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17 março 2011

Sentes-te realmente estudante de Medicina quando...

- Desde o dia em que soubeste que entraste na Faculdade, toda a gente te pede conselhos sobre "esta  dor que aqui tenho";

- Já te perguntaram várias vezes se viste um morto; a seguir não entendem como isso não te fez desistir;

- Tens milhentos livros para comprar mas são caros - optas por fotocopiar um e pagas 80€;

- Frequentemente respondes aos convites dos teus amigos com um "Desculpa, não posso, tenho que estudar / estou de banco";

- Aparentemente nenhum dos teus amigos fora da Faculdade percebe como é possível alguém estudar mais de 3 dias para qualquer exame;

- Ganhaste, entre os amigos dos teus pais, o cognome de "aquele(a) que está em Medicina", que vem sempre a seguir ao teu nome;

- Mala de fim-de-semana durante o ano lectivo significa 1/3 de roupa e 2/3 de livros - os fins-de-semana são os dias por que esperas para tentar estudar o que não conseguiste durante a semana;

- Reconheces mais facilmente os apelidos Esperança Pina, Guyton, Testut, Robbins, Netter, Harrison, do que os de muitos dos teus colegas;

- O ponto alto do teu ano é o ENEM, a altura em que todos estão (durante 3 dias) um passo mais perto da cirrose hepática e isso é excelente;

- Tens cefaleias e mialgias enquanto toda a gente tem dores de cabeça e musculares; deitas-te em decúbito lateral esquerdo enquanto toda a gente se deita prá esquerda;

- Ninguém percebe como é que podes palpar os pulsos de uma pessoa se estás a avaliar, por exemplo, os pés;

- Sentes que a maioria dos teus amigos da escola têm mais tempo para viver do que tu;

- Já te passou pela cabeça que talvez tivesse sido melhor escolher outro curso;

- Sentes-te menos do que o colega do lado se o teu estetoscópio não é Littman e não tens uma Moleskine para tirar notas e colar as vinhetas dos doentes;

- Não te apercebes que só falas por siglas porque toda a gente se entende assim "Doente recorre ao SU do HSFX com AP de AVC, HTA e DM; ECG com supra de ST entra em FA com RVR...";

- Quando chegares ao fim do curso tens um Mestrado em Medicina, mas um Doutoramento em segurar as paredes do hospital;

- O teu percurso profissional vai ser ditado apenas por um exame de cruzinhas onde se safa melhor quem decorou a percentagem de doentes morrem de AVC no Botswana do que quem faz um diagnóstico porque aprendeu a olhar e ouvir o doente;

- Perguntas-te frequentemente com que idade acabarás por conseguir constituir família;

- A seguir perguntas-te se conseguirás fugir à grande percentagem de Médicos divorciados e se irás ter tempo para conhecer os teus filhos;

- Já percebeste que nunca será possível ir beber café com os teus colegas sem que isso vos leve a temas médicos;

- Desde o primeiro dia que sentes que quanto mais estudas, mais devias estudar.

... Mas quando vais chegas ao hospital vais dar alta a uma mulher e ao seu filho recém-nascido e ela agradece-te porque o pouco que fizeste a fez sentir-se melhor -  e isso, por alguma razão, vale tudo!

06 fevereiro 2011

Faltam 300 médicos nos centros de saúde - JN

Faltam cerca de 300 médicos nos centros de saúde porque um especialista em Medicina Geral e Familiar ganha apenas 1100 euros. A solução está em dar "condições dignas" a esses clínicos e não contratar médicos estrangeiros. Quem o diz é o novo bastonário.

