09 março 2015

Nem vê-los

Desde que a mononucleose atacou cá em casa que estamos em greve de beijos.
Nao me apetece falar muito nisso, não me apetece pensar muito nisso.
Porque queria só um. Porque tenho saudades.




O sorrisinho do dia #11


08 março 2015

Queria começar a pensar no verão, mas não posso

O Dia da Mulher não é receber uma flor cor-de-rosa à saída do restaurante. Não é ter 30% de desconto em cuecas e soutiens, nem a oferta dum pacote de cremes. O Dia da Mulher é aquele em que nos lembramos que somos privilegiadas por ter uma família que nos apoia, um homem que nos respeita, amigos e colegas que nos acompanham e defendem.
Não é assim para todas. E entre as que se escondem por não poder lutar mais e as que lutam e sofrem todos os dias das suas vidas, está a razão para ainda ser (tão) preciso haver um dia para pensar.

E para o mulherio não vai nada, nada, nada

Enquanto elas não puderem escolher ficar em casa a educar as crianças.
Enquanto elas não forem reconhecidas pelo seu trabalho.
Enquanto elas forem apontadas por sair e ser o sustento da casa.
Enquanto elas tiverem que escolher entre ter filhos e ter uma carreira.
Enquanto em algum sítio elas não puderem escolher, não puderem votá-lo não puderem ser escolhidas pelo seu valor.
Enquanto elas forem vítimas de algum deles é sofrerem (e morrerem) à pancada.
Enquanto alguma delas for violada, mutilada, vendida, descriminada, rebaixada.

Enquanto elas não puderem ser tanto ou tão pouco como eles, faz todo o sentido haver um Dia da Mulher.

07 março 2015

Fosse isto futebol

e não se falava noutra coisa. Haveria entrevistas a todos os jogadores, mais o treinador, a cozinheira e o roupeiro. Durante 3 dias andava tudo inchado, toda a malta comentava e estava-se feliz.

Mas como é só um português a tornar-se campeão europeu no triplo salto, ninguém liga. Afinal aquilo nem bola tem!


Parabéns grande Nelson Évora!

A única coisa pior do que os pinheiros pendurados no retrovisor...

são os pinheiros pendurados no retrovisor, semi enfiados no plástico. Para não se gastarem.

05 março 2015

A culpa das otites

Num serviço de urgência pediátrica aprende-se sempre qualquer coisa.
Há dias recebi um menino com uma dor no ouvido, que não o deixava dormir. O rapaz já não era novo nestas andanças e esperava calmamente a observação. A prima que o acompanhava, por seu lado, andava de um lado para o outro e reclamava com tudo.
- Anda sempre nisto, estou farta de lhe dizer, sempre com esta porcaria!
O rapaz, como que envergonhado, enfia-se debaixo do capuz da camisola. Mas leva imediatamente uma palmada!
- Tira isso! Estou farta de te dizer que o capuz faz otites!

I'll be there for you

So no one told you life was gonna be this way
Your job's a joke, you're broke, your love life's D O A
It's like you're always stuck in second gear
When it hasn't been your day, your week
Your month or even your year but

I'll be there for you
(When the rain starts to pour)
I'll be there for you
(Like I've been there before)
I'll be there for you
('Cause you're there for me too)

You're still in bed at ten and work began at eight
You've burned your breakfast so far things are going great
Your mother warned you there'd be days like these
But she didn't tell you when the world
Has brought you down to your knees that

I'll be there for you
(When the rain starts to pour)
I'll be there for you
(Like I've been there before)
I'll be there for you
('Cause you're there for me too)

No one could ever know me, no one could ever see me
Since you're the only one who knows what it's like to be me
Someone to face the day with, make it through all the rest with
Someone I'll always laugh with
Even at my worst, I'm best with you, yeah

It's like you're always stuck in second gear
When it hasn't been your day, your week
Your month, or even your year

I'll be there for you
(When the rain starts to pour)
I'll be there for you
(Like I've been there before)
I'll be there for you
('Cause you're there for me too)

01 março 2015

Eterna desilusão

Por mais 'mesas redondas' a que vá assistir, ficarei sempre na expectativa de ver se a mesa é mesmo redonda.
Obrigada, Senhor, por me teres enviado no último dia de congresso um prelector que conhece a diferença entre "aderência" e "adesão" à terapêutica.

