupiu e fluiu tudo cá para fora. Claro que teve que entrar a equipa de mergulhadores para limpar o chavascal em que aquilo se transformou... E, pronto, em menos de nada havia uma outra fila igualmente longa, paralela à das senhoras, cheia de contestatários! Que parecia impossível, que homem que é homem não faz fila à porta da casa de banho, que se era para aquilo, antes fazer pelas pernas abaixo, que ali é que não ficavam! Mas ficaram, muito divertidos - feitos parvos porque se tivessem que fazer fila de cada vez que queriam ir à casa de banho, já não achavam tanta gracinha. Bom, claro que em menos de nada já a casa de banho estava operacional e eles deram cabo da fila que foi um instantinho...
Ainda assim, foi extremamente divertido! Não conheço muitas pessoas que já tenham visto uma fila de homens a porta de uma casa de banho pública... Um fenómeno!
21 maio 2015
20 maio 2015
De elefante
Parece anedota (que parece!), mas ainda ontem aconteceu à minha frente.
Uma senhora dos seus 80 anos, muito bem posta, vem à consulta de ginecologia. Naturalmente, deixa o marido à porta, aguardando. Fazem-se-lhe as perguntas da praxe, se tem doenças conhecidas, se tem alergias, se toma medicamentos...
- Tomo, sim, Sra. Dra.
- E trouxe-os?
- Ah, não!
- E os nomes, sabe-os?
- Sei sim!
- Diga, então.
- Olhe, tomo um para a memória.
- Qual é?
- Ah, o nome não me lembro...
- E os outros?
- ... ... ... Olhe, dos outros também não me lembro.
Eficazes, estes comprimidos para a memória...
18 maio 2015
Bicampeão nacional
Claro que fui comemorar o 34º! Esperei que a equipa aterrasse e ala para o Marquês. Cantou-se, saltou-se, gritou-se e agitaram-se os cachecóis. Marquês ao rubro, grande festa! Depois uns idiotas decidiram entrar em modo arruaceiro, pegaram-se à pancada e eu voltei para casa. Foi uma grande festa, enquanto foi festa. E agora, rumo ao 35 que para o ano há mais!
14 maio 2015
13 maio 2015
A propósito do vídeo das miúdas que batem no rapaz
Tenho que admitir que só vi os primeiros minutos e me senti absolutamente esmagada. Mais que vergonha ou pena, senti-me triste. Talvez não devesse dizer isto, mas o que passa pela cabeça daquelas duas pessoas interessa-me muito pouco. A facilidade com que maltratam outra pessoa... Não sei de quem é a culpa (é da sociedade, é da genética, é do que quiserem), mas sei que quem chega a este nível de baixeza terá certamente muita dificuldade em vir a ser alguém decente.
Interessa-me, sim, aquele rapaz (e todos os outros e outras que vão passando pelo mesmo) porque me custa verdadeiramente sequer pensar no sítio escuro onde está. Entrou em modo de sobrevivência, é certo, não reagindo ao ataque. Mas o que sente uma pessoa que se vê nesta situação de pura vulnerabilidade é assustador só de pensar. E só pode deixar marcas que não se esquecem... Mas espero que o tornem mais forte.
Sei que não se aprende nada em caixas de comentários, mas incomodou-me também a forma leviana com que alguns diziam "se fossem minhas filhas sabia bem o que lhes fazia!", porque todos eles são filhos de alguém que talvez até tenha dado o melhor de si durante todos estes anos. Mas principalmente porque vendo aqueles primeiros minutos senti que estaria de cabeça perdida fosse meu filho o rapaz ou as raparigas e em nenhum dos casos saberia o que fazer.
Até tenho um nó na garganta.
Interessa-me, sim, aquele rapaz (e todos os outros e outras que vão passando pelo mesmo) porque me custa verdadeiramente sequer pensar no sítio escuro onde está. Entrou em modo de sobrevivência, é certo, não reagindo ao ataque. Mas o que sente uma pessoa que se vê nesta situação de pura vulnerabilidade é assustador só de pensar. E só pode deixar marcas que não se esquecem... Mas espero que o tornem mais forte.