José Manuel Silva, que ontem, sábado, participou na tomada de posse dos órgãos sociais da Associação Nacional de Estudantes de Medicina em Coimbra, rejeita que haja falta destes profissionais. Portugal até tem mais médicos do que a média europeia, garante. O problema está na "desorganização" do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e na assimétrica distribuição, tanto por especialidades como em termos geográficos, dos médicos que existem.

foto FERNANDO TIMÓTEO/GLOBAL IMAGENS
Faltam 300 médicos nos centros de saúde
Bastonário critica salários de 1100 euros

A situação mais grave é a que se vive nos cuidados de saúde primários, onde faltam cerca de 300 médicos de família a meio milhão de portugueses. Nos hospitais, o bastonário admite que "provavelmente, há médicos a mais". A razão é simples: os jovens médicos não querem seguir a especialidade de Medicina Geral e Familiar porque, nos centros de saúde, vão receber, por 35 horas de trabalho, 1100 euros mensais, "um salário ao nível de um auxiliar de acção médica". Já nos hospitais, podem negociar, nos contratos individuais de trabalho, salários muito mais atractivos.

Para colmatar a carência de clínicos, o Estado tem optado por uma solução que, na opinião de José Manuel Silva, prejudica os doentes: contratar "médicos cubanos e colombianos, sem especialização em Medicina Geral e Familiar". "O que é preciso fazer é dar condições dignas para os jovens médicos se fixarem nos centros de saúde", defende.

A obrigatoriedade de os especialistas permanecerem no SNS durante um período igual ao internato, sob pena de terem de indemnizar o Estado, é também criticada pelo recém-empossado presidente da Ordem dos Médicos. Porque só tem um objectivo: reduzir os salários. "O Estado quer forçar os médicos a trabalhar compulsivamente com vencimentos mínimos", sublinha.

Para avaliar as reais necessidades de médicos em cada especialidade e por região e determinar quantas vagas devem abrir para os internatos complementares, a Ordem vai promover um estudo de demografia médica.

Quanto ao numerus clausus para Medicina, considera que é exagerado. Socorrendo-se de um estudo que, em 2002, avaliava as vagas necessárias em 1175, diz que, todos os anos, entram nos cursos de Medicina 700 alunos a mais.