27 fevereiro 2015

Preto e azul ou branco e dourado?

Tanta conversa sobre a cor do vestido e ninguém é capaz de dizer como ele é feio!

Trrrimmmm

Mea culpa, porque sou intolerante com os pontapés que ferem a minha língua. Mas é feio, senhores! Podem até estar a dizer maravilhas dignas de Nobel, que na minha cabeça soa logo uma sirene mal me apercebo de uma dessas pérolas.

Pois que hoje estou numa conferência científica com centenas de participantes e há uma hora que só ouço campainhas...

01 fevereiro 2015

Wink

A quantidade astronómica de blogs que pululam por aí, leva-me a concluir que a indústria dos diários fechados a cadeado só pode estar pelas ruas da amargura. Quer seja por uma vontade enorme de fazer nascer uma Pipoca (ainda) mais doce, ou pelo simples gosto de encher de palavras uma folha em branco, o certo é que a maioria passam perfeitamente incógnitos. O que me faz pensar que virtualmente cada um de nós tem o seu blog, tipo nação de "população = 1", onde espraia a sua fértil imaginação, seja lá para onde ela for (sendo que as mais das vezes não vai a lado nenhum).
Por isso me ri desta ideia de t-shirt, que nem um "eu sei que tu sabes". Wink.


31 janeiro 2015

Oh sorte!

Nada se passou neste blog desde 2014, mas na vida real a música é outra.
2014 foi um ano mau. Doenças muitas, sustos grandes e angústias várias. Uma merda. Desculpem, não há outro nome.
2015 começou com a promessa de melhores dias, mas até agora não tem cumprido.

Tenho um verdadeiro medo de levantar a cabeça e olhar em diante. Sempre que respiramos fundo e pensamos no futuro... acontece mais alguma. O melhor será não ambicionar mais do que o que a sorte nos vá trazendo. Expectativas poucas, para a queda custar menos. A ver se o azar se esquece de nós.

15 dezembro 2014

E depois da crise de 1385, a dos 40

"Estou na mesma. Aquece-me aqui uma dor... começa-se-me na cabeça, é o braço que não alebanta, bai por aqui, fervilha aqui de lado e quando estala... bai lá bai! E depois o coração não responde as expectativas. É isto tudo! Sinto que é a crise dos 40."

02 dezembro 2014

Eu que não gosto nada da "Colecção Outono - Inverno" da vida,

até acho que hoje esté um dia como deve ser. Frio, mas não demasiado, vento - mas pouco - e Sol! (esse nunca seria demais...).
Se é para ser, que seja assim!

17 novembro 2014

É muito isto...

É triste assistir ao sofrimento duns pais que fizeram tudo o que estava ao seu alcance (e mais) e vêem a sua filha partir.
Já da chinfrineira que se criou em redor... no fundo o que penso é isto:


31 outubro 2014

Balada astral, Miguel Araújo

Quando Deus pôs o mundo
E o céu a girar
Bem lá no fundo
Sabia que por aquele andar
Eu te havia de encontrar

Minha mãe, no segundo
Em que aceitou dançar
Foi na cantiga
Dos astros a conspirar
Que do seu cósmico vagar

Mandaram o teu pai
Sorrir pra tua mãe
Para que tu
Existisses também

Era um dia bonito
E na altura, eu também
O infinito
Ainda se lembrava bem
Do seu cósmico refém

Eu que pensava
Que ia só comprar pão
Tu que pensavas
Que ias só passear o cão
A salvo da conspiração

Cruzámos caminhos,
Tropeçámos num olhar
E o pão nesse dia
Ficou por comprar

Ensarilharam-se
As trelas dos cães,
Os astros, os signos,
Os desígnios e as constelações
As estrelas, os trilhos
E as tralhas dos dois