Sei que não se aprende nada em caixas de comentários, mas incomodou-me também a forma leviana com que alguns diziam "se fossem minhas filhas sabia bem o que lhes fazia!", porque todos eles são filhos de alguém que talvez até tenha dado o melhor de si durante todos estes anos. Mas principalmente porque vendo aqueles primeiros minutos senti que estaria de cabeça perdida fosse meu filho o rapaz ou as raparigas e em nenhum dos casos saberia o que fazer.
Até tenho um nó na garganta.
05 maio 2015
22 abril 2015
21 abril 2015
Neste país de treinadores de bancada,
tooooda a minha gente tem opinião sobre tudo. Toda a malta é especialista em temas. Parece uma peixaria: é posta de pescada para aqui, posta de pescada para ali. O pseudo-conhecimento de causa com que se expressam, confere-lhes o direito de expôr demoradamente opiniões sobre assuntos. E dizem coisas, imensas coisas, não fosse acontecer a verdadeira desgraça que seria não conhecerem aprofundadamente algum tema. Isso é que não! Para mim, não é mais do que o nacional desenrrascanso aplicado à conversa de café. " ui, política do Bangladesh? Conheço perfeitamente! Blá, blá, blá..." E vai de encher chouriços durante 5 minutos.
Não é de agora este meu deslumbramento sobre os conhecedores de tudo. Eu, que exagero na direcção oposta, tenho alguma vergonha alheia quando assisto a estes displays narcísicos porque, na verdade, me parece uma característica que serve muito bem o propósito de se colocarem lá no topo do pedestal social, tal é o cabedal intelectual demononstrado. A não ser que haja alguém na sala com algum (algunzinho) conhecimento na área sobre a qual discorrem naquele momento. Aí é que a porca torce o rabo... E eu me rio.
Não é de agora este meu deslumbramento sobre os conhecedores de tudo. Eu, que exagero na direcção oposta, tenho alguma vergonha alheia quando assisto a estes displays narcísicos porque, na verdade, me parece uma característica que serve muito bem o propósito de se colocarem lá no topo do pedestal social, tal é o cabedal intelectual demononstrado. A não ser que haja alguém na sala com algum (algunzinho) conhecimento na área sobre a qual discorrem naquele momento. Aí é que a porca torce o rabo... E eu me rio.
20 abril 2015
Raisparta a minha vida
Tinha uma viagem de comboio para fazer, nada de especial, duas horas que ía aproveitar para estudar. Trouxe o IPad com artigos descarregados para o Acrobat reader, não fosse o Wi-Fi da cp também estar de greve. Mulher prevenida vale por duas! Tudo teria corrido bem não fosse esta mulher ser a maior florinha de estufa de que há memória.
Correu mal ainda antes de começar. Fui comprar o bilhete com 5 dias de antecedência, sabia lá que já só apanhava um lugar de costas, no corredor e no último comboio da tarde! Enfim, pelo menos tinha bilhete e havia de chegar mesmo, mesmo à hora que precisava. Se o comboio não tivesse vindo com meia hora de atraso, claro. Mas o raio do Alfa anda para chuchu e havia de passar rápido... Ou não: logo havia de vir devagar, devagarinho, os travões a chiar e parando não sei quantas vezes. Manteve os trinta minutos de atraso, com não sei quantas pessoas à minha espera... Mas, enfim, voltando atrás, não havia de ser nada, vir aos solavancos de costas e na coxia! Pelo menos espreitava as vistas. Não, não espreitava. O meu lugar era daqueles em que só via parede. O bocadinho da janela estava ocupado pela cabeçorra do meu vizinho do lado... Ainda peguei nos textos - cheia de boas intenções - mas fiquei logo enjoada que nem um carapau (um carapau enjoado, bem entendido). E assim fiquei até meia hora depois de ter posto o pé em terra firme, sempre com aquela sensação de quem navega vagalhões em mar alto. Ou então sou uma mariquinhas desgraçada.