Helena Norte

Link: Faltam 300 médicos nos centros de saúde - JN

23 fevereiro 2010

Comunicado da Ordem dos Médicos


ah e tal há imensa falta de médicos e não sei quê...
FYI



COMUNICADO

Curso de Medicina de Aveiro

A oitava Faculdade de Medicina em Portugal iniciou o seu percurso no ano lectivo de 2009-2010 na Universidade do Algarve, levantando uma série de questões de extrema importância, com delicadas implicações futuras, que a Ordem dos Médicos gostaria de ter analisado com o Digníssimo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor José Mariano Gago, pelo que, em Fevereiro de 2009, solicitou uma audiência formal com esse objectivo. Estranhamente, tal audiência não foi concedida.
No ano lectivo de 2008-2009 abriram 1614 vagas para Medicina nas sete Faculdades de Medicina portuguesas. Se multiplicarmos este número por 30 anos, significa que se formarão, durante este período de tempo, 48420 médicos. A este número deveremos somar os cerca de 12 mil médicos formados nos dez anos anteriores, que, pelas novas regras de aposentação, terão que exercer pelo menos durante 40 anos. Quer isto dizer que, em 30 anos, sem sequer contar com os estudantes de medicina portugueses no estrangeiro e com os eventualmente formados na Universidade do Algarve (UA), Portugal irá duplicar o seu actual número de Médicos! Absurdamente, no ano lectivo de 2009-2010 o numerus clausus para Medicina aumentou novamente.
Para que vai precisar Portugal de mais de 60 mil médicos no activo, particularmente quando se prevê uma redução da sua população total?
Portugal terá actualmente cerca de 30 mil médicos no activo, um número exactamente sobreponível à média europeia. O actual problema da saúde em Portugal, salvo algumas situações pontuais, não é de falta de Médicos mas sim de falta de organização, como reconheceu publicamente a própria Ministra da Saúde, com toda a propriedade.
O rotundo êxito do programa específico de combate às listas de espera para cirurgia das cataratas ilustra amplamente esta indisputável verdade. Com um pequeno investimento adicional, que permitiu a rentabilização da capacidade já instalada no SNS, em poucos meses acabou-se com as listas de espera de cataratas, sem que fossem necessários mais oftalmologistas!
E se se prevê que, no curto prazo, possa haver alguma dificuldade transitória de Médicos, ela não será resolvida pela Universidade do Algarve nem pelo putativo Curso de Medicina de Aveiro, pois só daqui a dez anos começarão os seus primeiros licenciados a completar as respectivas especialidades, numa altura em que já terão sido ultrapassadas essas mesmas dificuldades. Este problema transitório será facilmente resolvido se o Governo atrair os Médicos que estão actualmente perto da sua reforma para se manterem mais meia dúzia de anos no activo.
A indesmentível verdade é que, em termos quantitativos, a Faculdade de Medicina do Algarve e o desnecessário Curso de Medicina de Aveiro se irão limitar a formar Médicos para o desemprego ou para exportação.
Aliás, quem faz contas de forma honesta e transparente sabe que, a partir de 2010, o numerus clausus para Medicina deveria começar a diminuir para evitar o desemprego médico.
Médicos a menos prejudicam as populações pelas dificuldades de acesso, mas Médicos a mais constituirão um desperdício para o país e uma ameaça para os cidadãos saudáveis, pois serão compelidos a inventar doentes para sobreviver, e farão disparar os custos globais da saúde. Será tão difícil compreender que à Saúde não se podem aplicar as regras de mercado de qualquer outro sector da economia?!
E numa altura em que o país se debate com uma profunda crise económica, em que as Universidades estão asfixiadas e em que o SNS, por falta de recursos, está a ser minimalizado e comprometido na qualidade dos serviços de saúde disponibilizados aos doentes, é um dever patriótico que todos se questionem sobre as razões subjacentes a uma decisão exclusivamente política, contrária a critérios técnicos, e que custará dezenas de milhões de euros ao país, desta maneira espantosamente desperdiçados.
Perante a crueza dos números, por si próprios indesmentíveis, é evidente e incontestável que Portugal não precisa de mais quaisquer Faculdades de Medicina para além das oito já existentes. Invista-se na Universidade de Aveiro, que bem o justifica e merece, mas não de forma a desperdiçar recursos que tanta falta farão noutros sectores da mesma Universidade.
Um dos graves problemas do país é que passamos a vida a fazer experiências que, depois, nunca são avaliadas nem extraídas conclusões consequentes. Elogiamos deslumbradamente todas as experiências, mas nunca aprendemos com os resultados. E assim estamos cada vez mais na cauda da Europa. A Comissão Científica Internacional (CCI) produziu apenas um elogio no condicional à metodologia escolhida para o curso do Algarve. Na realidade, não existe Medicina Baseada na Evidência que comprove que o método PBL, em si mesmo extraordinariamente exigente, quando ministrado por um corpo docente maioritariamente sem experiência, seja globalmente superior aos métodos de ensino presentemente utilizados, que já nada têm a ver com os métodos clássicos do antigamente.
A Faculdade de Medicina do Algarve não é necessária, pelo que a sua nova experiência, por muito interessante e estimulante que seja, é supérflua. Caso se pretenda reproduzir a experiência de ensino integral em PBL em Portugal, o que a Ordem dos Médicos encara de forma positiva, então que primeiro se avaliem de forma transparente e independente os futuros resultados do Algarve.
Finalmente, não se pode escamotear que as licenciaturas de Bolonha em outras áreas não conferem aos alunos a mesma formação dos primeiros anos dos Cursos de Medicina, pelo que a Ordem dos Médicos encara com enorme preocupação a qualidade dos futuros licenciados pelo método PBL e com cursos de apenas quatro anos.
Além do mais, não existe em Portugal massa crítica suficiente para oito Faculdades de Medicina, muito menos para nove, nem existe capacidade no país para que todos os futuros licenciados possam concretizar uma especialidade Médica.
Então, não podemos deixar de perguntar, quais são as verdadeiras consequências de proletarizar e indiferenciar a Medicina, reduzindo o seu nível global de qualidade, prejudicando, por essa via, os próprios doentes? O ónus desta decisão política vai ser pago por todo o País.
Se as normas internacionais dizem que é suficiente uma Faculdade de Medicina por cada dois milhões de habitantes, para que se equaciona a criação da nona Faculdade de Medicina em Portugal?

Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos

Lisboa, 15 de Dezembro de 2009

08 fevereiro 2010

riscar a primeira hipótese

Quando entrei em Medicina foi porque pensei que queria ser pediatra.
Acabo hoje o estágio de pediatria que me deixa não mais do que a certeza de que estava redondamente enganada.
Quero ser médica? Sim. Pediatra? hell, no!

Quando falo com os colegas mais velhos fica-me a sensação de que muitas das escolhas de especialidades se prendem - não só, mas também -  com o facto de este ou aquele assistente lhes ter conseguido transmitir a mais bela visão daquela arte.

Não foi esse o caso deste estágio - muito longe disso: lidar com uma médica pseudo-bipolar com o síndrome diário do "diz que disse" foi tudo menos fácil. Absolutamente frustrante, ainda para mais para quem tinha tão altas expectativas...

Resta a esperança de que a péssima experiência com esta senhora não me tenha atirado areia para os olhos, tornando-se a razão pela qual risco hoje um dos meus principais sonhos para o futuro.

24 janeiro 2010

Um dos meus no Bloco Operatório

Ao fim de uma semana complicada, posso dizer que aprendi definitivamente a grande diferença entre os cuidados de saúde que vou tentando começar a prestar às pessoas em geral e os de um familiar bem próximo. Ainda para mais quando era eu quem se esperava que incutisse a esperança e "boa vibe" na família!

Não é que não me preocupe, longe disso! Mas...

Se alguma vez eu teria passado uma noite em claro por algo semelhante noutra pessoa?... hell no!

Ok, era um procedimento complicado mas com boas perspectivas, por um cirurgião bem batido nessa arte e confiante no sucesso. Mas não era um doente, era um dos meus... Meus!

Bolas, não foi fácil...

03 janeiro 2010

Pois eu gosto de crianças

Pois eu gosto de crianças!
Já fui criança, também…
Não me lembro de o ter sido:
Mas só ver reproduzido
O que fui, sabe-me bem.

É como se de repente
A minha imagem mudasse
No cristal duma nascente.
E tudo o que sou voltasse
À pureza da semente.

Miguel Torga


Amanhã começo o estágio de Pediatria =)

14 dezembro 2009

Meu Deus...

A pequena cirurgia recebe com frequência cabeças partidas, dedos cortados, abcessos e hemorróidas. Quedas, porrada, bêbedos, enfim, todos os podres da sociedade e ainda percalços da vida quotidiana e da saúde que o corpo humano se encarregou de inventar para nos deixar embatucados. Engraçado...

Surgiu, então, há dias, o caso de um senhor de quase 80 anos, vindo de um lar (sobre o qual me vou excusar de tecer comentários) por... "farfalheira"...
Entrou de maca na urgência, olhar esgaseado, fora dali. Parecia por momentos conseguir fixar-nos em silêncio, sem qualquer outra reacção. Talvez fosse impressão minha.
Observou-o a medicina interna que pediu avaliação do membro superior esquerdo pela cirurgia.

Aqui entro eu e uma colega interna.

Vou ser directa, absolutamente crua: O senhor tinha um sarcoma. Era uma massa de cerca de 20x10x10 cm de tumor ensanguentado que lhe saía do braço. Uma coisa daquelas não aparece de um dia para o outro - tinha meses de evolução. E o cheiro... cadavérico.