30 outubro 2014

EMEL is in da house

Ontem, quando cheguei a casa, a minha rua estava feita numa festa. Tudo o que era carro em cima do passeio tinha um sapatinho amarelo e uma fitinha a condizer e os condutores em fúria ameaçavam que iam partir tudo, e eles que venham que eu faço e aconteço. E eram uns: "é bem feita"; e os outros: "que pouca vergonha". E uns: "não se armassem em espertos"; e os outros: "aqueles grandecíssimos"...
Razões e culpas à parte, vale o facto de sermos um povo de brandos costumes, daqueles que falam, falam, falam, falam - como dizia o outro - mas ninguém nos vê a fazer nada. Fosse isto um médio oriente e a coisa fiava mais fino. Mas antes assim!, oh, oh!

28 outubro 2014

Under pressure

'Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure

26 outubro 2014

Hoje.

Se há alguma coisa que podemos aprender com os nossos Avós é a importância de viver o presente. A alegria com que recordam o passado faz-me sentir que o dia de hoje é o melhor que temos e que vivê-lo todo, cada instante, absorver tudo com a máxima intensidade, com todos os sentidos, é tudo o que podemos fazer para não o deixar fugir.
O meu hoje foi mais feliz porque pude sentir um bocadinho da felicidade de dois amigos que tiveram um dos momentos mais altos da sua existência. Hoje nasceu a Madalena e com ela um sentido novo para as suas vidas. O simples facto de poder testemunhar algo tão... arrebatador!, faz-me sentir as lágrimas nos olhos.
Como já lhes disse uma vez, desejo-lhes tudo o que desejo para mim. Ou não é isso que desejamos aos Amigos?



10 outubro 2014

Prolongue a vida da sua máquina

Familiar de doente cirrótico: Vês, homem, não podes beber mais!
Doente, encolhendo os ombros: ...hum...
Familiar: A partir de agora bebes sumos ou coca-cola.
Doente: Isso faz mal à saúde!
Familiar: Então bebes água!
Doente: A água tem muito calcário!
Familiar: Não faz mal, se for preciso chupas umas pastilhas de Calgon!

Incontinência

A incontinência fotográfica que habita a alma da generalidade dos
utilizadores das redes sociais e que os leva a publicar

o pequeno almoço, o almoço, o lanche e o jantar
mais os cafezinhos que bebem no intervalo das refeições
o chato que é terem que trabalhar no intervalo dos cafezinhos
o bom que e estar de férias no campo
ou na cidade
ou na praia
as cores das unhas das mãos
as cores das unhas dos pés
o conta-quilómetros em excesso de velocidade ("sou tão bom")
a fotografia ao espelho
a fotografia "ai, tão distraída que eu estava que nem reparei na máquina"

só me levam a perguntar... o que é que o mundo tem a ver com isso?

06 outubro 2014

Praxes

Às vezes não sei bem o que pensar das praxes. As minhas não fizeram mal a ninguém, não me traumatizaram nem um bocadinho porque fiz o que me divertiu e o que não me agradou (que houve) não fiz. Fui e gostei. 
O que é certo é que há gente reles em todo o lado (para não dizer um palavrão, vá...), e talvez as praxes sejam apenas uma pequena amostra do tipo de pessoas que vamos encontrar pela vida fora. Os simpáticos, os frustrados, os ignorantes, os arrogantes, os masoquistas, os narcisistas... No fundo, os que vêem aquele momento como uma recepção e os que aproveitam a pseudo-superioridade para revelar aquele seu lado que nunca deveria sequer ver a luz do dia. E essa escória que aí anda, com ares de quem é alguma coisa a mais que alguém, acaba por espezinhar tudo o que alguma vez a praxe pôde ter de positivo.
O que a palavra praxe significa hoje não tem nada a ver com o que significou para mim no dia em que entrei na faculdade. E muito menos quem hoje anda trajado representa a igualdade e o sentido de grupo que o traje académico representou inicialmente, há muitos, muitos anos atrás.
Por isso, chamem-lhe outra coisa qualquer. Chamem-lhe "recepção", chamem-lhe o que quiserem, mas que seja uma festa e que seja apenas mais um momento em que temos que pensar e agir 
como a nossa consciência nos manda. Mais nada.