Qualquer das hipóteses é tão agradável.
Correu mal ainda antes de começar. Fui comprar o bilhete com 5 dias de antecedência, sabia lá que já só apanhava um lugar de costas, no corredor e no último comboio da tarde! Enfim, pelo menos tinha bilhete e havia de chegar mesmo, mesmo à hora que precisava. Se o comboio não tivesse vindo com meia hora de atraso, claro. Mas o raio do Alfa anda para chuchu e havia de passar rápido... Ou não: logo havia de vir devagar, devagarinho, os travões a chiar e parando não sei quantas vezes. Manteve os trinta minutos de atraso, com não sei quantas pessoas à minha espera... Mas, enfim, voltando atrás, não havia de ser nada, vir aos solavancos de costas e na coxia! Pelo menos espreitava as vistas. Não, não espreitava. O meu lugar era daqueles em que só via parede. O bocadinho da janela estava ocupado pela cabeçorra do meu vizinho do lado... Ainda peguei nos textos - cheia de boas intenções - mas fiquei logo enjoada que nem um carapau (um carapau enjoado, bem entendido). E assim fiquei até meia hora depois de ter posto o pé em terra firme, sempre com aquela sensação de quem navega vagalhões em mar alto. Ou então sou uma mariquinhas desgraçada.
Qualquer das hipóteses é tão agradável.
19 abril 2015
17 abril 2015
O maravilhoso mundo das despedidas de solteira
(Um parêntesis, já de início, para dizer que dentro deste tema em particular não tenho, na verdade, grande experiência, ainda que já tenha ajudado a montar festas surpresa e ainda que há poucos anos tenha posto de pé nada menos do que o meu baile de finalistas. E meu é como quem diz... Meu e de mais duzentas e tal pessoas. Tudo bem, já preparei uma ou outra, mas admito que o campo das despedidas de solteira não é o meu forte... O que relato é um resumo do que já vi, do que já vivi e do que me têm contado. É o maravilhoso mundo das despedidas de solteira)
Bom,
mune-se, uma pessoa, da sua melhor capacidade diplomática e avança. Emparelha-se com uma ou duas amigas e, juntas, puxam pela cabeça e imaginam e sugerem. Mas, nada. Pesquisam e pensam mais e sugerem outra vez, mas novamente lhes cortam as vazas. Porque dá trabalho, porque é lame e 'para quê?, que chatice'. Vai a homenageada e, completamente fora destas conversas obscuras, comenta que gostaria de ter uma ou duas coisas no seu dia. Óptimo, vamos a isso! Pensa-se em como por tudo em prática e apresentam-se os planos. Que não, que é 'completely last season', que não gostam. Respira-se fundo, porque os fait divers não interessam nada e isto vai mesmo para a frente.
Enfim,
apesar das mazinhas, das sonsinhas e das que deitam achas para a fogueira - sempre com um sorriso, dando um arzinho da sua graça -, respira-se fundo mais uma vez, mas não se consegue evitar ficar triste com tudo isso. Não sei qual é a ideia... acalmem-se!, por muito que vos custe, este não é o vosso dia! Durante meses mantém-se a cordialidade, engolem-se sapos. Porque é preciso levar as coisas até ao fim.
Resumindo,
escolhem-se as batalhas e avança-se nesse sentido. Deixam-se cair as outras discussões porque, com muita pena, não se é capaz de ganhar a guerra toda.
Mas sabemos que ela vai gostar, porque a conhecemos e sabemos que há-de ficar feliz por estar com as suas amigas, independentemente de todo o folclore.