Podia ter pensado na patologia, na terapêutica, na paliação. Mas não, só me passava pela cabeça uma questão: que tipo de pessoa deixa uma coisa daquelas acontecer a alguém??

As pessoas são despejadas nos lares à espera de que desapareçam por magia? Deixam-nos ali para morrer. Só.
São estes os frutos da negligência estúpida de famílias demasiado ocupadas para cuidar dos seus mais velhos ou demasiado qualquer coisa para serem minimamente decentes. (aaaggrhh QUE RAIVA)

Pediram-me que tirasse uma fotografia: tratava-se de um caso raro.
Primeiro não reagi. Depois acedi.
Sempre que olhar para ela vou obrigar-me a lembrar aquele senhor e que toda a gente merece o meu melhor.

Pedimos a opinião a cirurgiões gerais e plásticos. Fizemos o que podíamos (que era essencialmente nada). Naquele estado pouco havia a fazer. Aguardámos as duas em silêncio que o viessem buscar para ser internado.
E a seguir saí da sala e fui apanhar ar.
Só me apetecia gritar e chorar.
Quem lá esteve não voltou a tocar no assunto.

Dias depois contei por alto a historia a alguns mas ainda não me senti à vontade para falar mesmo disto com ninguém. Ou melhor, não senti que houvesse vontade de me ouvir a sério naquele dia. Mas não faz mal!, talvez noutra altura.

23 novembro 2009

Oxalá nunca tenha uma atitude como aquela.

Sou estudante de Medicina.

Como qualquer outro estudante de qualquer outra ciência, preciso de aprender. Livros, sebentas, observação de técnicas, prática... tudo isto funciona. Mas funciona melhor ainda se tivermos alguém mais experiente para "back us up all along".

Suponho que sempre tenha sido assim: ao longo dos séculos os mais velhos ensinam os mais novos. Seja por interesse curricular, pelo estatuto social ou simplesmente por gosto, a verdade é que há muita coisa que não vem nos livros, e mesmo o que vem nem sempre se consegue realmente aprender antes se de ver fazer quem melhor o sabe.

Estava há dias num qualquer bloco operatório de um qualquer hospital do país, quando durante as duas horas de uma cirurgia programada (e atrasada por sua culpa) a anestesista discutiu, reclamou e chateou toda a gente que se fosse dispondo a perder uns segundos para me ensinar e orientar um pouco no que se ia passando.

Estranho conceito esse da "perda de tempo" por ensinarmos alguém que mais tarde ou mais cedo nos poderá vir a substituir...

Foi a primeira vez que me senti realmente mal num bloco operatório.

Oxalá essa senhora nunca venha a necessitar que lhe faça o que aprendi nesse dia.
Oxalá tenha aprendido suficientemente bem para poder ajudar alguem.
Oxalá nunca tenha uma atitude como aquela.

16 novembro 2009

De médico e louco todos temos um pouco

Há pouco tempo fiz o estágio de Psiquiatria.

Foi a primeira vez que achei que os médicos vêem doenças em todo o lado:
Aparentemente, tenho uma personalidade esquizóide!!...

Passo a explicar:
- gosto de ter o quarto e a roupa arrumados;
- faço apontamentos e organizo-os em dossiers devidamente identificados;
- costumo fazer um plano de estudo antes de cada exame e tento seguí-lo;
- quando tenho que acordar cedo, escolho na véspera a roupa que vou vestir;
- quando vou fazer uma viagem, faço uma lista daquilo que preciso de levar;
- geralmente registo o que preciso de fazer diariamente na agenda;
- ...

Sempre pensei que era simplesmente uma pessoa organizada e metódica. Afinal faço é parte de um grupo de risco de doença psiquiátrica!!!!!

Ou seja: para evitar que me integrem em pseudo-grupos sujeitos a preconceitos sociais, o melhor e começar desde já a abandalhar.......................