23 setembro 2014

Verão

Sou da praia.
Sou do mar, sou da ondulação calma das ondas.
Sou da areia, sou das conchas.
Sou do nascer do sol no horizonte, sou do pôr do sol quente na Sra. da Rocha.
Sou dos passeios até ao rio, até à rocha do meio, até aos Salgados, até à Galé.
Sou dos dias longos de luz e das noites quentes de luar límpido.
Sou das tardes preguiçosas lendo um livro e dos fins de tarde à conversa.
Sou do Verão e tudo o que não o é me entristece.

21 setembro 2014

15 setembro 2014

Carta para o futuro, a poucos dias de fazer anos.

Querida 3A, em 2025,


Olha para ti, olha bem para ti e sorri.

Vais entrar nos 40 e espero que vejas uma vida inteira à tua frente.
Espero que tenhas casado, espero que tenhas (muitos) filhos. Espero mesmo que consigas ser feliz.
Daqui a 11 anos a tua vida vai estar irreconhecível aos olhos de hoje: aproveita tudo. Encontra o melhor equilíbrio entre as obrigações que tens e o que realmente interessa. E tira daqui o máximo proveito.
Talvez tenhas alguns desgostos, nada na vida é eterno... mas entre o que ganhaste e o que perdeste, espero que te sintas bem.
Vais manter os teus amigos, que serão um porto de abrigo para ti e tu para eles. E a tua família, que será sempre o centro da tua vida. Esforça-te por isso, é uma ordem, porque de resto pouco mais importa.
E, olha, mantém as costas direitas e a cabeça erguida. Se o conseguires fazer, tudo correrá melhor.
E já agora, se não for pedir muito, também agradecia que mantiveres a minha cinturinha de vespa. Não te ficava mal...

10 setembro 2014

Necessidades básicas

Recebi hoje na consulta um menino de quatro anos.
Comecei por lhe dar os parabéns, dizendo que notava tão bem que já não tinha três e que até me parecia crescido como os de cinco. Inchado de orgulho, foi falando da escola, das férias, dos amigos. Chegamos à altura de falar da alimentação e a Mãe contou que o menino tinha sempre muita fome, que lanchava às 3h e logo a seguir às 4h, que gostava de tudo e comia em bastante quantidade. Observei-o, tudo me pareceu bem e terminamos a consulta.
No final comentei que o mano não tinha vindo desta vez. Aproveitei para lhe perguntar quem mais vivia lá em casa.
- A Mãe, o Pai e o mano.
- E mais?, perguntou a Mãe, querendo que o rapaz falasse nas suas tartarugas.
- Mais a comida, a fruta e a casa de banho.

16 agosto 2014

Tudo bem? Tudo.

Mas o encolher de ombros diz outra coisa; a verdade é outra. A depressão deitou tudo abaixo. Ficou tudo negro. Ou tudo claro. Se calhar não interessa. Nem cores, nem sons. É tudo indiferente. Tudo, nada, mas isso também não importa. Só olha para baixo. Está em baixo. Nunca esteve tão em baixo e não sabe porquê. Não quer sair nem quer ficar; não querer falar, nem calar, nem sussurrar, nem gritar. Nem sorrir. Está ali, ancorado ao fundo do mar e sem forças para subir, para lutar. É uma imensa dificuldade em respirar, em mexer, em sentir. É não ser nada, não querer nada, não vibrar com nada. É a total indiferença. Às vezes é não querer viver, não ver sentido nisso, não ver sentido em nada. Também é não querer morrer. Não quer nada. Não quer que o chateiem, bolas, não chateiem! Mas também é não querer que o deixem em paz... Não vão...

14 agosto 2014

Do tempo que passa

Só aos 28 anos percebi que os 22 já lá vão.