Bom,
mune-se, uma pessoa, da sua melhor capacidade diplomática e avança. Emparelha-se com uma ou duas amigas e, juntas, puxam pela cabeça e imaginam e sugerem. Mas, nada. Pesquisam e pensam mais e sugerem outra vez, mas novamente lhes cortam as vazas. Porque dá trabalho, porque é lame e 'para quê?, que chatice'. Vai a homenageada e, completamente fora destas conversas obscuras, comenta que gostaria de ter uma ou duas coisas no seu dia. Óptimo, vamos a isso! Pensa-se em como por tudo em prática e apresentam-se os planos. Que não, que é 'completely last season', que não gostam. Respira-se fundo, porque os fait divers não interessam nada e isto vai mesmo para a frente.
Enfim,
apesar das mazinhas, das sonsinhas e das que deitam achas para a fogueira - sempre com um sorriso, dando um arzinho da sua graça -, respira-se fundo mais uma vez, mas não se consegue evitar ficar triste com tudo isso. Não sei qual é a ideia... acalmem-se!, por muito que vos custe, este não é o vosso dia! Durante meses mantém-se a cordialidade, engolem-se sapos. Porque é preciso levar as coisas até ao fim.
Resumindo,
escolhem-se as batalhas e avança-se nesse sentido. Deixam-se cair as outras discussões porque, com muita pena, não se é capaz de ganhar a guerra toda.
Mas sabemos que ela vai gostar, porque a conhecemos e sabemos que há-de ficar feliz por estar com as suas amigas, independentemente de todo o folclore.
16 abril 2015
14 abril 2015
11 abril 2015
08 abril 2015
07 abril 2015
Cada minuto que passa é menos um minuto que falta
Os vintes já sei como são. Para mim estão a acabar, independentemente da minha vontade, que ficava aqui de bom grado. Mas para mim, dizia, estão a acabar e por isso tenho que aproveitar ao máximo os dias que ainda aqui me restam. Foram, talvez, mal aproveitados, porque podia ter passeado muito mais, visto muito mais pores do sol, ouvido muito mais a rebentação das ondas, comido muitos mais chocolates e coisas boas, olhado e visto muito mais os meus. Desperdicei imensos minutos dos meus vintes a perdê-los, assim, tão simplesmente. Talvez porque a consciência que me prega ao chão (não que me pese, porque não pesa muito, mas porque me mantém com os pés incrivelmente colados à terra) me dificulte os voos que poderia ter feito. Angústia. Apesar disso, e ainda que tenha nascido assim velha, essa crua verdade obriga-me a abrandar (travar, mesmo, às vezes) e a envelhecer mais lentamente por vontade própria. Quero, por isso, acreditar que ainda tenho montes e montes de tempo para viver - só assim isto faz sentido. Não por oposição a morrer, mas como o acto de fazer a mais absoluta coisa que temos - apenas e só, Viver.
06 abril 2015
Abril
Acabou-se o bom tempo... Ainda bem que não guardei o edredon e a colcha. Raispartam as "águas mil"!
05 abril 2015
Alô Rússia!
Amigos que me lêem na Rússia,
Antes de mais um grande "pravda" para todos vós. Sei que não faz sentido, mas é a única palavra que conheço nas línguas eslavas. Da mesma maneira, suponho que também não percebam patavina - patavinski - do que escrevo aqui. Daí que me tenha surgido esta grande dúvida: como é que a Rússia constitui o segundo país onde mais pessoas lêem o meu blog? Saciem, por favor, a minha enorme curiosidade porque amanhã tenho que acordar cedo e com tal inquietação não vou conseguir pregar olho...
Agradecida.
04 abril 2015
Andei na Vogue a espreitar as modas.
Não sei quem é, mas... Uau!
Elegantésima, como sempre.
Olha esta, coitada, fartou-se de ser a mais gira da festa. Não sei a quem roubou a rede da pesca e só espero que o papagaio não tenha sofrido.
Modelito de viúva negra.. Nop.
O que é aquilo? Já vi ninhos de rato mais bem arranjados...
Olha só o que um vestidinho sóbrio não faz pela elegância de uma pessoa, hã?
Gira, gira!
Humm, nã.
Não é para todas, claramente, mas nela... Que vestidão espectacular, sim senhora!
Uau!
Oh no they didn't!
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