Em pouco tempo faço 29, parece que amanhã já serão 30 e tenho a sensação que agora é que vão ser elas... Como dizia a Carmo, empregada de sempre lá em casa, "depois disso 3zinha, depois disso é um tal correr!..."

Quem passa a barreira dos '-inta', entra num novo mundo, para mim ainda completamente desconhecido. Gerelmente inclui carrinhos e fraldas; exclui noites e passeios a dois. Dizem que é bom, mas não sei, não... Ainda me vejo do lado de cá da fronteira, a olhar para esse horizonte longínquo feito de chupetas e essas coisas estranhas.

Se calhar vou tarde (a julgar por algumas meninas - meninas mesmo - que vejo na consulta, vou tardíssimo...), mas o despertador da biologia ainda não tocou deste lado e por este andar desconfio que quando tocar há de fazer toda a barulheira acumulada em tantos anos. On verá.

De resto, sei lá, olho para o espelho e a única diferença que vejo é mesmo o espelho em si, que antes era o lá de casa e agora é o nosso, dos dois. Mais de resto, tudo na mesma. Ténis, calças de ganga, uma miúda autêntica.

05 agosto 2014

Fazia um calor infernal naquele quarto dos meninos. A casa era pequena, para férias como se querem, de recolher só para comer e dormir, tudo o resto era boa vida.
Mas no verão fazia ali um calor dos demónios. Entre as quatro camas, de beliche e gavetão, dormíamos os três, de janela entreaberta mas persiana fechada - não fosse a mosquitada atacar - naqueles sete metros quadrados de quarto, ou coisa que o valha. À noite, ora me encostava à parede, ora rebolava na cama de cima, sempre à procura da parte fresca do lençol. O meu irmão, na cama de baixo, reclamava que estivesse quieta, que não me mexesse, que abanava tudo e não o deixava dormir. O calor a mim e eu a ele. A minha irmã na outra cama (em cujo espaldar de madeira ela tinha, em tempos, desenhado uns meninos e umas árvores porque não tinha papel à mão), tapadinha porque o que tapa o frio tapa o calor, também não dormia melhor. Mas eu sim, sofria muito mais porque a física diz que o ar quente sobe e eu podia jurar que ali subia e bem, que eles dormiam de certeza uns cinco graus celcius melhor que eu. Ou dez.
Se as noites eram más, os dias faziam esquecer tudo. O sol aquecia a laje que nos servia de tecto e a moleza instalava-se à hora da digestão. Mas a sesta, essa, ninguém queria dormir e mais que muitas vezes ali se montou a barraca. Do beliche de cima pendiam as toalhas que com o sal da água da praia quase se aguentavam em pé. E lá debaixo nós, na brincadeira ou a ler ou a pensar de olhos fechados. A dormir a sesta é que não. E apesar do abafo que passávamos, ninguém ousava por o pé fora do beliche, naquele terreno minado ou naquele rio de crocodilos. Um perigo. E além dessa, nem uma preocupação na vida.

02 junho 2014

Chillaxin' on the great oudoors

Eu que até nem gosto de cerveja, acho giríssima esta mesa, super funcional lá para fora, para os momentos de chillaxin' nas belas tardes de verão.
Vamos fazer assim, vou arranjar uma coisa destas e depois convido-vos.

13 maio 2014

Caro Senhor Ladrão,

Enquanto bípede que sou - e tenciono continuar a ser por muitos e bons -, essa que aí leva faz-me falta.
Sabe, ainda não sou expert nisto de estender roupa duma varanda para o precipício e os azares acontecem. Molas há muitas, e de quando em vez lá vai mais uma. Agora, a roupinha é mais chato...
Ontem foi assim: voou uma mola amarela juntamente com a peça que deixei cair. E quando lá as fui buscar, ao lado da mola apenas encontrei o sítio da dita.
Tentei remediar experimentando andar coxa de um lado mas não me ajeito. E o comércio, percebo agora, também não se comove com pernetas e ninguém me vende meio par.
Por isso, e se não for muito incómodo para si, agradecia deveras que devolvesse a meia que me levou.

Obrigada.